Em meio ao beijo o celular dele recebe uma notificação, ele a solta rindo, pega o celular no bolso de trás da calça e vê do que se trata, Karol supõe:
- Deve ser o Alva....
- Não amor, é mia mamma, estão indo com a Montse pro hospital, ela está tendo contrações. - contou Rugge.
- Mas ainda falta uns dias pra ela completar as 38 semanas - estranhou Karol.
- Bom, mia mamma vai nos manter informados. - disse ele.
- Espero que fique tudo bem... - exteriorizou Karol.
- É eu também... - suspira a olhando, lhe da um beijinho na testa - Vou fazer o almoço. - falou ele ja procurando os utensílios.
- Quer ajuda? - perguntou Karol.
- Depende da lasanha que você vai querer, normal ou 4 queijos? - retornou ele.
- Humm lasanha!! Normal! - respondeu ela.
- Então pode me ajudar a cortar os condimentos e pré cozinhar a massa? - pediu ele.
- Sim sim sim! - respondeu ela muito animada.
Juntos prepararam uma lasanha com recheio bem generoso e caprichado. Com a lasanha no forno quase pronta trazendo um aroma peculiar ao ambiente, Rugge adiantava a lavagem da louça de preparação e Karol que distribuía os pratos pela península o avisou:
- Vou chamar a Lolo, porque só pelo cheiro já sei que está quase pronta.
- Vai amor, eu termino de colocar os talheres e os copos. - disse Rugge.
Karol foi até a sala de teve, Lorenza seguia dormindo exatamente como a havia deixado, com cuidando e fazendo carinho no rosto dela, Karol a chamou:
- Lolo... princesa...
Lorenza acordou assustada e dizendo:
- Eu não quero ir pra escola, eu não quero!!!
- Hei... calma pequena, você não vai pra escola hoje - a abraça - ... só vim chamar você pra almoçar filha, tranquila. - a acalmou Karol.
Lorenza ficou ofegante e segurava a mãe firme, na tentativa de distrai-la Karol lhe aguçou o olfato:
- Tá sentindo esse cheiro? Papai fez uma lasanha pro almoço... - a solta a olhando - vamos comer?
Lorenza assentiu com a cabeça, Karol se levantou, mas sua filha seguiu olhando pra ela com uma carinha, que a fez entender que Lolo queria colo.
- Vem... - disse Karol a pegando no colo e indo rumo a cozinha.
- Olha só quem acordou?? A minha princesa!! - exclamou Rugge quando viu a esposa com a filha entrando na cozinha.
Lorenza lhe sorriu, Karol a colocou sentada na cadeira do meio, a empurrando próximo a mesa, enquanto Rugge tirava a Lasanha do forno e colocava sobre o suporte em frente aos pratos.
- Uma lasanha que deve estar puro sabor hein, mas temos que esperar esfriar um pouquinho. - disse Rugge se sentando a esquerda de Lorenza e Karol se sentava a direta.
Após o almoço, Rugge começou a cuidar do restante da louça, quando Karol o perguntou:
- Você termina a aí Baloo?
- Aham, pode deixar e já fecho tudo aqui em seguida. - respondeu Rugge.
- Vamos subir trocar de roupa, pegar sua pasta de artes para irmos pra empresa filha? - perguntou Karol a Lorenza.
- Simmm, obaaaaa!!! - exclamou Lorenza
Assim as duas foram ao andar superior para se arrumarem. Cerca de 10 minutos mais tarde retornaram a cozinha encontrando Rugge pegando as chaves do carro e a bolsa de Karol, ao ve-las ele alertou:
- Vamos, pra não nos atrasarmos amor!
- Tenho que levar lanche pra ela. - vira para a filha - Vai com o papai filha, só vou pegar algumas coisas pra você comer mais tarde. - falou Karol.
Lancheira montada, todos no carro, hora de pegar a estrada para a cidade autônoma de Buenos Aires torcendo para não ter muito trânsito. Em meio ao caminho Lorenza disse animada:
- Faz muito tempo que não ia passar a tarde com vocês, até senti saudade.
- Hunf, vai ser bom ter você pertinho! - disse Karol.
Pelo espelho retrovisor enquanto parado no sinaleiro, Rugge viu que a expressão de Lorenza mudou para um pouco chateada, o que o fez perguntar:
- Que foi princesa?
- É que... eu vou sentir falta da escola e das minhas amigas... mas não quero ir com aquele menino estando la... - respondeu Lorenza.
- Não se preocupa filha, assim que a Diretora ligar e disser que já falou com o menino e seus pais, que estiver tudo certo e que ele não vai mais te incomodar você vai voltar normalmente pra escola. - esclareceu Rugge seguindo o trânsito.
- Eu espero que seja logo Pá, porque a Marie vai dar uma festa do pijama no aniversário dela e vai distribuir os convites essa semana. - Contou Lorenza esperançosa.
- Uma festa do pijama? Que legal filha! - exclamou Karol.
- E você está pronta pra dormir fora de casa pela primeira vez Lolo? - Perguntou Rugge curioso.
- Ah Pá, vai ser como dormir na casa da Nonna. E depois vão estar todas as minhas amigas lá! - respondeu Lorenza destemida.
- Ah mais então vocês não vão dormir vão é fazer bagunça! - disse Rugge com Karol rindo.
- Pá como você me chama? - questionou Lorenza.
- Lolo... princesa... - respondeu ele.
- Esses também, mas qual é o apelido que você me chama mais? - seguiu ela.
- Bagunceirinha? - retornou ele.
- Isso mesmo então tenha certeza de que bagunça vai ter! - respondeu Lorenza.
Eles riram, Karol logo disse:
- Humm vamos ter que fazer uma listinha de regras pra isso, certo papai?
- Má eu vou me comportar eu prometo. - jurou Lorenza.
- Rum acho bom! - exclamou Karol.
- Vai ser uma boa experiência pra você filha, fico feliz que você tenha continuando com suas amiguinhas. - disse Rugge.
- Simmm e fiz novas amigas também hehe - riu Lorenza.
- Pensa no terremoto amor? - disse Rugge colocando a mão na perna de Karol.
- Melhor não pensar, uma já faz bastante arte, imagine 15 da mesma idade todas juntas. - analisou ela.
- Podíamos fazer uma festa na piscina no dia dos inocentes não é?? - sugeriu Lorenza.
- Meu Deus! - exclamaram Karol é Rugge.
- Vamos pensar sobre isso com calma filha, envolve muita coisa... - disse Karol.
Seguiram conversando até chegarem na empresa, la Lorenza optou por ficar um pouco com o pai no andar de composição e gravação, depois do lanche ficou com Karol em sua sala colorindo até a hora de irem embora.
Novamente no carro retornando pra casa, Lolo pegou no sono, mas Karol e Rugge seguiram conversando durante o percurso, até ele receber outra notificação no celular.
- Vê se é minha mamma amor. - pediu Rugge.
Lendo a mensagem Karol disse:
- É sim Baloo... foi alarme falso, Montse teve contrações de Braxton Hicks.
- Humm nossa... Depois vou ligar pro meu irmão ele deve estar meio abalado. - concluiu Rugge.
Em casa após terminar de jantar, Rugge se levantou levou o prato até a pia, pegou seu celular e disse saindo em seguida:
- Terminem de comer tranquilas, eu vou ligar pro Léo.
- Porque o Pá vai ligar pro Tio? Aconteceu alguma coisa com a Tia Montse Má? - perguntou Lorenza.
- Sua priminha está quase chegando filha, o papai quer saber se está tudo bem. - explicou Karol.
Mais tarde depois de lavar a louça, secar e guardar com ajuda da filha, elas subiram, Karol deu banho em Lorenza, a colocou na cama, a contou uma história e a fez companhia e cafuné até que ela dormisse. Deixando a porta de Lorenza entre aberta, foi para seu quarto também tomar banho, posteriormente se acomodando na cama, Rugge logo subiu a encontrando no quarto:
- E aí, como estão lá? - perguntou Karol.
- Agora estão bem, Léo está visivelmente preocupado e ansioso, mas a médica disse que a bebê vai seguir pelo tempo programado. - Contou Rugge.
- Quando sua mãe falou das contrações de Braxton Hicks eu já havia imaginado isso... Mas hei você ficou todo esse tempo no telefone? - perguntou Karol.
- Não, eu tive que parar a chamada porque a Dora me ligou. - respondeu ele.
- Ah... e o que ela disse? - questionou ela.
- Que já falou com os pais do menino, eles assinaram o termo da ata e que ele não vai mais incomodar a nossa filha. - explicou Rugge.
- Assim espero... - disse ela.
- Amor é o que eu te falei, se ele voltar a incomodar a Lolo, eu mesmo vou pedir a expulsão do garoto. - deixou claro ele.
- Que pai defensor e exemplar. - disse Karol mordiscando o lábio.
- Não... Não... Não... vai esperar eu tomar banho... - disse Rugge lidando com o olhar dela.
- Eu já estou esperando faz um tempão aqui sabia...- falou Karol com olhar sedutor.
- É... 5 minutinhos e você vai ter tudo isso, só mais 5 minutinhos - disse ele.
- Uh ... Aí papá!! - exclamou Karol.
Rugge tomou banho rapidamente, se vestiu e retornou ao quarto, contornando a cama, se sentando e olhando Karol mexendo em seu celular, com o rosto enferruscado em um mix de brava e frustrada, o que o fez perguntar:
- O que aconteceu pra você estar com essa cara Moglito?
- A Silvia acabou de mandar mensagem, a prefeitura de Milão não aprovou como foi feita a terraplanagem do terreno. Odeio quando essas coisas acontecem, tudo é sempre feito do mesmo jeito, aí vai um fiscal que quer diferente e pronto, ufff!! - respondeu Karol brava.
- Amor? - seguiu Rugge.
- Que? - retornou Karol.
- Desliga isso, agora não é horário de trabalho lembra? - a recordou Rugge.
- Só um pouquinho Baloo... - pediu Karol digitando.
- Karol. - Brandou Rugge.
- Pronto já desliguei. - informou ela.
- Amanhã na empresa você resolve isso, agora coloca esse celular ali no móvel e se arrume pra dormir. - orientou Rugge calmamente.
Ela seguiu o que ele pediu, depois de se deitar apagou o abajur deixando apenas a luz amena da sanca do teto ligada, respirou fundo olhando pra cima pensativa, alguns minutos depois olhou pro lado vendo que Rugge fazia o mesmo, em um impulso ela se pois próximo a ele o abraçando, ele lhe fez carinho nas costas e lhe disse baixinho:
- Tudo vai se resolver você vai ver.
Os dias novamente correram com tantos afazeres, com a ação da diretora Lorenza pode retornar a escola tranquilamente e o menino respeitou o termo assinado e não a incomodou mais, ela pode voltar a lanchar tranquila com suas amigas, ir para suas aulas extracurriculares e receber o convite da sua amiga Marie para a festa de aniversário do pijama no final de semana próximo.
Era domingo a noite, Rugge estava no escritório em casa ajustando em conferência com Alvarenga as passagens para viajarem ao Chile para fazerem 3 shows nos próximos dias por la. Após acertarem tudo, agendarem uma reunião e ensaio com a equipe no dia seguinte logo cedo, ele subiu para dormir, no caminho pelo corredor deu uma olhada em Lorenza, que dormia serena profundamente. Vendo que estava tudo bem seguiu até seu quarto, onde Karol já estava deitada virada pro lado dele meio sonolenta, Rugge se sentou tirou os chinelos, se deitou se cobrindo virado para ela, se aproximou a dando beijinhos suaves que evoluíram para uma troca de beijos calma e delicada, em seguida ficaram com as testas coladas se olhando com os olhos semicerrados.
- Vou sentir sua falta ... - Não pode deixar de dizer Karol.
- Você sabe que eu vou sentir mais a sua, mas sexta de manhã estou de volta amor. - disse Rugge docemente.
- Que horas você vai terça? - perguntou Karol.
- Acabei de comprar as passagens para as 13:15. - respondeu ele.
- Promete que vai se cuidar? - indagou Karol.
- Tranquila, eu já te falei, eu sempre vou voltar pra você, sempre! - respondeu Rugge a dando mais um beijo.
- Hunf acho bom mesmo. - faz bico - humm eu quase não vou te ver amanhã... - disse Karol manhosa.
- Você tem que ir pra LPS mesmo? - perguntou ele.
- Sim Baloo, preciso esta próximo do final do mês, preciso pegar a papelaria pra contabilidade e levar o novo calendário e ajustar as campanhas desse ano. - respondeu ela um pouco triste.
- Mas vamos nos ver a noite... - lembrou ele.
- Mas é pouco tempo... rumm - exteriorizou ela.
- Então vem aqui, a gente fica grudado hoje. - disse ele a puxando contra si.
Na manhã seguinte, o alarme de Karol toca, ela desliza de cima de Rugge tateando móvel meio cega de sono, encontra o celular e desativa o alarme, a noite havia sido um tanto movimentada para os dois, porém gerava um cansaço posterior que o corpo não respondia muito bem os comandos. Com muito custo ela saiu da cama, cumpriu com seu asseio matinal, trocou de roupa, saiu do quarto deixando a luz acesa para Rugge se incentivar a levantar quando o alarme dele tocasse, foi para o quarto de Lorenza a chamando para se arrumar para ir pra escola, a ajudou a se vestir, ambas desceram Karol preparou um cereal rápido para elas comerem, deixou a cafeteira passando café para Rugge, montou a lancheira de Lorenza e sem demora saíram. Karol deixou Lorenza na escola e foi direto a LPS para um dia puxado cheio de afazeres por lá.
Em casa Rugge estava perdido em seu cansaço, tanto que procurou Karol na cama, sem senti-la se sentou bruscamente percebendo que o alarme de seu celular tocava, quando o pegou para desligar viu que já passavam das 9:30, saiu da cama em um pulo correndo pro corredor gritando:
- Amor!!! Eu tô atrasado!!!
Quando passou pelo quarto de Lorenza viu que a cama estava arrumada, lembrou que Karol sairia antes porque iria passar o dia todo na LPS.
- Elas já foram.... droga, droga o Alva vai me matar!!! - brandou a si mesmo.
Ele voltou pro quarto, arrumou a cama rapidamente, abriu as cortinas, às venezianas, trocou de roupa, escovou os dentes e saiu correndo pro andar inferior, na descida virou o pé no último degrau da escada o que lhe causou certa dor, mas a pressa o fez se distrair. Na cozinha agradeceu a Karol mentalmente por ter deixado o café pronto, foi pegar uma xícara no armário e derrubou a que estava ao lado que quicou na bancada e por sorte não quebrou, colocou uma porção de café na xícara que havia pego, deu uma golada esquecendo que estava quente, cuspiu todo o café boca a fora, sujando a camisa, com a boca e a língua doendo tirou a camisa deixando na lavanderia, tinha esperança de encontrar outra para trocar ali mas só haviam camisetas, ele subiu correndo vestiu outra e desceu novamente, pegou a chave do carro, saiu trancando a porta, sentou no carro, foi dar a partida e viu que deixou o celular em casa, ficando bravo consigo mesmo, retornou pra buscar o aparelho, verificou se não estava esquecendo de nada mais e finalmente saiu.
No caminho a empresa ele pegou um trânsito de quase 30 minutos a mais do que o normal para chegar ao centro, tentou ligar para a empresa para avisar que estava a caminho porém havia trânsito, mas estava sem sinal no celular.
- O que que está acontecendo hoje... parece que todo mundo resolveu sair na mesma hora e ligar também! - exclamou bravo ele.
Depois de se livrar do trânsito, chegou a empresa, embicou o carro de frente ao a garagem, pegou o controle para abrir o portão, mas a luz de funcionamento permanecia apagada quando ele acionava.
- Eu não acredito que acabou a pilhaaaaa justo agora!! - disse ele ficando furioso.
O senhor Jorge responsável pela portaria principal estava colocando água nas plantas da entrada ao ver Rugge parado foi até ele.
- Tudo bem senhor? - perguntou Jorge.
- Não Jorge, acabou as pilhas do meu controle, pode abrir o portão pra mim por favor. - pediu Rugge fazendo de tudo para não parecer agressivo com o pobre homem.
- Tranquilo vou abrir pro senhor um minuto. - disse Jorge caminhando para dentro do prédio.
Segundos depois o portão abriu, mas Rugge percebeu o quão lento era o motor, não sabia se sempre havia sido assim ou se era só aquele dia. Com o portão aberto ele entrou na garagem estacionando em sua vaga, correu para o elevador o solicitando, demorou uma eternidade para o equipamento descer , quando chegou Rugge se jogou pra dentro apertando freneticamente o botão do número do andar.
- Vamos, vamos, vamos!!! - pedia ele apressado.
Em seu andar saiu voando do elevador direto para a sala onde a equipe estava em reunião, cumprimentando Juan no trajeto rapidamente, chegou na sala abriu a porta, assim que entrou Alvarenga brandou:
- Onde você estava Ruggero, estamos te esperando a quase 1 hora, tentamos ligar, mas você não atendia!
- Fiquei sem sinal, me atrasei pra sair de casa e peguei um trânsito enorme pra chegar, quando finalmente cheguei a pilha do meu controle do portão acabou... - começou a explicar Rugge.
- Sem tempo para desculpas esfarrapadas, vamos resolver as coisas logo. - interrompeu Alvarenga rispidamente.
Ele parecia notoriamente de mau humor e bravo com Rugge, porém passado esse enrosco do atraso e todo o resto, a reunião foi fluida e objetiva, terminou rápido, dali foram fazer um breve ensaio, mas até os ouvidos de Rugge pareciam ter acordado virados, pois tudo parecia muito desafinado para ele. Em um intervalo de 15 minutos, ele se levantou a caminho da bancada para tomar água, mas acabou tropeçando no pé do prato da bateria que caiu junto com ele fazendo muito barulho, na queda ele acabou ralando as palmas das mãos e os joelhos no carpete, após a queda se sentou olhando para as mãos, fechou o punho de uma delas e levou a testa tentando entender o que estava havendo de errado aquele dia.
- Tá tudo bem chefe, se machucou?? - perguntou Josnan preocupado.
- Está tudo bem Jô, só não está sendo um dia incrível. - respondeu Rugge se levantando e indo em direção a bancada.
Ele colocou água em um copo, mas quando foi fechar o fluxo do filtro travou aberto, Rugge nem tentou fazer a água parar apenas levou a mão ao rosto pensando quando que esse dia iria acabar. Depois de Juan conseguir resolver o problema do filtro, retornaram ao ensaio, contudo Rugge errou a sequência de todas as músicas, definitivamente não estava sendo um bom dia.
Antes que a tarde terminasse ele descobriu que o chip de seu celular havia se danificado sozinho, por sorte Alvarenga tinha um reserva, porém a empresa de telefonia só liberaria o número dele para aquele chip a noite. Tudo que ele queria naquele momento era mandar mensagens a Karol, para ela poder dizer aquelas palavras de incentivo que ele precisava, mas parecia que ele estava na dimensão invertida porque tudo estava dando errado. Terminado o expediente, Rugge ainda ficou na empresa conferindo o carregamento da van para viagem no dia seguinte, consultando e marcando o check list mais de uma vez com canetas de cores diferentes para ter certeza de que havia conferido corretamente para não faltar absolutamente nada, quando olhou no relógio já passava das 18:00, deixou o resto da equipe finalizando o carregamento indo pegar seu carro, entrou, se sentou, colocou o cinto, foi dar a partida, mas a bateria descarregou, olhou no painel, havia deixado os faróis ligados, ainda bem que o pessoal da equipe estava ali ainda e o ajudaram a fazer uma recarga. Finalmente saindo da empresa, novamente pegou trânsito, mais frenético que o de mais cedo, estava parado no sinaleiro esperando para seguir e escutou uma freiada atrás dele, segundos depois um carro colidiu com o dele na traseira, Rugge saiu completamente alterado de seu carro, o dia não podia estar melhor, pensava, quando chegou para ver o estrago, não havia feito muito apenas um risco em seu parachoque, já o que colidiu não teve a mesma sorte, como não havia danos reais em seu veículo, entrou em concenso com o motorista que o bateu e seguiu viagem pra casa.
A estrada estava mais tranquila, ele chegou em casa mais calmo mas não menos ansioso, entrou em casa apressado encontrando Lorenza começando a fazer as tarefas das escola, a cumprimentou e logo perguntou:
- Cadê sua mãe?
- Tá lá em cima fechando as janelas Pá. - respondeu Lorenza voltando a se concentrar na lição.
Rugge subiu feito um raio direito ao seu quarto, quando viu Karol disse indo abraca-la pelas costas:
- Amor... amor eu preciso de você por favor!
- O que houve eu tentei ligar pra você várias vezes e só dava caixa postal. - disse Karol se virando retribuindo o abraço.
- Essa foi uma das coisas que aconteceram hoje, amor eu... Eu só preciso do seu colo por favor. - pediu ele.
- Vem ... - disse ela vendo que ele estava com uma péssima aparência se soltando do abraço, o puxando pela mão e se sentando na cama.
Rugge se deitou a abraçando, Karol lhe fazia carinho entre a tempora e o centro da testa o acalmando enquanto ele lhe contava:
- Eu tive um dia ruim, aliás péssimo, eu acordei tarde, virei o pé na escada, mas tá tudo bem, derrubei café na camisa, peguei trânsito, cheguei atrasado, o Alva ficou bravo, o chip do meu celular se afogou na minha má sorte e morreu, bateram na traseira do meu carro... e isso não foi um terço de tudo que aconteceu hoje... tudo que eu queria era você, abraçar você ...
- Nossa Baloo foi ruim mesmo, estragou muito carro? - perguntou ela sem deixar de acarinha-lo.
- Não foi só um risquinho... - respira fundo - como é bom estar abraçado a você... sem dúvida é o melhor lugar do universo... - respondeu ele...
Ela não lhe disse nada, apenas continuou ali o amparando ela sabia que tudo que ele precisava era apenas que ela estivesse ali presente e nada mais.
Os cuidados dela foram interrompidos pelo celular dele recebendo notificações.
- Ah agora você tá funcionando né ! - exclamou ele pegando o celular.
- Nossa quantas notificações Baloo, alguma coisa da viagem? - perguntou Karol achando adverso.
- Não amor... Uau!! - exclamou ele lendo as mensagens.
- O que foi??
- Nasceu a Anto Ka!! Ela chegou!! - contou ele.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Boomerang - 2 temporada
FanfictionAlguns anos se passaram, Lorenza cresceu, Karol e Rugge seguindo suas carreiras enquanto cuidam da educação e da filha. Muitas surpresas o destino vai trazer e embora eles vão por seus compromissos sempre voltam um para o outro!
