31

1.6K 168 89
                                        

Mystic Falls, Virgínia - 2011

O apartamento de Rick tinha o mesmo ar de desordem funcional que refletia sua vida: livros empilhados em superfícies improvisadas, mapas pendurados na parede e um quadro branco rabiscado com teorias que pareciam mais perguntas do que respostas. Na pequena sala, uma mesa estava tomada por fotos das gravuras que eles haviam encontrado na caverna.

Amélia estava encostada na bancada da cozinha, observando Rick se debruçar sobre as imagens. Ele franzia o cenho, uma mão passando pelos cabelos em frustração, enquanto folheava um livro antigo à procura de algo que pudesse dar sentido aos símbolos.

Damon e Elena estavam do outro lado da sala, longe do caos da mesa, ocupados com algo mais prático. Damon dava instruções enquanto Elena tentava acertar o golpe com uma estaca, sua determinação sendo ofuscada apenas pelas provocações sarcásticas dele.

Amélia se virou para a cafeteira, enchendo duas xícaras. Seus olhos voltaram para os dois, e ela não pôde deixar de perceber o quanto eles haviam se aproximado desde que Stefan partira com Klaus.

— Eu fiz café. — anunciou, interrompendo o silêncio pesado que pairava no ambiente.

— Ah, obrigado. — Rick respondeu, concentrado em um dos símbolos.

— Mas talvez a gente precise de algo mais forte. — Amélia comentou, deixando uma leve sugestão no ar.

— Essas imagens contam uma história. — Rick gesticulou para as gravuras. — Para saber a história, temos que decifrar as imagens.

— O Elijah me levou numa caverna antes do sacrifício. — Amélia se recostou na mesa, pensativa. — Ele disse que meus ancestrais usavam aquelas cavernas como casas. Eles preferiam isso a cabanas.

— O que foram fazer numa caverna? — Damon perguntou, a sobrancelha arqueada, curiosidade e uma pitada de ciúme na voz.

— Ah... deixa pra lá. — Amélia respondeu evasivamente, desviando o olhar.

— Acha que essa caverna está ligada à caverna debaixo das terras da sua família? — Rick perguntou, ainda debruçado sobre as imagens.

— Talvez sim. A minha ancestral, primeira duplicata lobisomem, era namorada do Klaus... ou algo assim. — Amélia explicou. — Os nomes deles estavam entalhados dessa mesma forma na caverna que eu fui com o Elijah.

— Desleixada. — Damon não perdeu a chance de alfinetar quando a Gilbert errou o golpe.

— Cala a boca, eu não tenho prática. — Elena bufou ao errar outro golpe com a estaca.

— Ainda estão treinando? — Rick perguntou, erguendo os olhos por um momento.

— Eu levei anos pra aprender defesa pessoal, não dá pra conseguir do dia pra noite. — Amélia comentou casualmente.

— Eu sei. Agradeça ao seu pai por te colocar nessas aulas. — Elena respondeu, com um sorriso breve.

— O fantasma titio Lockwood disse que a caverna levava até uma arma que pode matar o Klaus. — Damon, ignorando a conversa, voltou ao assunto da caverna.

— Não chame ele assim. — Amélia retrucou, firme.

— Mas o Mikael não tem uma arma? — Rick perguntou, retomando o foco no problema.

— Tem... o que quer dizer que o diário dos Lockwood versão ilustrada nos levaria ao Mikael, que a gente já achou e já perdeu. — Damon respondeu, com um suspiro pesado.

— Katherine tá atrás dele. — Amélia acrescentou.

— Ainda estão se falando? — Elena a olhou surpresa.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora