Epílogo

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A vida parece está voltando ao normal, Michael e Karena chegaram tem uma semana e combinamos de ir ver umas casas hoje.
- Patricinha você está... As palavras morrem, minha garganta seca.
Karol está sorrindo para mim com o olhar emocionado.
Vestida apenas em uma calcinha e sutiã o que poderia explicar a garganta seca, com ela estous emore com tesão, mas a caixinha rosa com letras gigantes, test de gravidez.
- Você... Nós... As palavras não saem e estou nervoso pra cassete.
- Eu não sei, preciso fazer o... Isso. Percebo o quanto ela também está nervosa, respiro fundo me aproximando seguro suas mãos e beijo seus lábios.
- Vamos fazer isso juntos.
Karol abre a caixa e escuto alguém tocar na porta.
- Vou abrir,e espera.
- Eu vou fazer o xixi. Frango tenho.
- Tenho que fazer nesse palito.
- Ok. Beijo seus lábios e corro para a porta. Michael entra com Karena.
- Vão entrando. Falo e corro para o quarto.
- O que está acontecendo Ruggero. Tento abrir a porta, mas Karol aparece.
Olho para ela apreensivo.
- Precisamos esperar alguns minutos.
- O que está... Karena parece entender pois pega a caixa que estava em cima da cama e mostra a Mike mas meu olhar está em Karol.
- Quanto tempo?
- Acho que já deu. Ela responde e olha para trás os três testes em cima da bancada da pia.
- Olha você. Ela pede e assinto, olho para Mike que está sorrindo e me encoraja.
Me aproximo, fecho os olhos e respiro fundo, quando abro, meu olhos param bem nos testes.
- Karol o que significa duas linhas vermelhas. Ela está de costas para mim e Karena segura suas mãos.
- Você tem certeza? Pergunta se virando para mim, e levanto os três testes com duas linhas bem visíveis em cada um. Karol tapa a boca e Karena está sorrindo com lágrimas que escorrem por seu rosto, Mike seca os olhos sorrindo também.
- A gente vai ter um bebê? Pergunto só para ter certeza e ela balança a cabeça que sim.
Solto todo o ar que só agora percebi que estava segurando, e Karol se joga em meus braços.
- Vamos ter um bebê. Ela repete.
- Vamos ter um bebê. Repito porque parece surreal.

                           *****

Karol

Aliso minha barriga de cinco meses, ainda parece que estou sonhando, minha mão da voltas e voltas, eu estou sempre com a mão envolta dela, Caro diz que é normal, coisa de grávida, mas acho que é proteção, de alguma maneira o meu cérebro me envia esses comandos como se pudesse protegê-lo de alguma maneira.
Pois é nosso pequeno homenzinho.
Estou saindo de uma reunião com Karena e Valentina.
Pois é, arrastei Karena para a Sevilla o que diminuiu muito meu trabalho e de Agus, precisávamos de uma terceira pessoa e ela é perfeita, e já que Mike embarcou com Ruggero no bar, nada mais justo eu ter minha amiga aqui comigo.
- Eu preciso ir para o fórum, mas você tem que almoçar mocinha. Valentina fala.
- Eu marquei com a designer para decorar o quartinho do meu baby. Olho para Karena.
- Você vem comigo né, já que a loira me deixou na mão. Ela bate em meu braço.
- Não te deixei na mão. Mas se não levar esses documentos minha chefe vai me demitir. Reviro os olhos e ela rir.
Saímos às três mas vou com Karena que está dirigindo.
Paramos para almoçar em um restaurante, onde combinei com a designer.
Logo ela aparece e fazemos nossos pedidos, estava empolgada com todo o material e tantas opções, Karena fazia várias fotos e mandava para os garotos.
- Karol. Levanto a cabeça e meu corpo congela. Escuto a voz de Karena, ela segura minha mão e lágrimas.
- Karol, é bom te ver.
- Karol. Karena me chama, e quando consigo me recompor.
- Tudo bem, respira. E faço.
- Desculpe não queria causar transtorno em você. Volto meu olhar para ele e vou ficando em pé
- O que você quer? Falo entre dentes.
- Eu queria... Eu só queria te pedir perdão. Pelo o que eu te causei, você não merecia passar por tudo aquilo.
- Marcos. O nome dele deixa um gosto amargo em meus lábios, Karena já está em pé ao meu lado.
- Cara eu acho melhor você sair daqui, está deixando ela nervosa, saia ou vou chamar a segurança. Toco o braço dela para que deixe eu preciso colocar o que está entalado para fora.
- Eu não me importo com o seu perdão,  você não vale o meu tempo. Quem achava que era para me sequestrar?
- Me perdoa Karol.
- Eu pedi para você parar aquele carro.
- Por favor.
- Eu poderia te perdoar pelo que fez a mim, mas eu não te perdoou pelo que fez ao meu filho. Seu olhar cai em minha barriga e meu instinto é circular à mão ali.
- Faça um favor a si mesmo, finja que não me conhece, porque para mim você está morto. Seus olhos se arregalaram e posso ver as lágrimas rolarem.
Dói não é? Mas não me comove nem um pouco.
Ele acena um sim e vai saindo, Karena toca o meu ombro, e com o olhar perguntando se estou bem, procuro em mim algo que não possa estar bem e não encontro, é como se o peso que carreguei saiu agora.
- Estou bem, na verdade não, estou com fome. Ela levanta a sobrancelha e ri juntamente comigo.
Ruggero queria caçar o Marcos por só ter pensando que poderia falar comigo.
Meu marido é meu fiel protetor, é Caio acho que isso tem o dedo teu não é?

O casamento da minha prima com nosso amigo Sebastian se aproximava e eu estava em forma bem redonda para qualquer vestido, mas com as ameças certas ela me convenceu, bom ela me obrigou essa é a verdade, e o que eu não faço por aquela loira não é?

- Você está linda amor. Faço uma careta.
- Ela poderia ter esperado um pouco mais, que fogo pra casar olha a minha forma.
- A mais linda de todas. Balanço o dedo na direção dele que está tentando me comprar.
- Eu amo você. Meus olhos já estão molhando, toda vez que ele me diz é uma emoção sem fim.
- Eu também amo você, quem diria que depois daquela loucura toda eu teria a sorte grande.
- Acho que o sortudo sou eu. Sorrio
- Lembro ainda a primeira vez que pus meus olhos em você naquela praça, não saiu da minha cabeça por semanas, e quando pisou no bar a lembrava veio com tudo, me deixou maluco.
- Ah é?
- Sim você e suas saias de patricinha. Dou uma gargalhada, porque ele olha para as minhas pernas que estão cobertas pelo vestido mas tem uma fenda em uma dela, suas mãos já estão ao meu redor e ele segura uma delas alisando.
- Você está tendo o mesmo pensamento que teve há anos atrás agora.
- Rum rum. Uma batida na porta.
- Queridos precisam descer a cerimônia está para começar. A voz da minha avó.
- Você ouviu a vovó precisamos descer.
- É precisamos. Ele responde mas seu olhar permanece profundo em mim, e segura firme a minha nuca, seus lábios se chocam com os meus e aí que delícia.
- Agora sim, precisamos ir.
Entramos dessa vez juntos de braços dados até o altar, Mike e Karena também juntamente com Caro e Agus e logo após minha prima que está perfeita, linda e loira como só ela poderia ser.
A emoção é enorme e não poderia está mais feliz.

Um ano depois.

Estamos todos inclusive meus avós na Itália, em nossa casa de praia conjugada, nunca imaginei que a vida pudesse me dar de volta uma grande família, sinto falta dos meus pais, do tio e do meu irmão, que vejo em cada sorriso do nosso pequeno Caio.
Pois é Ruggero me surpreendeu ao pedir que nosso filho se chamasse exatamente como o tio, e eu fiquei extremamente feliz com isso.
- Sopra a velinha meu amor. Nos juntamos a ele.
Logo após a festa a tardinha o sol está se pondo e nos sentamos na areia os seis, cada um com sua história e amor diferente.
Ruggero serve o vinho, e quando entrega para Karena ela recusa, pegando uma caixinha de suco, e Mike a abraça por trás.
- Temos uma novidade para contar. Então as mãos estão em sua barriga, a emoção toma conta, mas ele pedi um minuto.
- O que ele está fazendo? Ela pergunta olhando para Ruggero que dar de ombros, Mike logo aparece e se ajoelha na frente dela abrindo uma caixinha, fazendo Karena chorar e sorrir ao mesmo tempo.
Eu disse cada um com sua história e o seu tempo, olho emocionada para o meu amor e ele está com os olhos em mim.
- Te amo. Sussurro seus lábios encontram os meus e sei que sempre amarei.

Fim.


Obrigado a todas que esperaram por cada capítulo, eu me perdi um pouco e fiquei sem criatividade já no finalzinho, mas só quero agradecer por todo carinho, beijos!!!

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