Capitulo 56

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Izuku: SE VOCÊ DESEJA, VOCÊ PODE VOAR! — gritou, caindo do céu, já que o portal havia se aberto em um ponto absurdamente alto. — Nada como cair do céu logo na chegada... Ok, se eu não fizer algo agora, vou virar panqueca! — exclamou, desesperado, olhando com pavor para o chão que se aproximava rapidamente.

Quicky: Ei, Izuku...

Izuku: Sim, eu sei, hehe. QUICKY, TRANSFORMAR! — gritou, enquanto um brilho verde envolvia seu corpo. Ele lançou uma das orelhas em direção a um prédio, usando o impulso para desviar a queda e aterrissar sobre uma placa de publicidade. — Eu voltei... Eu realmente voltei — disse com um sorriso, observando a cidade abaixo. Ele saltou dali, caindo em um beco onde desfez a transformação antes de começar a caminhar entre a multidão.

Quicky: Para onde vamos primeiro, Izu? — perguntou a kwami, sentada em seu ombro. Ela não precisava se esconder, pois todos a viam como uma peculiaridade exótica.

Izuku: Vamos para a minha casa... — respondeu, começando a saltar pelos prédios. No entanto, parou ao se lembrar de que não estava mais em Paris, e o uso de poderes em público ali era proibido. Ele soltou um suspiro aborrecido. — Droga... — Então, decidiu seguir para a estação de trem.

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Mais tarde...

Quicky: Vai fazer isso ou não? — perguntou, já impaciente ao vê-lo parado diante da porta com a mão na maçaneta. — A porta não vai se abrir sozinha.

Izuku: ... Eu sei. Mas o que eu digo? "Oi, mãe. Eu tava numa outra dimensão lutando contra uma versão maligna de mim mesmo"? — ironizou, arrancando um suspiro cansado da kwami. Sem paciência, ela girou a maçaneta e abriu a porta.

Izuku: Ai, meu Deus...

Quicky: Você consegue! — disse, tentando animá-lo. Ele empurrou a porta devagar, evitando qualquer barulho. Uma onda de nostalgia o invadiu ao reconhecer cada detalhe da casa. Estava tudo exatamente como lembrava.

Ele caminhou silenciosamente pelos corredores até chegar à sala... e lá estava ela. A mulher que lhe deu a vida, deitada no sofá.

Izuku: Mãe... — sussurrou, agachando-se ao lado dela e acariciando seus cabelos com delicadeza. — Mãe... Eu voltei. Voltei... — murmurou, beijando sua testa. Sem acordá-la, afastou-se em direção ao próprio quarto. — Senti saudades... — disse, ao ver sua antiga coleção de All Might. Sem pensar duas vezes, pulou na cama ao lado de Quicky. Na mesinha ao lado, havia uma foto dele com toda a turma. Isso fez surgir um sorriso largo e verdadeiro.

Izuku: Bem... vou tomar um banho e preparar algo pra ela comer. São duas da tarde e a mamãe acabou de chegar do trabalho. Ela vai estar com fome quando acordar...

Quicky: Eu também tô com fome! Quero meu alface e minha cenoura!

Mais tarde...

Izuku já havia tomado banho e terminado de cozinhar. Agora, só faltava acordar sua mãe. Mas, antes que pudesse chamá-la, uma notícia na TV chamou sua atenção.

Repórter: O policial responsável pelo caso do criminoso Chisaki foi atacado. O ataque foi inesperado e brutal. Parte das provas foi perdida, e a polícia vem sendo duramente criticada pela população...

Izuku: Uau... — murmurou, desligando a TV e voltando o olhar para sua mãe. — Mamãe... Mamãe — chamou, sacudindo-a levemente. — Acorda, o jantar tá pronto.

Inko: Hum... – murmurou, começando a despertar. – Izuku? – perguntou, confusa, ainda sem abrir os olhos, acreditando que estava sonhando.

Izuku: Sim, mãe, sou eu. Acorda, a comida vai esfriar – disse com um sorriso suave.

Miraculous DekuOnde histórias criam vida. Descubra agora