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Mystic Falls, Virgínia – 2010

Amélia olhou ao redor, seus olhos se fixando em Elena, que parecia ainda mais pálida sob a luz vacilante das chamas. Sua voz saiu frágil, quase sufocada pela dor e pela confusão.

— O que está acontecendo? Por que a Jenna está aqui? — Amélia perguntou, assustada.

— O Klaus... ele a transformou. — Elena hesitou, sua expressão carregada de culpa.

Amélia mal teve tempo de processar a informação antes de um grito involuntário escapar de seus lábios. Ela caiu de joelhos, agarrando as costelas enquanto um espasmo agudo a atravessava.

— Amy! — Elena tentou avançar, mas o círculo de fogo ao redor a repeliu, crepitando como um aviso.

— É a transformação... — Amélia murmurou, arquejando. — Já era para ter começado, mas... algo está errado.

Ela contorceu-se no chão, as mãos apertando o ventre em agonia.

— Tenta se concentrar! Respira! — Elena instigou, mas sua voz era tão desesperada quanto a expressão de Amélia.

— Está queimando... cada músculo... — Amélia gemia, os olhos se enchendo de lágrimas.

— Lancei um feitiço para retardar sua transformação. — Um sorriso frio se formou nos lábios de Greta enquanto ela se aproximava lentamente. — Sua verdadeira forma está lutando para emergir, e isso dói, não é?

— Faz isso parar! — Amélia gritou, a dor agora duplicada, como se seu corpo estivesse sendo rasgado por dentro.

— As bruxas devem manter o equilíbrio da natureza! É seu dever impedir isso, não ajudar! — Elena virou-se para Greta, sua voz cheia de raiva.

— Meu dever é com Klaus. Com a nova ordem. — Greta apenas ergueu o queixo, desdenhosa.

Klaus, que observava a cena com um sorriso satisfeito, interveio, a voz carregada de uma falsa gentileza.

— Fico feliz em saber que ainda tenho aliados leais. — Ele disse, tocando o braço de Greta. — Agora, queridas, estamos prontos?

— Eu odeio você. — Amélia ergueu os olhos para ele, a dor dando lugar a uma raiva ardente.

— Passei 500 anos atrás disso. Não gosto de me despedir de algo tão valioso. — ele apenas sorriu para Amélia e então estendeu a Pedra da Lua sobre o altar, suas mãos movendo-se com um cuidado quase reverente.

Greta começou a recitar as palavras do feitiço, e a Pedra da Lua se partiu, sua essência pulsante desaparecendo em uma onda de energia.

— Muito bem, Jenna, você será a primeira. — Klaus anunciou.

O círculo de fogo ao redor de Jenna se dissipou, mas antes que ela pudesse reagir, Elena gritou.

— Não! Deixa ela ir! Eu entendo que tenho que morrer, mas ela não! — Elena implorou.

— Elena, não. — Jenna balançou a cabeça, os olhos suplicantes.

— Não podemos deixar o Jeremy sozinho! Por favor, Klaus, solte ela! — Elena implorou, a voz se quebrando.

— Ora, ora... parece que temos um visitante inesperado. — Mas Klaus apenas riu, seu olhar se desviando para o topo da colina.

Amélia e Elena olharam na direção indicada, e o choque as atingiu ao ver Stefan se aproximando.

— Stefan? — Amélia sussurrou, incrédula.

Klaus acelerou até o auto da colina, ele e Stefan pareciam conversar, mas elas não escutavam nada.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora