Capitulo final

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Confesso que tinha um medo terrível de voltar para casa, pois fiz da casa na Itália o meu refúgio e sentia como se meu chão estivesse para se desfazer a qualquer momento.
Mas o medo de perder a minha avó foi muito maior e diferente de tudo que imaginei, está nos braços dos meus avós e me fez uma falta gigantesca, eu ainda era a garotinha deles, e eles precisavam de mim agora.
E foi maravilhoso abraçar meu primo, Carolina e a pequena Luna, que está tão crescida, não acredito que perdi tanto do seu crescimento, mas vou recuperar e rápido.
As semanas foram passando e minha vida estava voltando ao normal, mas de um jeito um tanto diferente, Ruggero e eu não nos desgrudavamos e acredito que isso é ainda reflexo do que aconteceu, não importava onde ele fosse eu estava junto, a mesma coisa aconteceria comigo.
- Vamos sair hoje, estou passando aí para pegar você, e não seu marido não é bem vindo.
- Para onde você quer levar minha mulher. Ela estava no viva voz.
- Ruggero vamos comprar calcinha.
- Ela não precisa de calcinha, adoro ela sem nada. Dou risada.
- Aí delícia. A safada responde.
- Mas ela ainda vai sair comigo, e não quero você por perto. É uma saída entre primas.
- Não estou gostando do tom de safadeza oculta. A gargalhada dela é a resposta. Ele beija minha testa segurando minha mão.
- Acho que vocês precisam se divertir.
- Sem você? Faço bico e ele morde meu lábio inferior me atiçando.
- É, sem mim patricinha, acho que você precisa de shopping e comprar umas calcinhas. Ele rir.
E foi a minha primeira saída sem ele, não foi fácil, porque a todo momento eu olhava para trás achando que ele estava ali, ou pegava o celular querendo ligar, mas Valentina segurava meu braço e tratava de me distrair, no final eu gostei parecia que nada tinha mudado.
As minhas lojas favoritas, restaurantes o tempo não passou por aqui era eu que me sentia diferente.
- Então como você está?
- Ainda não sei como responder. Ela me avalia.
- Eu acho que você só tem receio, é como quando a gente aprendeu a andar de bicicleta lembra? Dou risada com a lembrava da minha testa e cotovelos ralados e da Valentina com queixo sangrando.

Karol você conseguiu. Ela saltava e fazia uma dancinha maluca infantil.
- É mais o acordo foi que você também iria tirar as rodinhas. Seu rosto vai perdendo o sorriso.
- Ah você consegue vai eu te ajudo.
E ajudei, ela estava se saindo muito bem. Até que resolvemos descer a colina.
Eu parti na frente e ela veio logo em seguida, quando parei a bicicleta achando que ela viria logo atrás.
E ela veio só que gritando.
- Sai da frente Karol não sei usar o freio.

- Puta que pariu. Começo a rir alto.
- Você veio com tudo pra cima de mim.
- Em minha defesa, você não me ensinou onde estavam os freios.
- Valentina eles nunca saíram do lugar, a bicicleta era a mesma que aprendeu com rodinhas.
Ela faz uma careta e balança as mãos como se não fosse nada.
- O que quero dizer é que eu tinha não medo, mas receio de não ser tão boa quanto você e te decepcionar. Seguro sua mão.
- Impossível, você sempre foi minha inspiração.
- E você a minha, Karol uma palavra que sempre te definiu foi determinação.
Garota você enfrentou uma tirania, chutou a bunda de um conselho arcaico, conquistou seu marido de mentira e ainda riu na cara da cadeira de rodas.
- Cadeira não tem cara Valentina.
- Você entendeu porra, eu queria um terço da sua coragem e determinação.
- Eu me afundei, não foi assim.
- E quem não se afunda. Pelo amor de Deus, você é humana caramba, nem sempre são sorrisos e flores e sim como acordamos e enfrentamos o novo amanhecer.
- Mas...
- Não já chega, voce caiu da bicicleta levantou segurou a minha mão. Ela estica o braço por cima da mesa e segura a minha mão.
- Vamos lavar isso e pegar as bicicletas, aquela colina não é palio para nós duas. Sorrio e seco uma lágrima.
- Você queria chutar bunda não era? Por isso não deixou que meu marido viesse.
- Eu sei que com um homem daquele vai querer ficar grudada o dia e a noite inteira, mas você precisava de uma sacudida que só eu poderia dar.
Nos abraçamos.
- E agora o que você quer fazer? Ela pergunta e abro meu sorriso costumeiro.
- Shopping. Grito com as mãos para o alto.

Mais alguns dias se passaram e pedi a Valentina para me atualizar com a Sevilla que me informou da reunião, dizendo " Seu Homem" vai te representar. Penso que Ruggero mesmo odiando tudo aquilo ele fez por mim, o que me faz ama-lo.

Despertei com o celular tocando, era uma mensagem de Valentina avisando que me esperava na Sevilla.
Ruggero já deveria ter saído, não falei nada com ele sobre voltar a Sevilla quería me sentir segura desde passo, e fazer uma surpresa a ele.
Um carro com segurança está lá embaixo assim que desci e João sorri para mim.
- Bom dia João.
- Bom dia menina Karol para onde vamos?
- Sevilla. Ele acena com um sorriso de canto.
Assim que chegamos, Valentina já está ali a minha espera, ela bate palmas ao me ver.
- Vamos quero ver seu retorno. Reviro os olhos e vamos entrando, as pessoas param para me cumprimentar.
- Aninha. Falo assim que saiu do elevador. Ela dar a volta na mesa tão depressa que quase me derruba.
- Karol.
- Eu também senti saudades. Ela acaricia minha bochecha.
- Me deixe olhar para você. Dou uma voltinha e remexo o quadril.
- Novinha em folha. Ela rir e dar um tapinha no meu ombro.
- Sou sua maior fã. Sentindo um misto de alegria e minhas forças se renovarem porque estava tremendo. Sigo em frente chegou a hora.

- Que interessante a festa aqui parece muito boa. Paramos na porta sorrindo uma para outra, mas meu olhar logo o procura, seu olhar avaliando cada pedacinho do meu corpo me deixa quente e tudo o que sentia antes desaparece, sou apenas eu Karol Sevilla Pasquarelli a presidente da Sevilla que está deixando meu homem com tesão, e o sorriso de quem sempre diz patricinha gostosa está ali.
- Bom dia a todos. Cumprimentando e vou entrando, Ruggero é rápido em querer ficar em pé mas toco seu ombro para que relaxe.
- Pelo barulho na sala acho que sentiram minha falta. Uma risada escapa dele e só deslizo a mão que estava no ombro pelo meu pescoço aproximando a boca do seu ouvido.
- Você está muito gostoso essa manhã meu amor estou tentada a pular em você agora mesmo. Ele morde os lábios para não rir, e com um gesto segurando minha mão puxa meu corpo para o seu colo. Me recomponho.
- Bem sobre o que estão discutindo? Eles ficam mudos olhando para mim.
- Que lindinho, se me lembro bem nenhum de vocês são tímidos. Um dos velhinhos pigarreia.
- Um... É... Senhorita Sevilla, ficamos felizes de vê-la bem.
- Obrigado, mas é senhora Pasquarelli, afinal esse homem aqui não passa sem ser notado, nem a minha aliança. Volto a olhar Ruggero e beijo sua bochecha alisando seu rosto, ele faz um sinal para minha cadeira que está vazia e sussurra em meu ouvido.
- Seestiver pronta, sua cadeira está esperando por você, esse sempre foi o seu sonho e lutou com unhas e dentes por ele como a guerreira e corajosa que é. Fico tocada com suas palavras, o que me deixa mais certa ainda, beijo seus lábios e levanto, mas ele fica em pé e puxa a cadeira para mim. Mas nada me preparou para aquela sala inteira ficando em pé e me aplaudindo, eu realmente não esperava.

- Estávamos todos esperando o seu retorno presidente. Um suspiro de alívio sai dos meus lábios, e um sorriso cresce em meus lábios. Estou de volta.
- Obrigado a todos, acredito que sabem porque estive ausente, mas tenho certeza que estava bem representada. Pisco para Agus.
Então me atualizem.
Ruggero segura minha mão e leva aos lábios.
- Você fica sexy nessa cadeira, minha patricinha.

Era tudo o que eu precisava ouvir.

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