Beep. Beep. Beep.
Era o único som que preenchia o quarto do hospital, onde um certo sardento jazia conectado a vários aparelhos. Seu estado era deplorável: braços, pernas e peito envoltos em bandagens. Ao seu lado, uma joaninha o observava com tristeza. Mas ela não estava sozinha. No quarto, também estavam um loiro de olhos verdes, um senhor de camisa havaiana, um homem robusto de bigode e costeletas e uma mulher vestindo roupas chinesas.
Já havia se passado um dia desde que ele fora internado, e, até o momento, ninguém tinha informações concretas sobre seu estado. Os médicos se recusavam a dar detalhes antes que sua condição se estabilizasse.
Marinette: Me dói vê-lo assim... — murmurou, sem desviar o olhar.
Ninguém respondeu. Nem sabiam o que dizer. Queriam soltar frases como: "Ele vai ficar bem" ou "Logo estará sorrindo como sempre", mas a realidade era outra. O silêncio pesava no ambiente quando a porta se abriu. Um homem de cabelos pretos, óculos e jaleco branco entrou no quarto, segurando uma prancheta.
Médico: Família de Izuku Midoriya? — perguntou, analisando os papéis à sua frente.
Médico: Sou tio dele — respondeu, aproximando-se. — Como ele está?
O médico observou os presentes, suspirou e retirou os óculos antes de continuar.
Médico: Para ser sincero... o garoto está em estado crítico. Para falar a verdade, é um milagre ele ainda estar vivo.
A notícia caiu como uma bomba, deixando todos paralisados.
Médico: Suas pernas estavam quebradas, não era algo irreversível, mas também não simples. No entanto, seus músculos foram dilacerados e seus ossos fraturaram em diversos pontos. O pior, no entanto, são seus braços... Eles estavam completamente destruídos, como se tivessem explodido. Somando isso à exaustão física, à privação de sono e ao desgaste mental... Sinceramente, não sei dizer quanto tempo levará para sua recuperação.
A atmosfera ficou densa. A joaninha baixou a cabeça, sentindo as lágrimas escorrerem silenciosamente por seu rosto.
Fu: Entendo... — engoliu em seco. — Há mais alguma coisa, doutor?
O médico hesitou.
Médico: Infelizmente, sim... e temo que seja uma má notícia.
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Algum tempo depois...
Marinette: Eu quero ir embora! — exclamou, batendo a cabeça na mesa, arrancando risadas de seus amigos.
Marinette: Isso não tem graça! — protestou. — Quero fugir desse inferno! Eu simplesmente não entendo frações!
Alya: Aguenta firme, amiga — disse, suspirando. — Ainda faltam duas horas para acabar a aula.
Nino: E por que essa pressa toda? — questionou, arqueando uma sobrancelha.
Marinette: Tem alguém que eu quero ver... — respondeu.
Adrien a observou por um momento.
Adrien: Como ele está?
Ela balançou a cabeça.
Marinette: Ainda... dormindo.
O dia seguiu seu curso: aulas tediosas, um ataque akumatizado resolvido com sucesso e, curiosamente, cada vez menos ataques de akuma — embora, quando ocorressem, fossem bem mais difíceis.
Ao sair da escola, Marinette se despediu dos amigos e correu para casa. Ao chegar, cumprimentou seus pais, jantou e preparou uma mochila com algumas coisas — doces, seu caderno e outras miudezas.
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Miraculous Deku
Fiksi PenggemarIzuku Midoriya, herdeiro do poder "One for All", estava em uma intensa batalha ao lado de seu mentor, All Might, contra o temível vilão "All for One". Apesar das dificuldades, a dupla conseguiu sair vitoriosa após uma luta extenuante. Porém, ao ver...
