Capitulo 51

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Marinette: Onde estou? — perguntou a si mesma, olhando em volta. Carros, prédios, casas... Era a cidade. — Estou na rua? Como vim parar aqui? — Nada fazia sentido.

???: Olá, Mari... — uma voz familiar ecoou, fazendo-a recuar, tomada pelo medo. — Achou mesmo que se livraria de mim tão facilmente? Que ingenuidade... Deixe-me te dizer uma coisa: não importa o que você faça, nem para onde vá... Eu sempre vou te encontrar. E bem... você sabe o que acontece depois.

Marinette: M-MAS VOCÊ NÃO DEVERIA ESTAR AQUI! — gritou em pânico. A figura à sua frente apenas sorriu e começou a se aproximar. — SE AFASTE DE MIM, DEKU! — Ela gritou novamente. Ele não respondeu, apenas ajeitou a gravata com calma.

Deku: Por que tanto medo, Mari? Seria pelo que eu fiz com seus amigos...? Ou... pelo que fiz com esta cidade? — Marinette olhou ao redor e então viu: tudo estava em ruínas. Corpos espalhados pelas ruas, prédios destruídos... Um verdadeiro cenário apocalíptico, que ficaria gravado em sua memória para sempre. — Mas no fim das contas... você sabe tão bem quanto eu que isso tudo começou por sua causa.

Marinette: N-não... por favor... fique longe de mim... — implorou, em prantos. Deku apenas a encarou, depois afastou alguns fios de cabelo do rosto dela e, com um gesto inesperadamente carinhoso, beijou sua testa.

Deku: Prepare-se... porque eu vou te encontrar. — disse, antes de cravar um soco que atravessou o estômago da jovem. — Adeus... querida.

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Marinette acordou assustada, sentando-se de súbito na cama. Ofegante, tentava controlar a respiração. Estava suando, o coração disparado, como se fosse saltar do peito. Confusa e com medo, olhou ao redor. Estava em seu quarto. Um suspiro de alívio escapou — era só um pesadelo.

???: Marinette, você está bem? — perguntou uma voz suave. Ela olhou e viu Izuku parado à porta, com um buquê de flores nas mãos. Ele se aproximou e colocou as flores sobre a mesa antes de se sentar ao seu lado, junto às kwamis. — Você parece assustada... O que aconteceu?

Sem conseguir conter as emoções, Marinette começou a chorar, jogando-se nos braços de Izuku.

Marinette: Por favor... não deixe ele voltar... Eu não quero vê-lo... — chorou desesperada, deixando Izuku e os kwamis visivelmente preocupados. — Não quero que ele me machuque... nem aos nossos amigos... Eu não quero que ele machuque ninguém...

Izuku: Ei... Quem é "ele"? Do que você tem tanto medo? — perguntou, alarmado. Ele podia sentir a intensidade do medo dela. Sem saber como ajudá-la, simplesmente a abraçou com firmeza, acariciando suas costas e cabelos com ternura. — Eu não sei o que aconteceu, mas... você não precisa ter medo. Enquanto eu estiver aqui, não deixarei nada nem ninguém te machucar. — disse suavemente, enxugando suas lágrimas. — Você fica ainda mais linda quando sorri... Vamos, me mostra aquele sorrisinho que eu tanto amo.

Marinette respirou fundo, tentando se acalmar. Por fim, afastou-se um pouco e esboçou um sorriso tímido.

Izuku: Aí está... Isso é o que eu gosto de ver.

Marinette: Obrigada... — murmurou, abaixando a cabeça. — Izuku... você já se imaginou sendo um vilão?

A pergunta o pegou de surpresa, mas não demorou para responder.

Izuku: Bem... sim. Na verdade, já. Quando eu era criança, fui muito maltratado, provocado... e por um tempo, pensei em me tornar um vilão. — disse com um sorriso sereno. — Sabe por quê mudei de ideia?

Ela negou com a cabeça, curiosa.

Izuku: Porque eu percebi que não podia deixar que eles decidissem o meu destino. Eu não podia permitir que as palavras e os atos deles definissem quem eu sou. Eu sou o único que pode decidir o meu caminho. E eu decidi ser um herói. Para mostrar a todos que eles estavam errados.

Miraculous DekuOnde histórias criam vida. Descubra agora