Capítulo Quarenta e Cinco

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NOAH URREA

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NOAH URREA

Estava uma pilha de nervos nos quatro dias de competição, mas, ao cozinhar, entrava em transe, concentrado no meu mundo, dando o melhor. A presença de Any me dava forças pra enfrentar cada dia.

Na final, o vinho da minha família, Dulce Lola 1965, me pegou de surpresa. Não fazia ideia se a escolha fora aleatória ou se sabiam da minha ligação com a Wines & Beers, mas, porra, cozinhar com o vinho que vovô cultivou pra vovó, aquela safra especial, trouxe memórias deles dançando no sítio, felizes, me chamando pra me enfiar entre eles, o cheiro da plantação.

Consegui. Entreguei meu melhor, por mim, pelos meus avós, por Any. Pelos meus sonhos, que começavam a se realizar ali. Esse resultado era o primeiro passo.
Respirei fundo, olhando Any, que admirava a paisagem de Santa Mônica. Sorri com seus cachos voando. Estávamos indo para casa. Quando percebeu meu olhar, ficou corada. Era possível sim, ter tanta beleza em um única mulher. E essa beldade, era apenas minha, sou sortudo pra caralho.

— Que foi? — ela riu.

— Sabia que você é a mulher mais linda e maravilhosa do mundo?

Segurei sua mão.

— Seu bobo! Do nada isso?

— Eu te amo. — beijei sua mão, de jeito casto — Não tem outro termo pra definir, se eu pudesse dizer além do "te amo", ae houvesse outro termo mais significativamente, eu diria, amor.

Seus olhos castanhos escuros brilharam.

— Te amo, Noah Urrea. — fiquei bobo com sua declaração, como em todas as vezes que escutava aquilo — Nem acredito...

— O quê? — sorri a olhando rapidamente.

— Que vamos pra Veneza! — gargalhou.

Balancei a cabeça, sorrindo.

— É, vamos. Uma prévia da nossa lua de mel, um dia. — pisquei.

— Arh... — arfou sexy.

...

Chegamos ao condomínio, estacionei ligeiro, pegando as mãos de Any rápido, cumprimentando o senhor Elijah. No elevador, a chata da dona Carmen estava lá. Se não fosse ela, atacaria Any ali.

— Boa tarde, dona Carmen.

— Boa tarde. — respondeu, grossa, seca.

Mal-amada, só podia.

Dei beijinhos na orelha de Any, que soltou risadinhas. Dona Carmen nos olhou de soslaio. Saiu no seu andar, e ataquei a boca de Any com voracidade.

— No-Noah... — ofegou.

— Quero comemorar te fodendo em cada canto da nossa casa.

Continuei as investidas e quando ia descer sua calcinha, o elevador abriu.

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