Padrasto. (+18)
Vice= Vício.
Qual é o nome dado a algo que você não consegue deixar ir? Aquilo que te alimenta mesmo quando não é desejado. Eu chamo isso de vício, e olha, eu conheço bem essa palavra porque minha mãe e meu pai são viciados. Como eu...
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Eu estava correndo contra o tempo, mas a verdade é que parecia estar correndo contra o próprio destino. Minhas mãos estavam tão firmes no volante que meus nós dos dedos doíam. O motor rugia como um animal selvagem, e a estrada à minha frente parecia interminável, embora eu soubesse que cada segundo contava.
"O coelho está na toca. Estou ansiosa para te ver."
As palavras de Lily estavam gravadas na minha mente, se repetindo como um eco ensurdecedor. Uma vez eu pensei que ela era uma vítima da vida e uma mulher inocente. Porra, nenhuma!
A mensagem tinha sido enviada há menos de vinte minutos, mas a carga que ela trouxe parecia ter envelhecido uma década em mim.
Eu sabia o que ela queria dizer. Era uma provocação, um jogo psicológico, mas desta vez, Vallie estava no centro do tabuleiro.
Michael estava no porta-malas, e o peso do que fiz ainda estava fresco. Ele era mais leve do que eu esperava quando o carreguei para o carro depois do confronto no laboratório, mas o ódio e a fúria eram pesadas o suficiente para me impulsionar.
A intenção era, pegar as provas, garantir que ele fosse à justiça e que suas vítimas finalmente tivessem paz. Mas quando cheguei ao laboratório, a raiva me consumiu e vi vermelho.
Ele estava sozinho, mexendo em algo no computador quando o encontrei, ele me olhou e sorriu como um maldito psicopata. Ele nem percebeu a determinação nos meus olhos até que minha mão estivesse em seu pescoço. O pânico nos olhos dele foi um pequeno consolo.
— Você acha que pode continuar fazendo isso? — minha voz saiu mais baixa e controlada do que eu esperava. — Quantas vidas você destruiu?
— Eu não sei do que você está falando. — ele respondeu, seu tom cheio de arrogância premeditada.
— Pare de bancar o bom cientista, eu sei que suas motivações são tudo menos altruístas. Essa pesquisa não é sobre ajudar pessoas, isso é sobre você.
— Oh, você acha que sabe algo? Por favor, garoto. Apenas volte para casa e fique fora do meu caminho. Você já está comendo a minha ex mulher e filha, não é? Você não me viu fazendo nada sobre isso.
Meu corpo vibrou com violência.
— Não finja que se importa com Lily, você sempre a tratou como merda. Eu também sei que você estava drogando Vallie para que ela não recuperasse a memória.
Ele bufou.
— Aquela puta de merda é tão inútil quanto a mãe. — ele ergueu uma sobrancelha, apenas uma e então sorriu, um sorriso nojento que me fez querer despedaçar seu rosto. — Claro, além de foder. Lily era mediana, mas aposto que minha filha te surpreendeu, hein?
Eu estava sem paciência e enojado. Quando ele tentou sorrir novamente, foi instinto. Minha mão atingiu seu rosto antes que eu pudesse pensar, e ele caiu como uma pedra.