Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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ANY GABRIELLY
— Melanie! Não...
— Any, por favorzinho... — ela praticamente implorava; as duas da manhã.
— Argh! Por que você não chama a Nour pra ir com você? Ela adora essas coisas... — resmunguei, encarando Mel pela chamada de vídeo.
— Elly! Quem é que gosta de ir no mercado? Me diz? Ninguém! Mas vai ser minha primeira vez fazendo compras! Agora eu moro sozinha, responsabilidades de gente grande!
Me lançou aquele olhar de cachorrinho abandonado. Um golpe baixo. Tentava escapar de todas as formas.
— Ainda assim, acho que podia chamar a Nour, ela tem bem mais energia...
— Ah, nisso eu concordo! Você é uma preguiçosa! Eu estou morando no bloco ao lado do seu agora, e você nem veio aqui me ver hoje! — reclamou.
— Só quis evitar a fadiga... estou morta de cansada... — falei na esperança dela entender, sutilmente ou não, que eu não estava nem um pouco a fim de ir ao mercado às nove da manhã.
— Você é a pior irmã do mundo. — dramatizou.
— Sou nada... você me ama. Mas juro, por que você não chama a Nour? Hun? Ela é até mais preparada que eu!
Ela faz aquela cara de tédio. Drama puro. Sempre foi assim. Eu sou só um ano mais velha, mas ela sempre conseguiu o que queria com esse jeitinho.
Mel morava comigo até semana passada. Ela juntou uma grana e comprou um apê só dela, mas mamãe não queria que ela morasse "sozinha de verdade" nem longe demais, então quando surgiu a oportunidade dela comprar um apartamento no bloco ao lado do meu,m, foi a solução perfeita, morarmos no mesmo condomínio. "Agora somos vizinhas" — como ela mesma comemorou. E eu estou feliz por ela — de verdade. Ter o próprio canto é libertador.
E, convenhamos, Santa Mônica tem um clima maravilhoso. Amo esse lugar! Ar puro, praia por perto, caminhada em Venice Beach, pôr do sol, vida noturna... E a vantagem: trabalho perto de casa.
— Ok, Gabrielly. Se eu morrer hoje, espero que fique bem arrependida de não cumprir meu último pedido... Passar bem.
Fingiu encerrar a vídeo chamada pondo a mão na frente da tela. Bufei, derrotada. Ela venceu. De novo.
— Ok, Mel. Eu vou com você!
— Ah! Estou animada! — gritava, mudando o humir da água pro vinho — Vai ser incrível! Minhas primeiras comprinhas.