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Whitmore, Virgínia – 2010

A luz da lua entrava por uma janela quebrada, iluminando a poeira que dançava no ar. Amélia despertou com uma pontada latejante na cabeça, esfregando as têmporas enquanto tentava se orientar.

— Ai, minha cabeça... — ela murmurou, sentando-se devagar.

Ao olhar ao redor, percebeu o estado decadente da casa: paredes descascadas, móveis quebrados, e uma sensação de abandono. Seus olhos então se fixaram em Elena, desacordada ao seu lado.

— Elena! Elena, acorda! — Amélia chamou, sacudindo a amiga com cuidado.

— Ai... — Elena gemeu, os olhos se abrindo lentamente. — Amy... o que aconteceu?

— Eu não sei. — Amélia respondeu, ainda analisando o ambiente.

— Onde estamos? — Elena se sentou, olhando ao redor, a confusão evidente em seu rosto.

— Eu também não sei. — Antes que pudessem continuar, uma voz feminina ecoou pela sala, fria e autoritária.

— Olá. — a vampira disse. — Sou Rose.

As duas viraram a cabeça imediatamente, encontrando uma mulher pálida e elegante, mas com um olhar duro.

— Quem é você? O que quer com a gente? — Elena perguntou, a voz trêmula mas firme.

— Meu Deus, são iguais a elas. — A mulher inclinou a cabeça, os olhos escuros observando as duas com curiosidade.

— Não somos elas! Por favor... — Elena começou, tentando argumentar, mas foi interrompida.

— Fica quieta! — a mulher ordenou, com um tom cortante.

— Não sou a Katherine! — Elena exclamou, desesperada.

— Nem eu sou a Ellen! — Amélia acrescentou.

A mulher sorriu, mas o gesto estava longe de ser amigável.

— Sei quem vocês são. — Sua voz era baixa, ameaçadora. — Mandei ficarem de boca fechada, então obedeçam.

— O que você quer? — Elena insistiu, apesar do medo.

A resposta veio com brutalidade. A mulher, que agora Amélia reconhecia como Rose, avançou e bateu com força em Elena, que caiu no sofá, desacordada.

— Elena! — Amélia gritou, correndo até a amiga.

— E você fique calada também. — Rose ordenou, apontando um dedo ameaçador para Amélia.

Amélia se ajoelhou ao lado de Elena, tentando acordá-la, mas sem sucesso.

— Elena... Elena, acorda! Droga. — O desespero em sua voz era evidente, mas ela sabia que não podia fazer mais nada naquele momento.

Exausta e com o corpo dolorido, Amélia se encostou no sofá, colocando a cabeça de Elena em seu colo. O peso da situação a esmagava, mas o cansaço físico e emocional logo começou a vencê-la. Seus olhos se fecharam lentamente enquanto a escuridão da casa parecia envolvê-las.

[...]

E as garotas? — Amélia acordou, reconhecendo a voz de Rose, que parecia vir de outro cômodo, seu tom cauteloso ecoando nas paredes frias da casa.

Uma ainda tá desmaiada. A outra dormiu. — uma voz masculina respondeu, sua voz carregada de preocupação, como se estivesse tentando manter a calma em meio ao caos.

Não encostou nelas, né Trevor?

Me dá um crédito. Ligou pra ele? — Trevor perguntou, a paciência se esgotando com a situação.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora