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LEONARDO SALVATTORE 

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LEONARDO SALVATTORE 

Dezembro começou chuvoso em Pisa, marcando o inicio do inverno e oficialmente a temporada natalina, que particularmente nunca me encheu os olhos.

A maioria dos dias tínhamos ventos, serenos e muitas nuvens densas no céu, já a noite, chuvas que duravam toda a madrugada. A cidade, que já estava decorada desde o final do mês anterior, ganhou ainda mais enfeites verde, vermelho e luzes decorativas, espalhadas por todos os lugares possíveis. 

Loren quis ver todos os pontos turísticos decorados, o que nos fez passar a maioria das noites vistando a Torre de Pisa, a Catedral de Santa Maria Assunta e o Batistério, fora os mercados de natal, que ofereciam artesanato local, decoração e produtos típicos da culinária a região. Tinha sido a programação favorita dela.

Loren aproveitou cada barraquinha, provou tudo que ela ainda não conhecia, comprou decorações e lembrancinhas para todos, e riu dizendo que Pietra odiaria o papai neol esculpido em madeira que estava levando para ela. 

E, enquanto ela explorava tudo isso, eu apenas estava lá, existindo ao redor dela. Como se ela fosse o oxigênio que eu necessitava para continuar vivo. E era.

Talvez soasse meio doentio, mas ninguém sabia como as cosias eram pra mim antes dela.

Observar Loren parecia ser meu novo passatempo favorito. 

Eu não precisava de mais nada, apenas a certeza que ela estava realmente ali. Comigo.

Eu podia passar horas, andando atrás dela enquanto ela entrava em todas as lojas que queria ou apenas vendo seu abdômen descer e subir conforme ela respirava. E era assim que eu passava a maioria das minhas noites.

Eu não conseguia dormir bem, desde de criança. Meu sono era leve e conturbado, assombrado por fantasmas irritantes. Eu preferia estar em qualquer lugar que não fosse em casa, sozinho em um quarto, mas agora, eu não passava mais minha noites na boate com Armando, ou descontando toda a minha frustação em treinamento e missões quase suicidas. 

— O que acha? - Loren perguntou depois de pendurar uma bengala vermelha coberta de glitter, se equilibrando na cadeira da nossa mesa de jantar enquanto Afonso a olhava horrorizado. Era a segunda vez que ela decorava o pinheiro que havíamos escolhidos juntos no começo do mês e estava no canto da nossa sala, o lugar ideal, segundo ela, perto das janelas e perto da lareira, era a primeira coisa que se via ao descer as escadas, ao vir da cozinha ou ao entrar em casa. A primeira decoração com itens dourados, mas ela achou, palavras dela, muito dourado, então fomos atrás de bolas natalinas vermelhas. — Bem melhor, não é? - ela impulsionou os joelhos e pulou da cadeira, Afonso respirou fundo e eu ri, segurando uma caixa cheia de ornamentos que eu já havia desistido de saber o que eram. 

LORENOnde histórias criam vida. Descubra agora