Falcão . - Rio de Janeiro, 20 de abril, Complexo da Maré. 16h00.
Acordei hoje com uma puta dor de cabeça. Pleno domingo e finalmente agora posso aproveitar a área externa da minha casa pra fazer as resenhas do fim de semana.
Um mês se passou desde todo aquele alvoroço, não tive mais notícias da ex sogra de Carolina, não teve mais ninguém dos nossos morrendo por causa daquela lista e tava tudo estranhamente na paz.
Falando em Carolina, depois do dia que toquei no assunto delicado dela, ela se fechou de novo e nossas conversas eram só sobre o nosso menor. E eu respeito o tempo dela, acabei fuçando demais até descobrir um bagulho pesado do passado dela, é normal ela não reagir bem a isso.
Tirei as carnes da churrasqueira enquanto ouvia Natan brincando na piscina e Carolina conversando com as meninas, aqui comigo tava DG falando pelos cotovelos, Matheus que não parava de comer as carnes que ficaram prontas e Danone que desgrudou um pouco da mulher. Esses dois são um grude, chega a ser meloso demais.
- Quer o que pra beber, chefe? - Matheuzinho perguntou.
- Traz uma cerveja geladinha pra mim aí. - ele concorda e eu olhei na direção da beira da piscina onde Carolina me encarava mas parecia nem prestar atenção em nada ao redor, nem no que Maria tava falando toda animada pra ela.
Natan estava perto deles na parte rasa da piscina, fazendo uma festa.
- Ei tá pronto, pô. - eu falei alto pra todo mundo ouvir e coloquei na mesa as carnes assadas e as comidas que as meninas trouxeram.
- Amassou na carninha ein, Falcão. -DG falou.
- O pai sabe o que faz né parceiro. - eu gabei e eles riram.
Antes de pegar Natan na piscina eu esvaziei a latinha de bebida e joguei no lixo, com criança por perto eu não vou beber. Carolina já não bebe quando ele tá por perto, então vou só seguir a mesma coisa.
Comemos e minutos depois tava todo mundo se jogando na piscina de novo. Tirei minha camisa e fiquei só de bermuda, fui pra perto de Carolina de propósito pra pular na piscina e molhar ela.
- Que filho da... mãe. - ela ia me xingar mas se calou quando viu que Natan prestava atenção na gente.
- Vem pra cá, tio Gavião! - Natan me chamou e eu fui até ele nadando.
- Tá tudo certo aí, menor? - eu perguntei e ele descobriu com a cabeça.
Baguncei seus cabelos fazendo espirrar um pouco de água ao nosso redor.
- Mamãe vem pra cá também. - ele chamou Carolina que tava sentada na beira da piscina e sorriu tímida vindo pra mais perto de nós. Linda! O corpo dessa mulher chamava atenção por onde ela passava, mesmo com um biquíni comportado e um short na parte de baixo.
Gostosa.
- O que foi, meu amor? - ela disse se sentando do meu lado na parte rasa e eu a encarei.
- Nada, só queria meus pais aqui perto de mim, já pensou se eu me afogo? - ele brincou e eu segurei a risada.
- Credo, Natan. Vira essa boca pra lá. - Carolina falou e eu neguei com a cabeça rindo.
Nossa tarde foi assim, brincando com o moleque na piscina e depois todo mundo se juntou na sala pra assistir filme, que não tinha opção, todo mundo teve que assistir Hulk com Natan. DG e Matheus saíram porque ainda tinham que trabalhar na contenção de noite e quando anoiteceu, Danone, Maria e Tamires saíram também. Sobrando só eu, Natan e Carolina na sala assistindo aos filmes do Hulk que pareciam infinitos.
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RENASCER [CONCLUÍDA)
RomanceCarolina conhece muita coisa sobre relacionamento, principalmente tendo passado pelas mãos doentias do ex abusivo, ela só conhece o lado negativo de se relacionar. Natan, seu filho, foi a única coisa boa que lhe aconteceu nesse período conturbado da...
