Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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ANY GABRIELLY
— Any, colabora. Fica parada pra eu terminar sua make — Savannah insistiu, em pé, tentando me segurar enquanto passava um pouco mais de sombra no meu olho.
Eu estava um caos. Desesperada, confusa, magoada, com a cabeça girando tão rápido que parecia que ia explodir. Ver Noah sendo abraçado por Sina! Sina Deinert, dentre todas as pessoas, me fez odiá-lo! Três meses, em apenas três meses, ele estava lá, vivendo a vida boa, com aquele restaurante, a fachada escrita Elly's Gourmet brilhando como se nada tivesse acontecido.
A estranheza que me batia, era pensar, aquele imóvel era dele agora, aquele lugar? Ele abriu um restaurante ali, e seguiu em frente assim, tão rápido? Vê-lo mais cedo, de longe, junto dela, despedaçou algo em mim. Milhares de perguntas me apavoravam. Ele me superou? Não chorou por mim? Não me procurou? Aquele nome da fachada era pra quê? Só pra dizer que tive alguma importância pra ele? Se é que tive!? Porra! Era o meu apelido! Eu estava carregando no meu ventre um bebê dele!
Droga!
O Noah que eu conhecia não faria isso, mas a dúvida me corroía, como um veneno que me desesperava. E o resto deles? Mamãe, Mel, Alex, Lamar, Nour, Jonah, meu pai, Heyoon, que viram tudo acontecer, que provavelmente já descobriram tudo sobre o que aconteceu bem ali — como estavam lidando com meu sequestro? Será que todos seguiram a vida, como se eu fosse um capítulo concluído, enquanto eu apodrecia nessa prisão?
— Terminou? — estava impaciente.
— Aff, que difícil, hein? Pronto! Acabei. — Savannah deu um passo atrás, me olhando. — Vou retocar a minha make, e já podemos ir.
— Ok... — resmunguei, minha voz saiu baixa, o meu peito estava mais apertado que o normal.
A festa daquela noite era um baile de máscaras. Josh já tinha dado o sermão: que não íamos ficar muito, eu devia ficar grudada na Savannah e perto dele, sem "correr riscos". Não explicou de quem era a festa, nem que "riscos" eram esses, por que estávamos indo tão tarde pra esse evento.
Eu só queria ficar naaquele lugar, — pois era o que eu tinha naquela circustância — repousando, como o médico mandou. Não estava bem, não depois de tudo — o cativeiro, a gravidez, e agora a imagem do Noah com Sina, como um soco no estômago que não parava de doer. Não confiava no Josh. Ele era um monstro, e cada palavra dele pingava falsidade.
— Prontas? — Josh apareceu, o olhar frio. Assentimos, sem escolha. — Vamos.
No carro, encarei a noite escura, as estrelas lá fora brilhando como se o meu mundo não estivesse desmoronado. Sempre mantinha minha mão no ventre, conversava em pensamentos com meu bebê.
Savannah estava linda, mesmo sob a tensão. Eu, no vestido brilhante que Beauchamp escolheu, me sentia uma isca reluzente num jogo que não entendia. Esperava não ter supresas horríveis ao meu aguardo. Ele disse querer discrição, mas me vesti assim. Como pode? O odiava com cada fibra do meu corpo, um ódio que crescia a cada segundo.