Padrasto. (+18)
Vice= Vício.
Qual é o nome dado a algo que você não consegue deixar ir? Aquilo que te alimenta mesmo quando não é desejado. Eu chamo isso de vício, e olha, eu conheço bem essa palavra porque minha mãe e meu pai são viciados. Como eu...
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VALLIE
— O que aconteceu hoje para você estar assim? — pergunto, sentindo o clima mudar para algo tenso, mas, ao mesmo tempo, continuo envolvida, me perdendo no que ele acabou de confidenciar.
Dean ri com humor sombrio, seus dedos deslizando pelo meu rosto.
— Meu dia foi uma merda. Começou com uma reunião com meu pai. Adivinhe quem estava lá? Seu pai. Sabia que ele está na empresa, trabalhando em algo... grande? E aí, adivinha quem apareceu? Sua querida mamãe, Lily.
Eu o encaro incrédula.
— Minha mãe estava lá? O que ela estava fazendo na empresa?
Dean me encara com um sorriso que não chega aos olhos.
— Parece que seus pais estão juntos nesse projeto, estão trabalhando numa pesquisa antiga.
— E minha mãe não te contou?
Dean bufa.
— Não.
— Que pesquisa é essa? — pergunta, parcialmente assustada e confusa.
Dean estreita os olhos, pensativo, mas fala com o tom provocante.
— Não tenho todos os detalhes, mas sei que é algo perigoso. Um projeto que eles começaram anos atrás. Acho que envolve... estímulos cerebrais. Algo para manipular o comportamento humano. E não estou gostando nada disso.
— Isso não pode ser verdade. E você tem certeza? — pergunto, nervosa, mordendo o lábio. Ela desconversou todas as vezes que perguntei sobre meu pai nos últimos dias, mas esse tempo todo estava trabalhando com ele?
Dean passa a mão pelo cabelo, a voz baixa, perigosa e sedutora.
— Eu sei o suficiente para dizer que você deveria tomar cuidado. Mas, agora... tem algo mais interessante que eu quero te ver fazer.
Ele se inclina para o banco de trás e pega algo. Quando volta, segura nas mãos uma fantasia de coelho, de tecido preto, com detalhes em renda e orelhas felpudas. Seu sorriso se alarga, os olhos brilhando de desejo reprimido.
— Você sabe o que fazer com isso, coelhinha. Quero que corra. Quero que me desafie. E, no final... vou te provar que somos feitos do mesmo material. — Dean me oferece a roupa, a voz maliciosa.
Encaro a fantasia com a pele arrepiada.
— Você... quer que eu corra... de você? Como antes?
— Exatamente. E quanto mais rápido você correr, mais interessante vai ser. Vista isso. Mostre-me do que você é capaz. — Diz, a voz um sussurro rouco, a mão dele apertando a fantasia enquanto me entrega.
Pego a fantasia e deslizo para o banco de trás do carro. O tecido preto é sedoso ao toque, com detalhes de renda ao longo das laterais que deixam pequenos vislumbres de pele à mostra. As orelhas, macias e felpudas, pendem da tiara que coloco cuidadosamente no cabelo. O contraste entre o preto profundo e o brilho suave do tecido transforma a peça em algo tão elegante quanto provocante. Me troco rapidamente, o coração acelerando, sentindo a adrenalina e a excitação crescerem a cada movimento. Quando termino, me olho no pequeno espelho do carro e me deixo levar pelo personagem. Agora, não sou Vallie... mas a coelhinha de Dean.