comemorar coisas complicadas

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LOREN SALVATTORE 

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LOREN SALVATTORE 

— Podem nos ver daqui? - pergunto, ocupada com os botões da blusa de Leonardo. Em algum momento, entre beijos e o som alto da vitória ecoando pelas caixas de som da nossa sala particular, eu acabei sentada em seu colo, me sentindo... sufocada, ansiando por seu toque, ansiando sentir seu corpo e eu precisava aproveitar enquanto ele parecia tão sedento quanto eu estava. Sua boca era exigente, rude, deixando claro que ele não estava mais tão no controle quanto gostava de estar. 

— Uhm? - a voz de Leonardo soou abafada, enquanto ele distribuía beijos e mordidas por meu pescoço, me fazendo arfar.

— Podem... - engoli um gemido, sentindo seus dentes afundarem na pele sensível próximo ao meu ombro — nos ver..? - consegui terminar de falar, mas meu corpo já não me obedecia mais.

— O que pretende fazer, uhm? - ele perguntou, a voz tão rouca que eu senti meu corpo amolecer contra o dele. 

— Comemorar minha vitória - respondi, segurando seu rosto entre minhas mãos, os olhos escuros de Leonardo focaram no meu e por um instante eu perdi o folego. Ele nunca pareceu tão meu quanto naquele momento.  — Eu ganhei... - sussurrei, já não estava mais falando sobre a corrida, e meu marido parecia ter entendido. 

Leonardo me beijou em resposta, o beijo era intenso, sedento, mas não tinha pressa, era lento e languido, tão quente e inebriante, que nem parecia real. 

— Qual o problema dessa coisa? - resmungo contra sua boca, irritada com a dificuldade em abrir o ultimo botão da sua camisa social. Leonardo soltou uma risada, quase um bufo, descansando a cabeça em meu ombro, ele segurou minhas mãos com firmeza e finalmente o ultimo botão estava aberto. Eu nem tive de comemorar minha vitória, Leonardo me empurrou para o lado, me tirando de cima dele e me deitando no sofá. 

— Você deixa as coisas complicadas pra mim, Loren - ele disse, ficando por cima mim. 

— Você complica as coisas, Leo - eu devolvi em um sussurro, concentrada nele, seus ombros, seu abdome, ele era todo definido, uma montanha de músculos, e eu nem achava isso atraente antes de me casar com ele. 

— Se for demais, você me manda parar - ele disse entre os dentes, e eu engoli seco, assentindo. — Entendeu, amor? 

— Entendi - minha voz mais pareceu um chiado do que qualquer outra coisa. Ele tinha me chamado de amor. Ele... Oh, Deus. — Entendi - repeti, com medo que ele não tivesse me ouvido. 

Leonardo segurou a barra do meu vestido e levantou apenas o suficiente para minha calcinha ficar visível. Ele lambeu os lábios e eu senti um frio percorrer minha coluna. As mãos deles desceram por minhas coxas e subiram lentamente, seus olhos focados nos meus, a essa altura, minhas bochechas tinham ganhado cinco novas tonalidades de vermelho, isso parecia diverti-lo. 

— Posso? - ele perguntou, enfiando um dedo entre a renda azul da calcinha e a pele da minha coxa. Eu assenti, já sem conseguir falar de tanta expectativa, só que isso não era suficiente — Responda. 

LORENOnde histórias criam vida. Descubra agora