Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LEONARDO SALVATTORE
Loren abriu um sorriso sem graça.
— Eu...
Levei sua mão sem aliança até meus lábios e beijei cada um de seus dedos, tentando me manter sob controle. Eu não tinha a assustado até então, e não ia foder com tudo agora.
— Chega de agir como uma mulher sem um marido - eu entrelacei nossos dedos, mantendo minha voz o mais calma possível — Nada de quarto separados, nada de tirar sua aliança, nada de lugares inadequados, muito menos sem segurança.
— Tudo bem - ela respondeu suavemente e então, me encarou — Como você não disse nada, pensei que você estivesse satisfeito com minha mudança de quarto.
— Uma porra que estou.
Loren riu, e aconchegou o corpo contra o meu.
— Nós dois precisamos de uma ducha - eu disse depois de alguns minutos. Eu não queria sair dali, não queria que nossa bolha estourasse, mas Loren estava quase dormindo.
Depois de uma ducha rápida, Loren colocou um de seus pijamas e adormeceu rapidamente. Tê-la de volta no nosso quarto era reconfortante, amanhã todas as suas coisas estariam de volta ao lugar que pertenciam, assim como ela estava agora.
Eu estava deitado ao seu lado, observando-a dormir profundamente, mas eu não consegui nem cochilar. Tudo que havíamos feito estava passando em replay na minha cabeça. Era como se eu estivesse me sufocando aos poucos.
Eram quase cinco da manhã quando eu me dei por vencido e sai da cama com cuidado para não acorda-la, eu precisava falar com Armando.
***
Cheguei ao apartamento de Armando, localizado no centro da cidade. Era uma daquelas construções hipermodernas, eu morava em um desses antes de me casar, e pensei seriamente em trazer Loren para morar nele, mas, ela combinava com a mansão Salvattore.
Digitei o código de acesso, e entrei no apartamento todo em tons de cinza e preto. Meu apartamento era ao lado, e era exatamente igual. Loren iria detestar o lugar, com certeza.
— O que você está fazendo aqui? - Armando perguntou abrindo a porta que dava acesso a academia. Aquele cômodo antes era um escritório, mas ele precisava muito mais de uma academia do que de um local de trabalho. Ele era do tipo que gostava de passar horas correndo em uma esteira observando o próprio reflexo no espelho. — Sabe, você tem que parar de me fazer visitas em horários estranhos, as pessoas vão começar a pensar coisas estranhas e-