120. O Tor

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Glastonbury Tor é uma rocha vulcânica com terraços com os restos de uma antiga torre da igreja em seu ápice. Os restos de hoje são os de uma igreja posteriormente construída, após um monastério medieval em homenagem a São Michel (Miguel) ter sido destruído por um terremoto. Uma feira de seis dias dedicada ao santo foi realizada ao pé do Tor todos os anos entre 1127 e 1825.

Houve um tempo em que havia um círculo de pedra no topo do Tor. As encostas com terraços (três das quais são íngremes) sugerem reminiscências de um labirinto tridimensional que data dos primeiros assentamentos cristãos e serve como caminho para os peregrinos. Do morro em forma de cúpula com cerca de 200 metros de altura podem-se ver quase 100 quilômetros em todas as direções.

Segundo a lenda, diz-se que o cume do Tor era a localização de uma fortaleza pertencente ao rei Artur e também supostamente a entrada para o reino secreto de Gwyn ap Nudd, rei das fadas. Diz-se que Saint Collen do século VI visitou Gwyn entrando por uma entrada escondida. Encontrando-se dentro de um palácio, Saint Collen borrifou a água benta ao redor, e o palácio desapareceu, deixando o santo sozinho no topo do Tor.

Praticantes modernos de magia, paganismo, wicca e outras tradições espirituais mantêm ritos e rituais no Tor. Fala-se em estranhas luzes coloridas frequentemente vistas em espiral ao redor do Tor. Diz-se também que o interior da torre irradia uma luz branca. Observadores de OVNIs falam em energias magnéticas conectadas a espaçonaves extraterrestres.

Subi a montanha. A paisagem é deslumbrante, maravilhosamente preservada. O local definitivamente tem uma energia própria, sem nada parecido naquela ilha. Só estando lá para se ter uma idéia, palavras não podem descrever.

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