parece uma desculpa

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LOREN SALVATTORE

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LOREN SALVATTORE


— Você está me ouvindo? - Pietra bufou, jogando uma peça de roupa em minha direção, mas a mira dela era ruim o suficiente para que caisse aos meus pés e não no meu rosto, como deveria ser sua intenção. 

Tínhamos deixado o Palazzo, agora estávamos em uma das lojas que ela gostava, supostamente pra me animar. Pietra já tinha separado uma arara cheia de roupas para provar, e eu estava apenas sentada na espreguiçadeira do provador privativo, com direito a champanhe e docinhos.

— Vai ficar lindo em você - eu disse, pegando a peça e tentando entender o que era.

— É pra você experimentar! - Pietra reclamou — Você pode parar de pensar no seu marido um instante e me dar atenção? Estou começando a me sentir como uma amante negligenciada! E você sabe como as amantes não negligenciadas são: absolutamente terríveis! 

Soltei uma risada, jogando de volta nela o que deveria ser uma saia de tule.

— Não é sobre Leo - eu me expliquei — Estou com a sensação de que estamos sendo seguidas, desde que saímos do Palazzo.

— Tem certeza? - Pietra perguntou sentando-se ao meu lado, pegando a bolsa e tirando o celular, provavelmente para falar com sua equipe de segurança. 

— Quer dizer, eu não vi nada, mas tem algo acontecendo. - me encolhi, não queria deixa-la preocupada, mas eu não estava me aguentando. 

— É melhor irmos pra casa. - ela falou depois de digitar rapidamente no celular. — Já avisei para os meninos ficarem em alerta. 

— Talvez nem seja nada.  - eu disse, baixinho.

Talvez seja - Pietra guardou o celular — Confie em mim, nunca é nada. Você é uma princesa da máfia, eu sou a filha de um político corrupto, o que não falta são inimigos. 

Eu assenti. 

— Vamos deixar você em casa primeiro - Pietra disse se levantando, colocando a bolsa chanel de edição limitada no ombro — Mas antes, eu vou pedir para a funcionária embalar o vestido que eu gostei.  

Depois que Pietra finalizou sua compra, nós saímos da loja com os quatros seguranças, antes escondidos ao nosso redor, nos escoltando até o carro, usando roupas pretas, oculos escuros e escutas. As pessoas pareciam estar acostumadas com esse tipo de exibição, já que não prestavam atenção enquanto eu queria sumir. 

Um deles abriu a porta do carro e Pietra me empurrou para dentro, entrando em seguida. Engoli seco, me sentindo estranhamente nervosa. Algo estava acontecendo. 

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