𝐇𝐞𝐥𝐞𝐧𝐚 𝐒𝐢𝐥𝐯𝐚
Eu acho que desde a minha gravidez nunca mais eu tinha dormindo um sono tão longo é tão profundo sabe? Mas após o nascimento da Luísa sinceramente eu dormi tão tranquilamente.
A certeza de que o amor da minha vida tinha nascido e que agora ela estava nos braços do pai dela que não parava de tirar fotos por nenhum momento se quer.
Ele tirava fotos atrás de fotos e dizia "essa ficou melhor! É incrível como ela sai linda em todas as fotos."
O meu quarto do hospital estava lindo, Aurora caprichou quando disse que quando a Luísa fosse para o quarto tudo estaria como ela merecia. Almoçadas com o nome dela bordado, flores vasos de flores espalhadas por aquele ambiente e até mesmo as famosas lembrancinhas, aquilo parecia o quarto de uma das marias da Virgínia.
Mas o melhor de tudo era aquele cheiro de bebê que exalava por todo aquele quarto fazendo meu coração se aquecer de amor. Eu não recebi tantas visitas assim, até porque essa decisão veio da parte das pessoas. A decisão de respeitar uma bebê que acabara de nascer me fazia entender que eu tinha as melhores pessoas ao meu lado.
Os mais próximos passaram por ali, como os pais de Gavi, sua irmã juntamente com seu cunhado e meus pais. Claro que eu não poderia esquecer de Pedri e Carlos que quase entraram em uma briga para eles decidirem quem seguraria a Luísa pela primeira vez.
Era engraçado notas que todos quando a viram pela primeira vez tiram a mesma reação. Eles sorriram diziam o quanto ela era linda, um breve silêncio e um pouco de lágrimas escorrendo pelos seus rosto. Eu achei até mesmo uma novidade essa reação vim também do meu pai. Isso me faz acreditar na teoria de quando era um pai ruim se tornava um Avo excelente.
- Você precisa de ajuda? - Gavi perguntou assim que colocou ela no meu colo, devo admitir a hora da amamentar ela era uma das partes mais difícil, mas ainda assim valia a pena quando sentia seu cheirinho ainda mais perto e ela fazia um barulhos fofinhos enquanto mamava.
- Não, está tudo bem! - Falo sorrindo para ele. Era incrível aquela sensação parecia que a todo momento que eu olhava para Gavi ou para a Luísa ou até mesmo para os dois juntos. Eu me sentia a pessoa mais realizada desse mundo. Era como se não existisse e como se nunca tivesse existido nenhum problema. Era como se eu tivesse conseguido.
E de fato eu consegui não é? Eu tinha uma pessoa que eu amava e que me amava e que me respeitava, eu tinha amigos e o mais importante eu tinha minha pequena e doce Luísa.
(...) Alguns dias depois...
Sinceramente eu estava em uma grande montanha russa alguns dias eu acordava me achando a melhor mãe do mundo e conseguia fazer tudo, eu cuidava da Luísa eu mantinha meu Instagram em dia e tudo isso maquiada e com cabelo hidrato e simplesmente outros dias eu me sentia a pior mãe do mundo aonde eu nem conseguia tomar um banho.
Eu não poderia negar eu tinha uma ótima rede de apoio mas de verdade o puerpério era assustador. E não era eu que estava apenas assustada com aquela situação, Gavi também ele nunca sabia o que poderia encontrar quando chegasse de casa após as viagens para jogos.
- Estamos em paz? - Foi a primeira coisa que ele falou ao entrar no quarto, ele tinha acabado de chegar de viagem e após uma pequena e mini discursão ele me olhava com os olhos brilhando, aposto que se ele tivesse uma bandeira branca ele levantaria simbolizando a paz naquele momento.
- Estamos! - Falo após ter conseguido colocar a Luísa para dormir, talvez aquele fosse minha primeira realização naquele dia. Não pense que só porque é uma bebê recém nascida que ela vivia dormindo. A gata já era ligada nos 220, talvez tivesse herdado isso do pai dela.
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𝐄𝐋 𝐉𝐔𝐆𝐀𝐃𝐎𝐑 - ᴘᴀʙʟᴏ ɢᴀᴠɪ
RomansaEla é uma brasileira, que está em solo espanhol, fazendo seu intercâmbio e cuidando de uma criança que a chantageia para conhecer Pablo Gavi, o queridinho do Barcelona.
