Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LOREN SALVATTORE
As semanas seguintes se passaram como um borrão quase cor de rosa. Não era meu sonho de princesa, mas por enquanto, estava sendo o suficiente.
Leonardo não chegava tão tarde em casa e sempre dormíamos juntos, mesmo que desde aquela noite, não tenha acontecido mais que muitos beijos e mãos bobas, que me rendiam orgasmos destruidores. Quando não estava com Pietra, na maioria dos dias, fazendo coisas de garotas, como ela gostava de dizer, eu aproveitava o prazer da minha própria companhia.
Eu sorria e fingia que estava tudo bem. Era como o nosso mundo era, como sempre foi e como sempre seria. Minha mãe passou por isso, assim como minha tia e prima, até mesmo Sirena, que tem o marido mais obcecado de todos, passa por isso. Leonardo trabalhava dia e noite assim como todos os outros, que não tinham cargos que pudessem se dar ao luxo de agir preguiçosamente.
Não havia muito o que eu pudesse fazer, além de reclamar sobre isso, o que acabaria deteriorando nossa relação que ainda era muito frágil, mas era terrível pisar em ovos o tempo todo.
Eu queria contar para alguém e pedir ajuda, mas pela primeira vez na vida, não era algo que alguém poderia resolver ou decidir por mim, isso me deixou com um sentimento diferente, mesmo que eu não soubesse distingui-lo.
Deixei minha raquete sobre a mesinha e me sentei na espreguiçadeira, bebendo o resto da água que tinha sido trazida alguns minutos antes por um funcionário.
— Eu ganhei de você - Pietra saiu da quadra e veio em minha direção cruzando os braços, com a testa franzida. — Duas vezes.
Ela não estava se gabando, estava me avisando.
— Você é uma reclamona, Pietra. - eu resmunguei, tentando mudar de assunto — Você reclama quando perde e reclama quando ganha.
Ela revirou os olhos, então, colocou as mãos nos quadris, parando bem na minha frente. Ergui a cabeça para vê-la.
— Você está bem? - sua voz não passou de um sussurro.
— Sim. - assenti.
— É o seu marido? - ela perguntou, sentando-se ao meu lado na espreguiçadeira. Ela olhou ao redor antes de continuar a falar. — Ele fez alguma coisa com você? Você está machucada?
Não era a primeira vez que Pietra agia dessa forma. Sempre que eu estava quieta, calada ou simplesmente cansada, a primeira coisa que ela perguntava era se eu estava machucada, se Leo havia me machucado, e ela não parecia muito confiante quando eu dizia todas as vezes que não.
— Por que sempre acha que ele fez alguma coisa? - perguntei, mesmo sentindo que não era um caminho pelo qual eu deveria seguir.
— Não é nada - Pietra desviou o olhar e limpou a garganta — O que acha de irmos tomar banho? - ela estava claramente impaciente — Essa roupa suada está começando a me incomodar, e, eu preciso muito comemorar esse evento histórico que foi ganhar de você no tennis...