Capitulo 46

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Marinette: MESTRE FU, EU PRECISO DE AJUDA! — gritou ao entrar na loja, encontrando Fu sentado tranquilamente de joelhos, os olhos fechados.

Fu: É bom ver você, Ladybug. O que aconteceu? — perguntou, fazendo um gesto para que ela se sentasse. — Conte-me tudo enquanto eu curo suas feridas. — Ele pegou um kit de primeiros socorros.

Marinette: Tudo está um desastre, mestre... — E então, a joaninha contou tudo: o que aconteceu com Deku, a situação com Chat Noir, e todas as suas preocupações. — Eu fui uma tola... Mereci cada golpe que ele me deu. Eu não quero mais vê-lo assim. Quero o Izuku tímido e gentil que eu conhecia... Não esse sádico e psicopata. — Disse, entre lágrimas. — Se eu não tivesse me deixado levar pelo Chat Noir...

Tikki: Eu não devia ter te deixado sozinha naquela noite... — murmurou, decepcionada consigo mesma.

Fu: Este não é o momento para arrependimentos. Chorar não vai mudar nada. — Disse, sério, enquanto caminhava até sua vitrola. — Precisamos deter Izuku... Caso contrário, será o fim de Paris e, talvez, do mundo.

Tikki: O senhor não acha que está exagerando um pouco, mestre? — perguntou, preocupada.

Fu: Não. Todos conhecemos o poder de Izuku. Se ele não for detido, poderá fazer o que quiser, quando quiser e onde quiser... — Ele se virou para Ladybug. — Você e Chat Noir não conseguiram detê-lo sozinhos. Vão precisar de aliados. Estou confiando a você esses Miraculous... Sei que escolherá os portadores ideais. — Disse, entregando-lhe um colar de raposa, um presilha de abelha e uma pulseira de tartaruga.

Marinette: Mestre... Eu não sei se sou capaz... Mas farei o meu melhor, eu prometo. — Disse, determinada, ao pegar os Miraculous. — Certo, Tikki, vamos... Já sei para quem vou entregá-los! — Com isso, correu até a porta, mas foi parada por Fu.

Fu: Marinette... Todos cometemos erros. Todos temos defeitos e, às vezes, somos tolos. Isso é o que nos torna humanos. — Disse com calma. — Os erros podem ser grandes ou pequenos, mas sempre podemos tentar consertá-los.

Marinette assentiu antes de sair correndo da loja, dirigindo-se a um beco para se transformar.

Ladybug: Espero que eles estejam bem... — murmurou antes de pegar seu yo-yo e discar um número. — Alô, Alya?

Mais tarde, na casa de Alya...

Ladybug: Alya Césaire, Nino Lahiffe... Chamei vocês porque são as únicas pessoas em quem posso confiar. — Disse séria. Os três estavam reunidos na casa de Alya, um local seguro, pois era perigoso andar pela cidade com Deku à solta. — Preciso da ajuda de vocês...

Alya: O que precisamos fazer, Ladybug? Faremos qualquer coisa! — respondeu, empolgada.

Ladybug: Como devem saber, a cidade está em perigo por causa de...

Nino: Sim, já sabemos. Aquele maldito vilão está atacando tudo! — disse, irritado.

Ladybug: Não é culpa dele... — sussurrou, triste. Então, respirou fundo e foi direta ao ponto: — Eu e Chat Noir precisamos de reforços nessa batalha. Vocês aceitariam lutar ao nosso lado? — Disse, mostrando as pequenas caixas diante deles.

Alya: Espera... Você está dizendo que nós... vamos ser heróis!? — Perguntou, entusiasmada.

Ladybug: Alya... Isso não é um jogo. Se estou pedindo isso, é porque não tenho mais opções. Não vou mentir para vocês, essa missão é suicida... Chat Noir e eu não fomos páreo para o Deku. Mas talvez, só talvez, tenhamos uma chance de vencê-lo se lutarmos juntos.

Os dois adolescentes se entreolharam antes de voltarem o olhar para a heroína. Determinados, cada um pegou uma caixinha.

Alya: Eu vou ajudar. Não quero ficar de braços cruzados. Se posso fazer algo, então não vou hesitar.

Miraculous DekuOnde histórias criam vida. Descubra agora