casa.

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LOREN SALVATTORE

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LOREN SALVATTORE

Depois de horas e horas de viagem, estávamos oficialmente em casa.

A mansão Salvattore. Minha casa. 

A sensação de pertencer aquele lugar sempre me pegava desprevenida. A ultima vez que me tinha me sentido em casa, foi quando meus pais estavam vivos e morávamos em Boston, então, toda vez que eu chegava em casa, na minha casa, acaba me surpreendendo com o sentimento familiar.

Infelizmente, diferente de mim, Leo não tinha tempo para aproveitar a sensação de estar em casa. Ele apenas me deixou em casa, presa em um abraço apertado de Afonso e foi trabalhar. Ou seja, estávamos oficialmente de volta a nossa rotina.

Afonso e todos os outros me receberam com um brunch digno de uma princesa, com todas as besteiras que eu mais gostava, inclusive a torta de maçã da Helena, que parecia ainda mais deliciosa do que a última vez que comi.  

Pietra me bombardeou de mensagem e eu prometi que iríamos marcar várias coisas antes mesmo de eu conseguir ir para meu quarto, tomar um banho e tirar a roupa da viagem.

Não podia negar que estava com saudades dela, então acabei a convidando para jantar comigo em casa, já que não estava no clima de sair, mas ainda queria vê-la. 

Sirena também havia me ligado algumas vezes, assim como o número desconhecido de antes, que eu sabia claramente que era, mas ignorei, estava cansada demais para ligar para isso, e, avisei a Sirena que a ligaria mais tarde.

Depois do brunch e muita conversa, foi hora de desfazer as malas com ajuda de Afonso, que ganhou o seu próprio sino dos ventos de conchas que eu mesma fiz.

Ele pareceu surpreso demais com minhas habilidades manuais, o que me deixou levemente indignada, mas em troca ganhei um abraço e um carinho no cabelo, o tipo de carinho que apenas um pai saberia fazer.

Afonso também me ajudou a pendurar o sino dos ventos que buni fez especialmente pra mim, na varanda do meu quarto. Queria que Leo lembrasse dela sempre que o visse, por que eu com certeza lembraria. E, eu iria colocar a foto deles dois em um quadro também, era uma foto muito bonita e significativa pra ficar guardada. 

— Você acha que Leo gostaria de trazer buni para morar aqui? - perguntei para Afonso, enquanto encarava as conchas se moverem com o vento leve, titilando uma na outra e produzindo o som suave e melódico que tinha cara de praia e Sol. 

— O menino nunca a trouxe para protegê-la - Afonso começou, calmo — Mas, antes ela era jovem e não precisava de cuidados, só que o tempo passa. A verdadeira pergunta que você tem que fazer, minha querida, é, se Evelina vai deixar o lugar onde ela morou a vida toda, onde está tudo que ela viveu, para vir morar em Pisa.

Assenti, entendendo o recado. Mesmo querendo que ela fique perto de nós, não seria bom para ser arrancada de tudo que ela conhece, e ser trazida para cá. Longe do mar, longe da sua casa, da sua vida.

LORENOnde histórias criam vida. Descubra agora