Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LOREN SALVATTORE
Eu fui ensinada a ignorar minhas vontades, apenas sorrir concordar. Ninguém gostava de mulheres tagarelas, elas são problemáticas. Os homens, eles preferem as boas meninas, que não tem opinião própria. Eu deveria ser dócil e burra.
Guarde o que você pensa pra você, você não deve falar o que pensa, nunca, mas... enquanto eu observava Leonardo terminar de se vestir, ainda sonolenta e uma bagunça completa no meio da cama, falar exatamente o que eu queria parecia o caminho mais fácil para nós dois.
Ele dormiu me usando como apoio, o rosto contra meu pescoço e o corpo jogado sobre o meu, mesmo que eu estivesse quase sendo sufocada por seu corpo cheio de músculos, eu cai no sono enquanto o observava. Ele parecia tão acessível pra mim naquele momento, que eu não queria fechar os olhos, mas acabei sendo vencida pelo cansaço, que não nos deixou nem sair da cama para tomar uma ducha antes de dormir.
Acordei com a cama vazia e senti um frio percorrer minha coluna. No relógio que ficava na nossa mesinha de cabeceira, ainda não havia dado seis da manhã. Mas fiquei aliviada quando ele passou do banheiro para o closet, usando apenas uma toalha ao redor da cintura, o cabelo molhado.
Aquele homem era majestoso. Os ombros largos, os braços definidos, sem contar com as costas, que eram um espetáculo a parte, assim como o peitoral. Mas ele não era um boneco de plástico moldado, Leonardo tinha marcas por todo o corpo, cicatrizes de cortes e perfurações, algumas pequenas queimaduras, cicatrizes de tiro... e, por algum motivo, eu queria tocar e beijar cada uma delas.
Voltando do closet já com o cabelo penteado e quase completamente vestido, Leonardo notou que eu estava sentada na cama.
— Ainda é cedo - ele disse se aproximando enquanto abotava a camisa preta — Volte a dormir.
Eu assenti, mas continuei sentada, o observando. Leonardo se sentou na beirada da cama, arrumou o cobertor ao meu redor, cobrindo meus seios, e tirou alguns cabelos do meu rosto, colocando as mechas atrás da minha orelha.
— Oi - eu disse baixinho, ainda me sentindo atordoada pelos acontecimentos da madrugada. A ardência na minha bunda era um lembrete quase delicioso disso. Eu não tinha certeza se devia gostar disso, mas, eu gostava.
— Você está se sentindo bem?
— Melhor impossível - respondi sincera e ele tentou não rir, mas não conseguiu. Inclinei meu rosto para o lado, o observando de pertinho. — Eu gosto de quando sorri pra mim.
— Eu só sorrio pra você - ele deixou um beijo demorado na minha testa — Quer jantar comigo hoje? Quero te levar em um lugar.
— Se você não me deixar esperando igual da última vez... - resmunguei e ele riu de novo.
— Sinto muito por isso, mic - outro beijo na minha testa e eu praticamente ronronei, apreciando o afeto inesperado mas muito bem vindo. — Eu tenho que ir.