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Mystic Falls, Virgínia – 2010

A mansão Lockwood estava cheia novamente. O baile de máscaras acontecia com todo o seu brilho e sofisticação, como se os últimos acontecimentos trágicos tivessem sido apenas um pesadelo distante. Nem parecia que o prefeito havia morrido há apenas três semanas. A festa era grandiosa, com música, risos e danças.

Naquela noite, Amélia concordara em ajudar seus amigos a colocar em prática um plano ousado: matar Katherine. Ela sabia que a vampira estava atrás da Pedra da Lua, um artefato antigo que estava sob sua posse. Mas Amélia não tinha a menor intenção de entregá-la.

No escritório do falecido prefeito, Amélia ajudava Tyler a ajustar sua gravata. Ambos estavam impecavelmente vestidos, o brilho do cristal no lustre refletindo nas máscaras sobre a mesa de mógno marrom.

— Já está bem cheio lá fora. — Carol anunciou ao entrar no escritório, observando os filhos com um sorriso contido.

— Não me sinto à vontade dando uma festa agora. — Amélia disse, ajustando o colarinho do irmão.

— Muito menos eu. — Tyler respondeu com uma careta.

Carol suspirou, cruzando os braços ao encarar o ambiente.

— Essa porta deve permanecer fechada o tempo todo. — Ela avisou, apontando para a entrada. — Seu pai não gostaria que os convidados ficassem por aqui.

— Tudo bem, eu vou trancar depois. — Amélia respondeu, afastando-se de Tyler para pegar sua máscara.

Carol se aproximou, pegando as mãos dos filhos com um sorriso cheio de carinho.

— Olhem só para vocês dois... tão bonitos. — Ela os olhou de cima a baixo. — Apesar dessas caras emburradas!

— Você está linda, mãe. — Amélia respondeu suavemente.

— É, tá uma gata! — Tyler brincou, tentando aliviar o clima.

— Elogios? Acho que vou desmaiar. — Carol fingiu um ar dramático, levando a mão ao peito.

Tyler e Amélia trocaram um olhar cúmplice.

— Sabemos que estamos sendo... difíceis. — Tyler começou, a expressão suavizando. — É só que...

— Sentimos falta do papai. — Amélia completou, sua voz tremendo levemente. — E agora o tio Mason também foi embora.

— Mason sempre foi assim. Ele aparece e some quando quer. É o oposto do seu pai. — Carol suspirou, seus olhos refletindo um misto de dor e saudade.

— Ele não é, mãe. — Amélia rebateu, firme. — O tio Mason é bom, ele se preocupa com a gente. Ama a gente! Assim como o papai.

— Eu sei, amor. — Carol engoliu em seco, um sorriso triste surgindo em seus lábios.

— Era melhor termos cancelado essa festa. — O silêncio pairou brevemente, pesado e melancólico.

Carol balançou a cabeça, um brilho nostálgico em seu olhar.

— Foi ideia dele, sabiam? Essas máscaras... Não sei o que isso tem a ver com a ajuda aos sem-teto, mas ele era assim. Se cismasse com algo, não desistia. — Um sorriso breve apareceu em seu rosto, ao passar os dedos sobre a foto de família. — Igual a vocês dois. Vocês puxaram isso dele.

Amélia e Tyler ficaram em silêncio, deixando que Carol continuasse.

— Eu o amava. Assim como vocês. E talvez vocês pensem que não, mas sinto falta dele todos os dias. O tempo todo.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora