126. Beltain

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A festa de Beltain, ou Beltane, é comemorada no primeiro de maio.

Simboliza a metade da primavera, entre o equinócio o solstício. É uma festa antiga, de bruxas e dragões, em que se pede proteção e uma boa colheita. É uma festa da terra, da lua e do sol. Oferendas de flores são feitas aos "aos sí", fadas e elfos galeses. Fogueiras são acesas para afastar maus espíritos e imitar o sol tão necessário à vida. Dragões vermelhos representando o verão se contrapõem aos dragões brancos do inverno. O dragão vermelho, tão derrotado por santos aqui e ali, é até hoje um forte símbolo, que figura na bandeira do País de Gales.

Em Beltain se rememora o antigo poder primário feminino, essência da paz e alegria, de santidade e felicidade celestial. Ela toma diversas formas, nomes e disfarces que lhe damos. Seu amor materno conforta, excita, retém e repreende. Espera grande esforço e determinação em resposta à sua ajuda ilimitada, apaixonada e paciente. Nossa Senhora assume a essência do lugar; em Glastonbury ela é Nossa Senhora de Avalon, uma dama escura como a terra, úmida, segura e protegida, escondida e misteriosa, vasta e abstrata. No coração da Abadia de Glastonbury havia uma igreja, construída no século I, dedicada à Madona Negra. Ali, uma estátua poderosa segundo a lenda, teria sobrevivido milagrosamente ao fogo que destruiu a igreja. Sua localização exata é lembrada e protegida até hoje. 

Em Glastonbury a mulher não é o aspecto negativo ou passivo da Energia Criativa. Pelo contrário, a mulher é o despertador dinâmico da corrente solar e, como tal, o fator que move o homem. Ali, por meio da deusa Lilith, se recebem as forças da terra e as conduz ao longo da coluna até o cérebro. Ali a Kundalini, o Poder da Serpente, é despertado para desenvolver o Eu Superior por uma energia que deriva da força sexual, visando pela polaridade curar e auxiliar o processo evolutivo para toda a raça humana. 

No dia 5 sonhei que estava lá. Estava bem acompanhado. Ao acordar, encontrei esse filme, que tinham acabado de postar. 

Jan, proprietária do Berachah, é a sacerdotisa de branco. A procissão passa ao lado do hotel e pára onde brotam as águas de Chalice Well e White Spring. Em seguida, sobem ao Tor.

Nas trilhas de AvalonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora