Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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NOAH URREA
— Caralho! Por essa eu não esperava! — disse, arregalando meu olhos.
As meninas se afastaram da mesa, deixando nós três — eu, Alex e Jonah — conversando, cervejas na mão, o bar estava animado, mas minha atenção se dividia entre os caras e a busca por Any na multidão. Meus olhos sempre atentos nela.
Alex havia acabado de contar que Mel revelou ser dançarina na boate, assim como Any. Antes, abri o jogo sobre o que rolou comigo e Elly nos últimos dias. Agora sabiam que Any dançava, sabiam do nosso namoro. Eles ficaram felizes por mim, claro, mas não perderam a chance de zoar. Também não julgaram Any, assim como ninguém fez julgamentos sobre o "segredo" de Mel também. Era inevitável não olhar para elas com outros olhos quando depois disso, mas não de homens que as repudiavam e sim, em como elas ficavam sensuais ao dançarem e teríamos que lidar com ciúmes, ter cuidado redobrado. Elas são talentosas, mas são nossas garotas. Em nosso grupo, todos cuidam de todos. Jamais imaginei minha cunhada, Mel, no palco como Any. Por fim, meu primo parecia de boa com isso. Eu? Ainda estava me acostumando.
No caminho pra cá Any e eu ainda que em silêncio, parecíamos nos entender, era como se falássemos por telepatia. Nosso comportamento no meio deles era relaxado, então, deixaríamos apenas rolar.
Virei o pescoço, procurando minha morena. Lá estavam elas — Any, Mel e Nour —, conversando e rindo num canto perto da pista, após dançarem pra caramba. Quando saímos assim, nós, os caras, ficamos mais alertas do que o normal. Isso é um hábito padrão masculino. Sempre tem uns caras rondando, e eu odiaria ver qualquer um perto da minha Elly.
Minutos atrás, Any dançava de um jeito que deixou minhas calças apertadas. Tentei me segurar no caminho, mas ela me provocou de um jeito que não resisti. Desde antes de sairmos de casa. O que foi aquela chupada? E depois me vi vazio, sem a boca dela me preenchendo!? Porra! Qualquer homem ficaria puto. Mas pelo visto ela mesma não conseguiu "guardar as energias" para mais tarde e no carro, perdemos as estribeiras. Ela começou com a mão batendo pra mim, depois pôs a boca no meu volume me chupando, e só me vi enlouquecido parando numa rua deserta, onde fodemos loucamente; foi pura melhor adrenalina. Fazer essas coisas com a mulher que amo é outro nível.
Ri sozinho, lembrando da desculpa esfarrapada que ela deu para Nour sobre o "trânsito". A cara dela nem ardeu.
— Pois é... Fiquei em choque, mas depois encarei numa boa. Mel é talentosa pra caralho, eu sei disso. E contanto que nenhum cara tente algo com minha gata, está de boa. — disse Alex.
— Sua... ? — perguntei incrédulo. Alex nunca assumia a Mel de verdade, e chamar alguém de "minha" ou "meu" é coisa de quem está comprometido.
Ninguém é de ninguém, mas nós, homens, às vezes esquecemos disso.
— É, ué. De quem mais seria?
Alguém o avisa?
— Só seria sua se assumisse ela. Agora sabe que ela dança no Hel'as quer tomar posse? Marcar território? Por que não A assume logo, então?