Maximiliano

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¤ Assassino da Floresta.

Todos esperavam ao lado do carro dentro da garagem, Dante havia saído rapidamente após receberem a missão e naquele momento David, Max e Jonny, esperavam o soldado voltar do momento que ele havia pedido.

Max analisava os materiais que foram dados no intuito de ajudar na missão, havia isqueiro — o que confundiu Max por seu poder —, barracas, facas, macarrão instantâneo, colchonete, travesseiro e cobertas. Eles iriam definitivamente acampar.

Max pegou entre os dedos os diversos Cup Noodles, analisando o quanto aquilo poderia lhe causar um câncer. O sabor era de cheddar, o que não agradava muito a Max pelo cheiro e pelo sabor forte que ficaria em seu macarrão. Ele deixou o copo e trocou por outro que estava dentro da sacola. Dessa vez de frutos do mar, o que agradava um pouco mais o apetite de Max. Ele moveu rapidamente o rosto mostrando seu contentamento.

Melhor do que nada; pensou.

— Voltei — anunciou Dante.

Max largou os copos e fechou o porta-malas do carro onde ele gastava seu tempo. O flamejante virou-se para o soldado vendo em suas costas um violão encapado, no peito forte de Dante estava uma grande faixa de tecido segurando o instrumento em suas costas, o que lhe marcava muito bem o peitoral malhado. Max sorriu genuíno.

— Foi pegar um violão? — perguntou curioso.

— Em um acampamento não se pode faltar música, muito menos uma produzida na hora — Dante rebateu indo para a porta do carro.

Max observou os seus movimentos até decidir que deveria perguntar.

— Não quer colocar aqui? — indagou indicando o porta-malas.

— Está doido? — perguntou Dante exasperado — Meu bebê vai comigo no conforto do carro.

Max segurou a risada enquanto terminava de ver Dante se acomodar dentro do carro. Max foi para a mesma porta onde o soldado entrou e sentou-se ao seu lado do estofado do automóvel. Dante deixou o violão em pé no chão entre suas pernas, era até adorável o modo na qual ele cuidava do robusto instrumento. Ele era cuidadoso até com objetos.

David e Jonny foram os últimos a entrarem por ter perdido tempo ao pegar alguns armamentos extras, bastou apenas Jonny assumir o comando do volante para eles saírem em disparada em direção ao endereço indicado pelo GPS do Instituto.

David, incomodado com o silêncio, ligou o rádio e desabrochou um sorriso em seus lábios ao ver que Dance Monkey tocava ainda no começo. Max observava sua cabeleira loira se mexer conforme ouvia a voz aguda da cantora produzindo as melodias viciantes que tomaram todos os humanos — e pelo visto os guardiões também. David dançava sob o banco e cantava com animação, parecia até uma criança ouvindo sua música favorita.

Dante começou a batucar os dedos sobre o braço do violão no ritmo da música, Jonny também começou a reproduzir o ritmo no volante do carro. Todos eles pareciam animados com a música. Max nem se mexeu, não porque não gostava, era inevitável admitir que a canção era cativante e animava qualquer um, entretanto o tempo aos poucos arrancava dele a vontade de se alegrar com algo e reproduzir isso em seu corpo. Não gostava de chamar a atenção através dele.

Quando a música acabou o carro estacionou na beira da estrada próximo a floresta. Max já suspeitava que seria ali, não era um grande detetive, mas já havia percebido que aquele lugar atraía muitos crimes celestiais. Max saiu do carro sendo seguido por Dante e os outros dois. Jonny veio com a chave e abriu o porta-malas, Max apenas pegou tudo que conseguia e rumou floresta à dentro.

O flamejante ouviu o líder do ar perguntar a Dante, discretamente, se ele era sempre sério nas missões. Dante deu uma resposta vaga que Max não se interessou em ouvir. Seus pés partiam as folhas secas no chão e alguns galhos arranhavam sua canela coberta pela calça de couro. Max estava procurando a cena do crime para montar o acampamento perto.

ØRIGINAISOnde histórias criam vida. Descubra agora