claro que estamos

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LEONARDO SALVATTORE

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LEONARDO SALVATTORE

 
Loren não quis se despedir de ninguém antes de voltarmos para Pisa. Mesmo quando eu insisti que ela fosse falar com os tios e os primos, ela achou melhor que saíssemos de forma discreta e silenciosa da mansão Monteiro.

Quando entramos no carro, Loren virou pro lado e fechou os olhos. Eu queria consola-lá, queria saber o que dizer, mas apenas fiquei calado. Eu sabia que não era uma situação fácil pra ela, então pelo menos a daria espaço, já que parecia ser o que ela queria naquele momento.

Deixei que ela ficasse no seu mundinho, até que não aguentei mais o silêncio, estava me sufocando.

— Amor - toquei sua mão, enfiando meus dedos entre os seus. — Nós podemos ter um bebê também. - disse a primeira coisa que veio na minha cabeça. Talvez ela estivesse super triste porque queria um bebê, igual o de Mário.

Loren virou o rosto pra mim de uma vez.

— O quê? - piscou os cílios uma vez, como se estivesse assimilando as palavras.

— Um bebê. - repeti, engolindo seco. Talvez não tivesse sido uma boa coisa a se dizer. — Se você quiser.

— Você quer um bebê? - ela franziu o cenho, parecendo confusa, o que me deixou confuso. Ela não queria um bebê?

— Eu quero o que você quiser - respondi sincero. Nunca tinha parado para pensar de verdade em filhos ou em ter uma família, talvez fosse um ideia quase aversa pra mim, mas Loren também não estava nos meus planos. E ela foi a melhor coisa que me aconteceu.

— Não vamos ter um bebê agora, Leo - ela disse, soltando uma risadinha.

Voltei a olhar para frente, sem saber ao certo o que sentir com sua resposta. Ela parecia não ter dado crédito ao que eu tinha dito. Ela achou que eu estava brigando? Ou ela não queria ter um bebê comigo?

— Porque não vamos ter um bebê agora? - quis saber, ainda olhando para a frente.

Loren riu outra vez e apertou minha mão.

— Temos todo o tempo do mundo antes de pensar nisso - respondeu calma, parecendo não notar meu estado.  — Não tem nem um ano que nos casamos.

Assenti, aceitando que ela tinha razão. Ela tinha razão. Havia muita coisa que eu precisava resolver comigo mesmo antes de pensar em trazer uma criança ao mundo.

— Mas você quer ter um bebê comigo? - quando percebi, as palavras haviam fugido da minha boca. Apertei o volante com força, aquela tinha sido uma pergunta patética.

LORENOnde histórias criam vida. Descubra agora