Mystic Falls, Virgínia - 2011
As vozes alteradas e os gritos de confronto já podiam ser ouvidos do lado de fora do galpão antigo. O som ecoava nas paredes de madeira desgastada, misturando-se com o estalar do vento que soprava forte, fazendo as tábuas rangerem como se o próprio lugar estivesse vivo, testemunhando o conflito. Amélia, com a adrenalina pulsando em suas veias, não hesitou. Seus passos rápidos e calculados a levaram a um tronco caído no caminho, do qual ela arrancou um pedaço de madeira grosso. Seus dedos se fechando com força ao redor do pedaço de madeira.
O cheiro de madeira podre e o ar frio que envolvia o galpão não a incomodaram, pelo contrário, tudo aquilo parecia só intensificar sua determinação. Ela sentiu o peso da madeira na mão, como se fosse uma extensão de si mesma, e a raiva fervia em suas entranhas. O som das vozes alteradas lá dentro aumentava, e seu corpo tenso se preparava para o que estava por vir. Amélia respirou fundo, os olhos se estreitando enquanto ela observava a porta desgastada à sua frente. Ela sabia que, ao entrar, não haveria volta. O caos, a raiva, a ameaça, tudo isso se concentrava no galpão, e ela estava prestes a encarar de frente.
Ela se aproximou da entrada, os pés pisando na terra seca e solta, o som de cada passo ecoando na noite silenciosa. O vento cortava a pele, mas o calor da raiva a mantinha firme. Amélia ergueu a estaca com precisão, pronta para enfrentar qualquer um que estivesse lá dentro. Ela tinha um objetivo: acabar com aquele impasse e mostrar a todos quem realmente estava no controle.
— Para com isso, Kim! Ela está com a gente, somos do mesmo time! — A voz de Tyler soou, implorando por calma.
— Ela é do seu time, não do meu! — Kim disparou, a raiva em suas palavras. Aquilo fez Amélia quase rosnar de puro ódio.
— Para, para! — Caroline pediu, sua voz embargada de choro. O som de sua angústia acendeu algo profundo dentro de Amélia.
Os pelos de sua pele se arrepiaram instantaneamente, seus olhos se tornando amarelos, brilhando com a intensidade de sua raiva. O ódio parecia se materializar, quase palpável.
— Não machuca ela. Se quer tocar no ponto fraco do Klaus, sou eu! Ele é obcecado em me manter viva! — Elena implorou, tentando acalmar a situação.
Amélia lançou a estaca com precisão, o movimento rápido como um relâmpago. O pedaço de madeira cortou o ar com um som agudo, indo diretamente em direção ao coração da híbrida Kim. A energia de sua raiva e determinação carregava a estaca, como se cada partícula de seu ser estivesse concentrada naquele único momento.
Kim, que estava com os olhos fixos em Tyler, não teve tempo de reagir. A estaca se cravou a poucos centímetros de seu coração, fazendo-a gemer de dor.
— Ah! — Kim gemeu, e todos olharam para ela, vendo a estaca fincada a poucos centímetros de seu coração, um aviso claro de que Amélia não estava ali para brincar.
Os outros híbridos, que antes estavam prontos para agir, congelaram. O silêncio pairou no galpão por um instante, enquanto todos observavam Amélia com os olhos arregalados. Ela não hesitou. Com um olhar frio, ela deu um passo à frente, desafiando qualquer um a tentar confrontá-la. A atmosfera estava carregada, o ar espesso com tensão.
Amélia não desviou o olhar de Kim, seu semblante implacável. O barulho da madeira cravando na carne ainda reverberava no ambiente, e a hibrida estava a poucos segundos de entender o peso do que fez. Ela sabia que havia ultrapassado um limite. A luta não era mais apenas sobre poder físico, mas sobre controle absoluto.
— Já chega! — Amélia declarou com firmeza, sua voz ecoando no galpão, quebrando o silêncio pesado que tomava conta do lugar. Ela se virou para o grupo de híbridos, sua postura imponente. — Pra trás. Eu disse pra trás!
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Lua de Sangue
Fiksi PenggemarAmélia Lockwood sempre viveu uma vida normal em Mystic Falls ao lado de seu irmão gêmeo, Tyler. Inteligente e de língua afiada, ela nunca se envolveu com o que não podia explicar, até começar a ter sonhos sombrios e perturbadores: um homem de terno...
