32. Involução

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O termo involução possui várias conotações.

Em alguns casos, refere-se a um processo que ocorre antes da evolução e dá origem ao cosmos, em outros, a um aspecto da evolução, e ainda a outros, um processo que segue a compilação da evolução na forma humana. Na teosofia, na antroposofia e no rosacrucianismo, a involução e a evolução fazem parte de uma sequência complexa de ciclos cósmicos. Quando o universo alcança um estágio de densidade suficiente, o espírito individual é capaz de descer e participar da evolução. A involução refere-se, assim, à encarnação do espírito em uma questão já estabelecida, pré-requisito necessário da evolução. Esse período de tempo dedicado à obtenção da e à construção dos veículos pelos quais o espírito se manifesta no homem é chamado de involução. Sua finalidade é conduzir lentamente a vida sob matéria mais densa para a construção de formas, até que o nadir (ponto inferior) da materialidade seja alcançado. A partir desse ponto, a vida começa a ascender aos mundos superiores. Este período sucessivo de existência, durante o qual o ser humano individual desenvolve a autoconsciência na divina, é chamado de "evolução espiritual".

Um exemplo claro de involução foi o Terceiro Reich, cuja influência ocultista foi particularmente propagada por Heinrich Himmler. Esta continha um pouco dos teosofistas de Helena Blavatsky (revisando e distorcendo as idéias de contemplação dos reinos subterrâneos de Shambala e Agarta), depois dos antroposofistas de Rudolf Steiner (dos quais extraiu as idéias de auto realização e posição suprema da pessoa humana), mas principalmente sistema ideológico ariosofista criado por Guido von List e Jörg Lanz baseado na mitologia nórdico-germânica e nas crenças dos Reinos subterrâneos da Atlântida e Hiperbórea (onde se situam a Groenlândia e Mongólia). Com os conceitos de cosmogonia e autoconhecimento, o mestre espiritual greco-armênio George Gurdjieff também foi fonte inspiradora.

O ario-cristianismo negava a identidade judia de Cristo, atribuindo-a a outro povo, os essênios. Com forte influência de List, a Ordem dos Teutões, ou Sociedade Thule, foi criada por Rudolf von Sebottendorff em 1918 após a derrota na Primeira Guerra. O termo Ultima Thule vem do poeta Virgílio e descreve uma terra remota, o objetivo final. Antissemita e antimaçônica, logo se tornou uma organização paramilitar que criou bases para o Partido Nazista e sua ideologia. Comunistas infiltrados executaram a maioria dos membros da Sociedade Thule, que acabou sendo extinta em 1933 quando Hitler chegou ao poder. Em sua juventude foi muito envolvido com mitos arturianos ariosofistas e há relatos de que tenha passado por iniciações em magia negra. Verdade ou não, Hitler sem dúvida tinha uma personalidade magnética e era habilidoso manipulador da mente subconsciente da sociedade sob diversas formas.

Os arturianos ariosofistas germânicos compartilham muitos pontos com os avalonianos britânicos: paixão pela história e uma suposta pré-história, visita a locais sagrados, estados visionários e crença de estarem em contato com seres desencarnados e inteligências que revelam histórias ocultas direcionadas a uma grande renovação.

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