Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LOREN SALVATTORE
— Leo... - eu tentei me mover, por instinto, mas percebi Leonardo estava segurando-me pela cintura, tão forte que era quase doloroso.
— Eu confiei em você, - ele começou a falar, a voz rouca e calma, mas o que fez arrepiar foram as pontas dos seus dedos, tocando a pele do meu quadril por de baixo da seda do meu pijama, — Eu passei a mão na sua cabeça sempre que você agiu como uma pirralha mimada e sem limites, e é dessa forma que você retribui?
— Me escute, por favor... - choraminguei, e tentei me afastar novamente, mas ele me puxou com força, fazendo minhas costas baterem em seu peito.
— Fique quieta - ele disse, nao, ele ordenou, — Sabe o que é pior de tudo? Você simplesmente agir como se nada tivesse acontecido.
Eu comecei a me debater, precisava me soltar dele e tentar explicar o que tinha acontecido, ou melhor, explicar que nada tinha acontecido!
Eu tropecei nos próprios pés quando finalmente fiquei de pé, depois de conseguir me soltar dele, e cai de bunda no chão, arfei surpresa com a dor repentina, mas estava nervosa demais pra me preocupar com isso ou em me levantar.
— Leo, me escute, por favor, não aconteceu nada! - eu finalmente consegui dizer. — Eu juro pra você, nãoaconteceu nada.
Leonardo sentou-se na beirada da cama. Estava escuro, mas eu ainda podia ver por sua expressão que ele não estava nenhum pouco feliz.
— Eu sei que não aconteceu nada.
Pisquei, mais surpresa impossível.
— Você acredita em mim? - eu queria chorar de alívio, mas mesmo assim, algo não parecia certo.
— Não estou dizendo que algo aconteceu entre você e seu ex-noivo. - sua voz se tornava ainda mais baixa e fria a cada palavra. — Mas eu confiei em você, mic, e você mentiu pra mim.
— Eu fiquei com medo da sua reação - respondi sincera. — Eu não queria que discutissemos por causa do Mário, então eu-
— Não diga o nome dele - ele falou um pouco mais alto e eu o vi fechar as mãos em punho, até as veias já evidentes em seus braços saltarem.
— E-eu... - continuei, mesmo sentindo que deveria ter ficado em silêncio — Eu não queria que você pensasse algo errado, então eu achei melhor não contar. Não foi importante.
Leonardo ficou em silêncio, me observando, sua expressão não desmontando nada, mas seu corpo estava tenso... e seus olhos, Deus, pareciam totalmente negros.
Sem saber o que fazer, eu me levantei, sentindo meu tornozelo arder, eu devia ter machucado, caído por cima.
— Eu não disse que você podia levantar - todo a calma de sua voz tinha ido embora, agora ele soava quase primitivo. Engoli seco e ergui o olhar para ele.