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Mystic Falls, Virgínia  – 2011

Já haviam se passado três dias desde que Amélia, sem querer, ajudou Klaus a matar Mikael. Três dias de silêncio angustiante, marcados pelo isolamento voluntário. Ela não queria ver ninguém, especialmente aqueles que chamava de amigos. O telefone vibrava incessantemente com mensagens e chamadas de Elena e Damon, mas Amélia ignorava todas. Assim como Caroline ignorava Tyler, depois que ele quebrou seu pescoço para tirá-la da mansão no dia da festa.

Klaus havia prometido acordar Elijah. Sua palavra nunca fora sinônimo de confiança, mas algo no olhar dele naquela noite parecia diferente. Era quase... genuíno. Três dias depois, contudo, ela não tinha recebido nem mesmo uma mensagem de texto. O híbrido ingrato parecia mais preocupado em se instalar confortavelmente.

Amélia descobriu que Klaus havia comprado uma propriedade luxuosa, a apenas duas quadras da mansão Lockwood.

"É o fim do mundo".

Amélia pensou, enquanto considerava a ironia amarga de ter a família Original como vizinhos.

Naquela noite, antes de sair para a festa de aniversário de dezoito anos de Caroline, Amélia decidiu confrontá-lo. Odiava a ideia de ir até ele, mas precisava de respostas.

A propriedade era deslumbrante, uma obra-prima arquitetônica de detalhes requintados. Colunas imponentes, janelas altas, e um jardim perfeitamente aparado. Amélia detestou admitir, mas a casa era linda. Linda demais para alguém como Klaus.

Ela entrou com passos decididos, o som de seus saltos ecoando no chão de mármore. Um dos híbridos abriu a porta sem questionar, claramente acostumado às ordens.

— KLAUS! — sua voz cortou o silêncio como uma lâmina. — KLAUS!

Houve uma pausa antes de ele aparecer, descendo lentamente a escadaria. Sua figura imponente contrastava com o sorriso provocativo nos lábios.

— Você grita tanto, meu amor, que qualquer um chamado Klaus na cidade responderia. — Ele parou no último degrau, observando-a com diversão.

Amélia estreitou os olhos.

— Já se passaram três dias! Você disse que acordaria seu irmão, mas até agora nada. E, enquanto isso, continuo sentindo a constante agonia que me impede de viver feliz e calma. — Sua voz tremia de frustração. — Então, vê se acorda ele logo!

O sorriso de Klaus desapareceu, substituído por uma expressão sombria. Em um piscar de olhos, ele estava diante dela, sua proximidade sufocante.

— Eu até acordaria, se seu querido amigo Stefan não tivesse desaparecido com a minha família.

— Espera... — Amélia franziu o cenho. — Stefan fez o quê?

— Ninguém te contou? — Klaus arqueou uma sobrancelha. — Bons amigos você tem.

— Não falo com eles desde que me deixaram de fora do plano para te matar. — Amélia deu de ombros.

— Depois que dei a Stefan sua liberdade, ele retribuiu roubando os caixões da minha família. — Klaus soltou uma risada seca. — Só recuperei Rebekah porque seus amiguinhos estavam com ela.

— Foi você quem desligou a humanidade dele. Agora arque com as consequências. — Amélia cruzou os braços. — E quanto à Rebekah... Se ela não apareceu até agora, imagino que o punhal ainda esteja lá, não é?

— Já te disseram que você é um doce? — Klaus sorriu, sarcástico. — De limão.

— Não sei e nem quero saber como você vai resolver isso. Apenas resolva.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora