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Mystic Falls, Virgínia - 2011

Após os episódios assustadores em que Rick perdera o controle do próprio corpo, sendo tomado por um alter-ego que odiava vampiros, ele fora trancado no porão da Pensão Salvatore. Eles precisavam garantir sua segurança, e a segurança de todos os outros, já que ele quase matara a própria namorada. Quando tentara assassinar a Doutora Fell, Rick mesmo decidira que precisava ser contido.

Seus amigos se revezavam entre vigiá-lo e tentar encontrar a estaca de Carvalho Branco que seu alter-ego havia escondido.

Naquela manhã, Amélia passou no apartamento de Rick para pegar alguns pertences que ele poderia precisar. Depois, pegou um táxi até a Pensão Salvatore, já que Stefan havia levado seu carro na noite anterior.

Ao chegar ao porão, ela olhou pela pequena janela na porta pesada e bateu de leve.

— Rick? É você ou seu "eu" do mal?

— Ainda sou eu, Amy. — do outro lado, a voz cansada de Alaric soou. — Você não devia estar aqui. Isso meio que anula o propósito de me trancarem no porão.

Ela soltou um suspiro, aliviada, e abriu a porta, entrando devagar. Rick estava sentado no chão contra a parede, visivelmente abatido. Havia sombras sob seus olhos e uma exaustão que parecia muito maior do que apenas física.

— Ah, por favor. Se eu deixasse de fazer coisas que não devo, minha vida seria muito entediante. — Ela se abaixou na frente dele, pousando uma bolsa ao seu lado. — Trouxe algumas coisas que podem te ajudar a sobreviver aqui. Roupas, escova de dentes, livros chatos pra te fazer dormir... Ah, e salgadinhos.

Rick pegou a bolsa e deu uma olhada no que havia dentro.

— Obrigado. — Sua voz carregava gratidão genuína. — Hoje é você quem vai me vigiar?

— Não. Tenho que ajudar a Caroline com a organização do baile dos anos 20. — Amélia suspirou. — Stefan vai ficar com você.

Ele puxou as correntes presas ao chão, observando-as com curiosidade.

— Essas correntes... — murmurou. — Foram colocadas aqui para prender você na forma de lobo, não foram?

— Sim. — Amélia seguiu seu olhar para o metal reluzente no chão. — Na minha primeira transformação. Agora me prendo na adega da minha família.

— Não deve ser fácil. Eu estou aqui há poucos dias e já me sinto sufocado. — Rick suspirou, passando a mão pelo rosto.

— Vamos encontrar um jeito de te ajudar, Rick. — Amélia o encarou por um momento antes de sorrir de leve. — Até lá, tente relaxar e não pensar muito no fato de estar preso.

Ela se levantou e caminhou até a porta.

— Fácil falar. — Ele forçou outro sorriso. — Bom baile.

— Obrigada.

Ela lançou um último olhar a ele antes de sair e trancar a porta atrás de si.

[...]

Amélia subiu as escadas suspirando, já sentia o cansaço antecipado só de imaginar a tarde organizando um baile temático com Caroline.

Ao passar pela sala, encontrou Stefan sentado no sofá, perdido em pensamentos. Sua expressão parecia menos fria do que de costume, menos... vazia.

Ela pensou em simplesmente ignorá-lo e seguir seu caminho. Não tinha paciência para lidar com Stefan sem humanidade. Mas algo em seu olhar a fez parar.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora