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VALLIE

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VALLIE

O celular ainda estava quente em minhas mãos trêmulas. A tela trincada refletia fragmentos do meu rosto, como se a realidade estivesse se despedaçando junto com o vidro. O nome de Kiara piscava nas mensagens, conversas antigas, fotos codificadas, registros de transações. Nada que uma enfermeira comum teria.

Como eu não vi isso antes?— minha voz ecoava pelo quarto vazio.

O nome do meu pai, Michael, aparecia repetidamente. Eu sabia que ele não era um santo, mas isso? Envolvimento com drogas? Kiara, a mulher que cuidava da minha mãe durante os piores momentos, estava envolvida nos negócios dele.
e talvez em algo pior.

Sentei-me no chão, o coração acelerado

Uma mensagem não lida se destacava:

Kiara:
"Preciso falar com você. Lily sabe."

Minha mãe. Lily. O que ela sabia? Até onde ia essa rede de mentiras?

Flashbacks começaram a bombardear meu cérebro. Kiara sussurrando para minha mãe, suas saídas misteriosas à noite. Um mal-estar subia pela minha garganta. Lembranças perdidas dançavam, confusas e fragmentadas, como peças de um quebra-cabeça que eu não conseguia montar.

Levantei-me, caminhando até a janela. Lá fora, a floresta parecia entrelaçando-se como os segredos da minha família.

— Todos estavam mentindo. — sussurrei, sentindo o peso da verdade desabar sobre mim.

Eu precisava descobrir a verdade. E, dessa vez, não confiaria em ninguém.


Guardei o celular no compartimento secreto da gaveta, certificando-me de que tudo estava em seu devido lugar. Minhas mãos ainda tremiam. Cada detalhe do dia parecia arranhado pela descoberta. Ao voltar para o quarto, digitei rapidamente uma mensagem para Dean.

"Descobri algumas coisas importantes."

Ele não demorou a responder.

Dean: "Também tenho notícias."

Antes que pudesse digerir a resposta, o celular vibrou Michael. O nome brilhou na tela, uma lembrança de que os segredos nunca vinham sozinhos. Recusei a ligação, um nó se formando na garganta. Passei o dia no quarto, ignorando as mensagens do meu pai. Quando o quarto começou a ficar sufocante, desci para a cozinha e comi rápido, minha mente não parando de criar teorias.

O relógio na parede marcava quase oito horas, mas o tempo parecia congelado. As sombras das árvores dançavam pela janela, e o silêncio da casa pesava sobre mim, denso e sufocante. Minha mente não parava, insistindo em reviver tudo o que aconteceu com Kiara. A imagem dela parecia gravada em cada canto desta casa. Morta. Aqui. E ninguém falava sobre isso.

Estava tão perdida nesses pensamentos que não percebi a presença de Sarah até sentir um toque gelado no meu ombro. Meu coração disparou, e eu me virei num sobressalto.

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