pode ser qualquer coisa

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LEONARDO SALVATTORE

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LEONARDO SALVATTORE

Entrei no carro e entreguei as sacolas de papel para Loren que sorriu satisfeita.
Depois de deixar o Salvezza da forma mais discreta possível, escondendo Loren do olhar curioso de qualquer um que fosse, já que eu preferia atirar na minha própria cabeça do que deixar qualquer ser humano ver minha esposa adorável naquele estado.

Parte de mim queria que vissem minhas marcas nela, mas a parte, seja ela a mais ou menos doente, depende do ponto de vista, não permitiria que vissem ela gritando a sexo daquele jeito. Ela tinha acabado de sair de uma rapidinha, mas sua aparência pedia por outra. Os cabelos bagunçados, a maquiagem toda borrada, o vestido amarrotado, a cor pura manchada com respiros do meu sangue. Eu estava me controlando para não ceder aos meus desejos mais sujos naquele momento. Como eu podia pensar em coisas assim enquanto ela apenas respirava ao meu lado, totalmente alheia a confusão que deixava meus sentimentos?

Não estava sendo fácil estar sozinho com ela, nunca foi, e só piorava sempre que ela se entregava pra mim sem pensar duas vezes. Era como se me desse um passe livre, e isso era perigoso pra nós dois.

Eu ainda podia sentir seu cheiro em mim, no ar, estávamos tão perto, que eu não precisava fazer muito para puxá-la de volta pro meu colo e... Engoli seco, tentando afastar da minha mente a expressão que surgiu em seu rosto quando eu segurei seu pescoço. Medo? Pânico? Muito longe disso. Ela tinha gostado, porra. Gostado pra caralho. Eu nunca ia esquecer disso. E a marca em seu pescoço a faria lembrar por alguns bons dias também.

Que tipo de reação ela teria quando finalmente notasse? Eu estava ansioso para saber, não podia mentir.

— Obrigada - ela disse suavemente, enquanto desembalava o lanche que escolheu.

Estávamos no caminho de volta pra casa, quando Loren viu uma barraquinha de hambúrguer artesanal, em uma esquina qualquer.

Ela não disse nada, mas eu notei seu olhar, o olhar de quem queria algo, mas não ia pedir, e quando me dei por mim, já estava comentando o quanto queria comer um fast food, ela praticamente saltitou de alegria.

Além do hambúrguer completo com bacon extra, ela quis uma porção grande de batata e um milk-shake de arco-íris, sim, esse era o nome da aberração colorida que ela iria beber. Eu fiquei com o refrigerante, era a opção mais segura.

Loren mordeu o pão com certa dificuldade, mas não se deixou abater, ela conseguiu arrancar um pedaço grande demais para alguém do tamanho dela. Ri internamente. Ela era adoravel, porra. Porra. Porra. Eu estava tão fodido.

Loren parecia muito contente com o jantar nenhum pouco chique, e quando me dei por mim, estava favoritando no GPS do carro alguns locais como aquele que ela ia gostar de conhecer.

Me peguei sorrindo pra mim mesmo. Não foi isso que eu imaginei quando nos casamos, eu tinha que admitir, mas era melhor que qualquer coisa que minha mente fodida poderia criar.

LORENOnde histórias criam vida. Descubra agora