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Jantar Romantico

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Um tempo depois Carlos deixou Rugge em casa, que agradeceu, se despediu e correu pra dentro, deixando sua mala e mochila na lavanderia, seu caderno de anotações sobre a península na cozinha e dali foi até a edícula. No depósito da edícula pegou uma mesa dobrável de madeira, levou para a casa a montando na sala de estar em frente à lareira, afastou um pouco os sofás e mesinha de centro, deu uma olhada no relógio verificando que o tempo estava passando rápido, precisava ir logo ao mercado. Ele saiu, comprou os ingredientes que precisava, passou na floricultura pegou as rosas que havia encomendado no caminho do aeroporto a Navarro, passou em uma boutique de roupas femininas pra pegar um pacote e por último foi buscar as velas na loja de candeeiros.
Retornando em casa, colocou água para ferver, colocou os itens congelados para degelar, foi até a sala arrumando as velas pelo chão e as maiores deixou sobre a mesa que havia montado, subiu com o pacote o deixando sobre a cama em seu quarto, separou a própria roupa, depois desceu voltando a cozinha para adiantar a preparaçao do jantar.
Perto das 17:30, com algumas coisas no forno, outras na geladeira meia prontas, arrumou a mesa com: souplats, taças, copos, talheres, guardanapos de tecido e as flores. Espalhou algumas pétalas de rosas pelo chão, deixou o pacote que continha mais pétalas no sofá e saiu correndo buscar Lorenza na escola.
Ele chegou no tempo justo, o sinal já havia soado, as crianças estavam começando a sair para encontrar seus pais no saguão de entrada. Segundos depois Rugge avistou Lorenza que quando o viu foi correndo até ele que se abaixou para receber o abraço da filha.
- Papai!!! Que saudade!! - disse Lorenza o segurando firme.
- Também senti sua falta baguncerinha! - declarou Rugge.
- Senti saudade até do seu cheiro! - seguiu Lorenza.
Rugge a encheu de beijinhos a fazendo rir depois disse:
- Vamos logo princesa que você tem que tomar banho, escolher um pijama e tudo mais pra festa da sua amiguinha hoje.
- Sim pá!! - concordou Lorenza animada.
No carro voltando pra casa, Lorenza não pode deixar de perguntar:
- Pá cadê a mamãe? Porque ela não tá com você?
- Eu vim do aeroporto direito pra casa filha, papai está arrumando uma surpresa pra ela em casa para mais tarde. - respondeu Rugge.
- Iiiuunh! - reagiu Lorenza com certo nojinho.
- Ué? - questionou Rugge sem entender a reação da filha.
- Vai ter beijo... bleh - exteriorizou Lorenza.
- Ah é... É...Não pera... Ah é, é vai ter ... - disse Rugge rindo.
- Que bom que eu vou estar na festa... - concluiu Lorenza revirando os olhos.
Em casa, Rugge separou a lancheira de Lorenza para higienizar e antes que a filha subisse perguntou:
- Tem tarefa mocinha?
- Não pá, sem tarefas, pode conferir na agenda. - respondeu Lorenza abrindo a mochila pegando o caderno de avisos.
- Deixa eu ver... - pegou a agenda a conferindo - sem tarefas, somente segunda precisa levar alguns materiais pra aula de ciências. Bom tudo certo, pode ir indo pro banho filha. - disse Rugge.
- Será que a mamá ja está chegando? - perguntou Lorenza.
- Provavelmente, assim que ela chegar eu peço pra ela subir te ajudar a escolher o pijama. - a tranquilizou Rugge.
Foi Lorenza subir as escadas para o portão anunciar a chegada de Karol com seu som de metal rodando. Ela estacionou o carro na garagem desceu rapidamente com sua bolsa, abriu o porta pra cozinha e deu de cara com Rugge, o abraçando de imediato.
- Baloo! Senti tanto sua falta. - Contou ela.
- Eu também amor, senti muito muito!
- falou ele.
- Que cheiro é esse? - disse ela o soltando e aguçando o olfato.
- É algo para mais tarde mais é supresa. - disse ele encostando o indicador no nariz dela.
- Hunf o que você está aprontando senhor Pasquarelli? - questionou ela.
- Você vai saber mas mais tarde. - respondeu ele.
- Humm sei... e Lolo? - retornou ela.
- Tomando banho. - respondeu ele.
- Bom melhor eu subir pra ajuda-la. - informou Karol.
- Você vai subir amor mas não pela sala.. Vai pelo corredor. - alertou ele.
- O que que tem na sala? - estranhou ela.
Rugge não falou nada apenas levantou um das sobrancelhas.
- Ah deixa eu ver por conta da sua surpresa... tudo bem eu vou pelo corredor senhor organizador de eventos. - entendeu a mensagem Karol.
Enquanto ela subiu para ajudar a filha, ele ficou conferindo a consistência da sobremesa, a decorou e voltou a armazena-la na geladeira.
Com Lorenza pronta e a mochila feita, ela e sua mãe desceram indo a cozinha.
- Má porque não vamos pela sala? ' perguntou Lorenza.
- Porque seu pai está aprontando alguma coisa pra mim na sala e não quer que eu passe por lá. - explicou Karol.
- Ah é verdade...inhac - disse Lorenza levemente enojada.
- Porque essa reação? - questionou Karol.
- Vocês vão estar sozinhos aqui, papai disse que vai ter beijos... iuuu. - Contou Lorenza.
- Hahaha okay... vamos logo antes que você chegue atrasada na sua primeira festa do pijama! - contornou Karol ainda que curiosa.
Elas chegaram na cozinha, Rugge ao percebe-las fechou a porta do forno rapidamente as olhou e perguntou:
- Prontas, podemos ir?
- Sim Pá! - respondeu Lorenza com certa ansiedade.
- Pegou roupa pra trocar, pantufas, escova, pasta de dentes e o senhor Coelho? - retornou ele.
- Sim papai pegamos tudo. Agora posso saber porque você está de camisa e calça social? - indagou Karol
- Você vai saber mais tarde, agora vamos antes que nossa filha chegue atrasada. - escapou Rugge.
- Se eu ouvir mais um " Você vai saber mais tarde" eu acho que vou ter um treco! - exclamou Karol entrando no carro.
Chegaram na casa de Marie em 10 minutos, algumas meninas já haviam chego, mas Lorenza estava dentro do horário, ao ver as amigas foi correndo até elas cumprimenta-las enquanto Rugge e Karol conheciam e conversavam com Karla a mãe de Marie, uma arquiteta de renome da região.
- Karol e Ruggero Pasquarelli enfim nos conhecemos, sou Karla a mãe da Marie, um prazer conhecê-los - falou a mulher lhes cumprimentando gestualmente.
- É um prazer para nós também, Lorenza sempre fala muito da Marie. - disse Rugge.
- Espera um segundo, Karla Fabbri a Arquiteta? - questionou Karol esperançosa.
- Exatamente, soube que está abrindo uma unidade da sua escola de talentos em Milão, parabéns! - parabenizou Karla.
- Na verdade estou em fase de construção e precisando de uma arquiteta. - jogou um verde Karol.
Rugge percebeu que a conversa ali demoraria um pouco mais do que se esperava, portanto foi falar com a filha para lhe dar os avisos.
- Filha - se abaixou a puxando perto de si - se comporta, respeita a mãe da Marie, se for comer, come devagar, não esqueça de fazer sua oração antes de dormir e qualquer coisa, qualquer coisa mesmo pede pra ligar pro papai que eu venho te buscar, caso você não se sinta bem, okay?
- Sim pá, mas vai ficar tudo bem e ... aproveite o tempo com a mamãe! - lhe respondeu Lorenza.
Rugge a abraçou, lhe deu um beijinho na testa e disse:
- Se comporte bagunceirinha!
- Te amo pá! - disse o abraçando mais uma vez Lorenza.
- Eu mais princesa, durma bem! - desejou Rugge.
Karol e Karla estavam no maior papo, já haviam trocado cartões, tudo indicava que viria uma parceria por aí, mas o tempo estava passando e Rugge não queria perde-lo, então se interpôs a conversa delas:
- Desculpe atrapalhar a conversa de vocês, mas - olha para Karol - temos que ir Ka.
Karol sabia que ele estava fazendo algo muito especial e devido ao olhar implorativo dele, ela disse a Karla:
- Fazemos assim eu te ligo pra gente marcar uma reunião para acertamos melhor os detalhes, mas agradeço desde já pelo seu interesse no projeto.
- Sem problema, aguardo sua ligação. E não se preocupem elas vão ficar bem, qualquer coisa eu ligo pra vocês, agora já tenho o telefone. - disse Karla.
Antes de irem, Karol se despediu da filha com um abraço forte e avisos como os de Rugge. Se despediram de Karla novamente e foram pro carro, enquanto colocavam o cinto de segurança conversavam:
- Parece que você encontrou uma arquiteta enfim. - disse Rugge.
- Era o próximo passo para a obra sair do pé do pessegueiro, mais uma vez me provando que tudo tem seu tempo. - falou Karol meio distraída olhando pra casa de Karla.
- Que foi amor? - perguntou Rugge a achando aérea.
- Será que ela vai ficar bem? - perguntou Karol virando pra ele.
- Ah é com isso que está preocupada, ela vai tirar de letra Ka relaxa, não é como a primeira vez que ela foi a Escola que era tudo novo, são as amiguinhas que ela já conhece há tempo, vai ficar tudo bem. - a tranquilizou Rugge dando partida com o carro.
Karol fez bico.
- Não vai chorar né? - perguntou Rugge.
- Não... Mas ela está crescendo rápido... - respondeu pensando alto Karol.
- Ah isso não dá pra negar, mas ela está se tornando uma pessoa boa e incrível, acho que estamos no caminho certo. - concluiu Rugge.
De volta em casa, ambos entram pela porta da cozinha, ele vira pra ela a segurando pelas mãos e lhe diz:
- Seguinte, nosso turno agora, você vai subir, deixei uns sais de banho na banheira pra você, vai lá aproveita, relaxa, depois tem um pacote em cima da cama com uma roupa especial, se troque se arrume e me encontre no pé da escada as 21:00, certo?
- Okay? - retornou ela devagar meio curiosa com o que ele estava aprontando.
- É as 21:00 Ka, não as 21:10, 30 tá... e não, ainda não pode ir pela sala. - alertou ele.
- Tá bom. - concordou ela soltando das mãos dele indo em direção ao corredor.
- Espera - correu atrás dela Rugge
- Que foi? - perguntou ela.
Mas ele não respondeu, apenas lhe deu um beijo e somente após ele lhe disse:
- Agora pode ir... as 21:00 te encontro.
Karol subiu, tentando conter a curiosidade, no quarto viu o pacote sobre a cama, se sentou ao lado dele, o abrindo com cuidado, dentro havia uma vestido vermelho, tomara que caia muito bonito, " a cara dele me fazer usar vestido vermelho ", pensou ela, deixando o vestido sobre a cama indo rumo ao banheiro. Ela encheu a banheira e aproveitou para relaxar como ele havia sugerido, o cheiro dos sais de banho lembravam baunilha, cereja e alecrim, era um aroma meio doce mas com um toque mais vegetal.
No andar de baixo, Rugge tinha terminado de se arrumar, o jantar estava pronto para apenas se aquecido no momento certo, com tudo em seu lugar só faltavam acender as velas e colocar a música ambiente.
Renovada após o banho aromático e relaxante, Karol vestiu sua roupa íntima, arrumou o cabelo meio preso com uma presilha, fez uma maquiagem suave mas com os olhos bem destacados com um esfumado em tom de café, passou perfumes como de costume, foi até o closet escolher um sapato que fosse cômodo e que combinasse com o vestido, ao encontrar o ideal, foi até o quarto, se vestiu e foi em frente ao espelho ver como estava, caiu como uma luva, ao roda-lo para ver o caimento descobriu uma senhora fenda na perna direita, quase chegava ao final da coxa, ela se olhou levantando a sobrancelha pra si mesma se autoanalisando, gostava da visão ainda que se achasse um pouco atrevida com o vestido, mas seguiu caminho, colocou os sapatos tom de pele, um colar e um pulseira, passou mais um pouco de perfume, olhou a hora e desceu.
Na metade da escada já era possível escutar música instrumental tocando, quando olhou pra baixo o viu um pouco agitado mas elegante de black tie, quase no fim da escada seus olhos se encontraram aos dele que a recebeu na beira da escada:
- Perfeita!  - engoliu saliva - Gostou do vestido? - exclamou e perguntou ele lhe dando um beijinho no peito de uma das mãos dela.
- Gostei, achei um pouco atrevido, mas bonito. - respondeu ela o analisando de cima em baixo.
- Vem... - puxou ela - se lembra dessa música? - retornou Rugge a conduzindo em direção a sala de estar.
- Me lembro... - nota a mesa, as velas todo o conjunto - Meus Deus Baloo ... - disse Karol com certo espanto.
Havia um caminho de pétalas de rosas que levava até uma mesa de jantar para dois montada em frente à lareira, somente a luz dos abajures estava ligada para não ofuscar a luz das várias velas distribuídas pelo ambiente em diversos tamanhos, depois da mesa mais próximo lareira que estava cheia de velas também, muitas almofadas espalhadas pelo chão e uma travessa com frutas e algumas rosas inteiras, "Ele se empenhou mesmo!" pensava Karol.
- Surpresa amor! - exclamou ele a puxando pela cintura pra junto de si a conduzindo em dança.
Ela não poderia estar mais surpreendida, foi quando finalmente entendeu que canção era aquela.
- A música que tocou no nosso casamento? - perguntou ela sem ter plena certeza.
- Exatamente ela, Perfect, gravada daquele dia. - respondeu ele seguindo a dança.
- Que lembrança boa... Você sempre cheio de surpresas não é senhor. - disse ela se recordando.
- Eu ainda preciso me redimir pelo passado... - começou ele.
- Hunf... Baloo você já se redimiu muito, acredite. - interrompeu ela.
- Você acha que eu esqueci que te fiz chorar, se sentir insuficiente? - retornou ele.
- Mas você me fez e me faz muito feliz agora é só isso que importa. É um bom marido, bom pai... Eu diria que é outra pessoa completamente diferente daquele do passado, que aliás é bom deixarmos lá mesmo. - respondeu Karol.
- Só tem uma coisa que segue daquele tempo até hoje... - disse ele.
- O que? - indagou ela.
- O que eu sinto por você, ainda que de lá pra cá esse sentimento tenha se multiplicado por 1000, já te disse várias vezes que tenho a impressão de que vou explodir de tanto que te amo. - respondeu ele docemente.
Ela o sorriu lhe fazendo carinho no rosto sendo embalada por ele, lhe perguntou:
- De onde você tirou a ideia de fazer tudo isso?
- Humm - olha pra cima pensando - não  sei, só me deu vontade de fazer algo especial, não que precise de um motivo... na realidade tem um motivo... - começou a responder ele.
- Qual? Eu esqueci uma data importante? Eu ando meio atolada de trabalho... - se interpôs  ela tentando se explicar.
- Não Ka, só existe um motivo pra tudo isso e  ... é você! - declarou ele.
Ela o olhou ternamente, sem se conter se pôs nas pontas do pés e o beijou sendo retribuida. Ao se soltarem do beijo sorriram um pro outro e ele a perguntou:
- Está com fome?
- Um pouco... - respondeu ela com brilho no olhar sem tirar os olhos dos dele.
- Bom então acho melhor servir o jantar. - a conduz em direção a mesa - Por favor senhora se acomode. - disse ele puxando a cadeira pra ela.
Karol se sentou com ele a deixando bem próximo a mesa, lhe deu um beijinho no ombro e foi até a cozinha. Ela ficou se atentando a cada minúcia  do que ele havia organizado. Em poucos minutos ele retornou servindo pequenos petitfours, serviu o vinho com delicadeza e se sentou para acompanha-la.
- É.. rumm ... o que é isso Ba.. Senhor? - perguntou ela rindo mas lisonjeada por todo contexto.
- Petitfours de amêndoas e queijo guenevere.  - a percebe com expressão de que não entendeu - É como um canapé de amêndoas com queijo, prova eu sei que vai gostar. - respondeu ele rindo também.
Após saborearem os quitutes e um gole do vinho que estava linearmente doce, Rugge pediu licença, se levantou e foi em direção a cozinha, deixando Karol intrigada, mas ele retornou em seguida lhe servindo uma prato com uma salada bem montada lhe informando:
- Uma salada caprese com molho de especiarias e parmesão  de entrada senhora.
- Eu achei que os canapés é que eram a entrada... - disse ela.
- Não amor, aqueles eram tira-gostos, a salada é a entrada, espero que goste. - explicou ele gentilmente.
Como os petitfours, a salada estava muito saborosa e refrescante, Karol estava quase terminando, quando Rugge levantou outra vez indo e logo voltando da cozinha com pratos nas mãos os pousando sobre a mesa no lugar dos das saladas, informando:
- Primeiro prato senhora, um Fetutini a 5 queijos.
- Primeiro prato? Você preparou um jantar a francesa?? - questionou Karol.
- Sim Amor, só com o melhor pra você! - respondeu ele.
- Agora entendi o porque veio direito pra casa. - entendeu Karol saboreando o fetutini.
Mais duas vezes Rugge se levantou, buscando o segundo prato que era um salmão grelhado com legumes na manteiga e depois o prato principal, escalopes de mignon ao molho madeira com batatas assadas e risoto de palmito. Os dois conversavam muitas coisas enquanto saboreavam a boa comida que ele havia preparado, assim que Karol terminou de comer o prato principal, Rugge recolheu todos os pratos a dizendo:
- Última vez que vou a cozinha, mas é pra fechar com chave de ouro nosso jantar, então já volto.
- Tem mais? - questionou ela atônita.
- Tem... - respondeu ele de longe indo pra cozinha.
Antes que ela tivesse tempo de pensar no que mais ele podia ter preparado, Rugge voltou a sala com duas taças nas mãos, pousou uma do seu lado e outra em frente à Karol lhe contando o que era:
- Um merengue de chocolate branco com morangos e chantilly, para sobremesa.
Ele se sentou, ambos deram uma colherada no doce, Karol se encostou na cadeira exclamando:
- Meu Deus que doce é esse, que textura incrível e o sabor ... nossa!
- Caprichei não foi? - perguntou ele todo orgulhoso.
- Foi tudo muito gostoso, mas essa sobremesa... Já fomos em muitos lugares, mas nunca comi algo parecido, está perfeito Baloo! - disse Karol não superando o aerado do merengue, doce e levemente azedo devido aos morangos.
Terminada a sobremesa, Rugge arrastou a mesa mais para trás, levou as cadeiras mais ao longe, aumentou um pouquinho a música ambiente, puxou Karol pela mão a indicando para se sentarem no chão junto as almofadas. Eles se acomodaram, se olharam por um tempo e ela não conseguiu segurar e o perguntou diretamente:
- Porque fez tudo isso?
- Porque te amo, e porque nunca estivemos efetivamente sozinhos em casa como hoje... fazia um tempo que eu esperava uma oportunidade pra promover algo assim. - respondeu ele.
Ela apenas se aproximou dele o sorrindo, ele continuou:
- Quando comprei a casa e houve a reforma, o design, era minha ideia estreiarmos assim, mas eis que tínhamos uma mocinha um tanto bagunceirinha a caminho. Além disso na primeira vez que te trouxe tinha um horário pra te levar de volta, não pude me organizar como queria.
Ela lhe deu um selinho e lhe disse rindo:
- Ainda que tenha sido com certo atraso, acho que foi uma boa estreia da casa.
- 7 anos de atraso, mas valeu a pena. - complementou ele a beijando.

[PROIBIDO PARA MENORES]

Seguiram trocando beijos lentos, profundos e exploratórios, como se quisessem se conectar além do físico. Em pouco tempo ela descobriu qual era a finalidade da fenda do vestido, pois ele só parava de beija-la para que ela pudesse suspirar devido a seu toque mais íntimo e prazeroso através do corte do vestido.
A beijos delicados ele desceu pelo pescoço dela até o ombro, sem deixar de a acariciar intimamente, com a outra mão foi abrindo o fino ziper do vestido lentamente, o tirando por completo posteriormente, bem como as lingeries. Ela já tinha seu corpo todo revelado e o ajudou a fazer o mesmo lhe devolvendo carinhos e toques que arrepiavam a pele dele lhe davam mais vontade de tê-la. Sem o impedimento das roupas, ele a pôs por baixo de si, beijando e tocando tudo que se podia alcançar, quase a enlouqueceu, a fazendo perder o controle do quadril enquanto brincava com a intimidade dela.
Em um abraço, encontrando a boca dela novamente e devido ao implorar dos movimentos que o corpo dela reagia ao dele, ele foi se encaixando devagar sentindo cada centímetro do interior dela até o fim, com o preenchimento ela não conseguiu conter o gemido, o que o fez investir devagar e totalmente enquanto a beijava de mesma forma e ela o apertava nas costas com vontade.
Em um movimento pouco rápido, ele se sentou a trazendo junto sem se desencaixar, dali passou a se mexer curto, fundo e lento a acariciando as costas roçando seu peito ao dela. Ela o segurava firme com os braços envoltos na altura dos ombros dele, lhe retribuindo os beijos sedentos mas não menos delicados. O corpo dela já não respeitava seu comando apenas se movimentava ao ritmo do dele que não cessava, por um instante foi como se estivessem não só conectados via corpo, mas também com a alma, era tão forte que parecia que a fisiologia seguia seu rumo independente. Ao passo do movimento continuo quase involuntário, ela começou a estremecer e ele a conter os gemidos devidos as contrações musculares internas dela que o puxavam para dentro com certa tração o que os levou ao cume ao mesmo tempo, grudando-se um ao outro, interrompendo a troca de beijos para dar lugar a respiração ofegante e ao prazer absoluto.
Passado instantes após a troca de fluidos físicos e astrais eles se deitaram no chão ainda abraçados recobrando aos poucos o domínio sobre a respiração.
Mais tarde depois de um breve relaxo, tocou a Karol começar o amor fisico outra vez o incentivando subindo sobre ele, transformando o momento de amor e prazer também em diversão.
Dali seguiram noite a dentro aproveitando cada segundo da verdadeira estreia da própria casa.

[FIM DA PARTE PROIBIDA]

Na manhã seguinte, Rugge sente algo sobre si, cerra os olhos e passa a sentir seu próprio corpo, quando percebe que o que há sobre ele é Karol a faz carinho nos cabelos, ao sentir o toque dele ela o abraça e ergue a cabeça para olha-lo, que depois de focar melhor a visão dar uma olhada ao redor para se situar de onde estava, encontrou os olhos dela e logo a disse:
- Parece que dormimos na sala...
- Dormimos? - questionou ela com a voz rouca.
Ele soltou um riso abafado.
- Iuuu teve beijos - imitou Lorenza Karol.
- Acho que foi um pouco mais que beijos, mas fico feliz que ela não tenha idade pra saber do resto... falando nela, que horas temos que buscar a baguncerinha? - perguntou ele seguido de um bocejo.
- As 11:00... que horas são? - retornou ela.
- 9:30 - respondeu ele olhando o relógio da estante de soslaio.
- É cedo ainda ... - disse Karol seguido de alguns selinhos.
- Você não  - selinho - quer - selinho - começar tudo de novo não é? - selinho - Porque eu acho - selinho - que não tenho - selinho - energia pra isso ... - exteriorizou Rugge.
- Não  sei... - selinho, ele a olha com certo espanto - ... mentira não aguento...  - disse Karol com mais alguns selinhos.

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