Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LOREN SALVATTORE
— Por que estamos em uma loja de coisas para bebê, mesmo? - Pietra resmungou atrás de mim, quando a puxei para uma loja com uma das vitrines mais fofas que eu já tinha visto, cheia de ursinhos e em um tom de rosa pastel. — A Hermès é logo ali.
— A filha de Mário está fazendo dois meses essa semana, pensei em enviar algumas coisas que um bebê pode precisar. - expliquei. Estava pensando nisso fazia algum tempo, não sabia muito bem o que um mini-humano precisava, mas roupinhas de frios eram um bom começo, o inverno estava chegando.
— E porque estamos comprando coisas de bebê para a filha do seu ex-noivo? O que eu perdi? - Pietra fez careta quando peguei um macacaozinho bege com bolinhas marrons que era minúsculo. — Você tem vocação para ser madrasta, por acaso?
Soltei uma risada, devolvendo a peça para o lugar, era pequeno demais para ela.
— Não seja insensível, - a repreendi — ela não tem mãe.
— Nenhuma de nós tem, caso tenha esquecido. - Pietra sorriu falsamente e eu revirei os olhos.
— E o pai dela... bem, você sabe. - continuei.
— O meu também, porque não está comprando roupas pra mim também, uhn? E você me conhece a mais tempo que ela.
— Ela acabou de nascer - a olhei séria — Você por acaso, está com ciúme de um bebê, Pietra?
— E o seu marido não? Qual a opinião do sei digníssimo esposo sobre isso?
— Ele não gosta, mas também não se opõe. Sabe que é importante pra mim. Não por Mário, mas por Miranda.
— Leonardo é quase um santo, eu surtaria se fosse ele.
Ri.
— Ele é compreensivo - a corrigi. Ele era, na maioria das vezes, mas a realidade era que estava tentando se redimir desde que tentou esconder a morte da Miranda e eu me aproveitava disso o máximo possível.
— De qualquer forma, o que é que vocês estão planejando fazer no Natal? Dezembro está chegando, acho que é uma das minhas datas comemorativas favoritas. Geralmente eu viajo, gosto de passar em Paris, mas, talvez, eu fique em casa dessa vez.
— Em casa?
— É. Na sua casa.
— Claro que sim - revirei os olhos, mesmo amando a ideia. Geralmente passava os natais, e todas as datas comemorativas em festas pomposas de pessoas importantes dentro da familia, a maioria que eu nem conhecia direito. Ter um Natal em casa, com comida tradicional e as pessoas que eu gostava, parecia uma ideia maravilhosa.