Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LEONARDO SALVATTORE
Acordei em um sobressalto, abri os olhos confuso. Tinha pego no sono em algum momento da madrugada, com minha esposa agarrada em mim, o problema era que ela não estava mais e, segundo meu relógio biológico ainda era cedo demais para Loren já estar acordada.
— Mic? - chamei, meio atordoado. O quarto estava escuro, graças as cortinas completamente fechadas, o que fez uma sensação de desespero subir por minha coluna, me causando calafrios. Pulei da cama, e busquei pelo interruptor, meus olhos arderam tentando se acostumar com a luz forte no ambiente.
Fui até o banheiro, mas ela não estava lá. Um aperto fez meu peito doer quando abri o closet e ele estava vazio. Vazio como era antes de Loren chegar. Vazio como se ela nunca estivesse ali.
Sai do quarto em passos largos, os corredores estavam escuros, pareciam úmidos, cheguei as escadas e parei na metade do trajeto, quando não encontrei a decoração de Natal em que ela tanto havia se esforçado. Tudo estava vazio, abandonado, os móveis cobertos por lençóis brancos empoeirados, a cortinas fechadas, teias de área se formavam nos cantos da sala de estar.
— Loren? - o eco da minha voz preencheu o silêncio da casa. Não obtive resposta.
Os degraus, de repente, começaram a ranger e se quebrar, eu não me movi, fiquei parado, esperando a queda, e eu cai, no nada. Não havia som. Tudo estava escuro.
Abri os olhos. Sentei na cama, minha respiração irregular. Ainda estava escuro, eu tinha acabado de pegar no sono.
Loren reclamou com um barulho quando me movi, e virou-se para o lado, agarrando o travesseiro.
Eu havia tido um maldito pesadelo.
Era só um pesadelo. Um sonho ruim.
Tentei me acalmar. Respirei fundo algumas vezes e quando não funcionou, eu me deitei novamente, trazendo Loren para perto. Não consegui fechar os olhos o resto da noite.
Loren acordou mais cedo que o normal, graças ao despertador do celular que ela havia programado na noite anterior. Pela sua expressão, ela havia se arrependido amargamente da decisão, mas mesmo assim se forçou a levantar. Seu cabelo estava bagunçado, o rosto amassado e ainda assim, ela parecia uma boneca, abrindo os braços, se espreguiçando, para tentar se manter acordada.
— Onde pretende ir tão cedo? - perguntei, ainda na cama. — Volte e durma mais um pouco - estendi a mão para ela, mas Loren negou entre um bocejo.
— Se demorarmos, vamos pegar muito transito - ela respondeu, decidida e deu as costas, caminhando até o banheiro.