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Mystic Falls, Virgínia - 2011

A sala da Pensão Salvatore estava mergulhada em um silêncio sufocante. O ar parecia carregado de tensão, pesado demais para ser ignorado. Amélia caminhava de um lado para o outro diante do sofá, os braços cruzados com força contra o peito, os passos inquietos denunciando sua frustração crescente.

Elena, Caroline e Stefan estavam sentados ali, cada um reagindo de maneira diferente ao peso da situação. Elena olhava para as próprias mãos, evitando encará-la diretamente, enquanto Caroline mordia o lábio inferior, impaciente. Stefan, por outro lado, mantinha-se impassível, o olhar fixo em Amélia, como se esperasse a explosão inevitável.

A Lockwood parou abruptamente, soltando um suspiro pesado antes de encará-los com olhos carregados de incredulidade.

— Tentaram matar o Klaus e falharam. Mataram o irmão dele, e agora ele está furioso. Damon enganou a Rebekah e, como resultado, ela sequestrou ele. A Sage morreu, o que significa que matar um Original mata toda a sua linhagem. — Sua voz era afiada como uma lâmina, carregada de irritação. — Então, com esse planinho idiota de vocês, quase se mataram e mataram o meu irmão junto! Agora querem que eu vá ao resgate... O que eu devia fazer?

— Amy, por favor. — Elena se encolheu um pouco sob o olhar duro de Amélia, mas tentou manter a voz firme.

— Precisamos da sua ajuda. — Caroline insistiu, inclinando-se para frente.

— Você consegue falar com o Klaus sem que ele revide. — Stefan acrescentou, o tom neutro, como se não estivesse pedindo um favor, apenas constatando um fato.

Amélia estreitou os olhos, cruzando os braços com mais força.

— Ele ficou com raiva de mim porque descobriu que eu estava distraindo ele. — Caroline insistiu, agora soando quase desesperada. — Então só sobrou você, Amy.

— Acho engraçado, porque vocês nem cogitaram me falar que estavam prestes a matar os Originais com estacas feitas da velha placa da Ponte Wickery. — Amélia riu sem humor, balançando a cabeça.

Elena finalmente ergueu os olhos, seu rosto uma mistura de culpa e resignação.

— Desculpa, Amy. — Ela respirou fundo. — Mas você ficou próxima deles, não ajudaria mesmo que pedíssemos.

— Como saberiam, se nem me perguntaram? — Amélia estreitou os olhos, a irritação crescendo.

Stefan bufou, apoiando os cotovelos nos joelhos antes de lançar um olhar incisivo.

— Você diz que odeia o Klaus, mas ainda fala com ele. — o Salvatore fixou o olhar nela. Amélia sustentou por alguns segundos, antes de voltar a andar diante deles.

Ela parou por um instante olhando as chamas na lareira, sentindo o aperto incômodo no peito ao lembrar de Elijah partindo. Sua voz saiu mais baixa, mas não menos firme.

— Eu fiquei péssima depois que o Elijah foi embora. E vocês... alguns de vocês... sequer me ligaram. — Sua expressão se suavizou por um momento, mas logo o olhar endureceu novamente. — O Klaus, a Rebekah e até o doido do Kol, com suas maneiras estranhas, estavam lá comigo. Preenchendo meus dias, me fazendo não pensar demais.

O silêncio se instalou mais uma vez, até que Elena o quebrou, sua voz embargada de emoção.

— Por favor, Amy... É o Damon! — Ela insistiu, os olhos implorando. — Em algum momento sei que você amou ele. Por favor!

Amélia fechou os olhos por um instante, respirando fundo antes de abri-los .

— É claro que eu vou lá. — Sua voz saiu mais suave, mas ainda carregada de exasperação. — Não vou deixar a Rebekah matar ele!

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora