Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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NOAH URREA
Estava uma pilha de nervos nos quatro dias de competição, mas, ao cozinhar, entrava em transe, concentrado no meu mundo, dando o melhor. A presença de Any me dava forças pra enfrentar cada dia.
Na final, o vinho da minha família, Dulce Lola 1965, me pegou de surpresa. Não fazia ideia se a escolha fora aleatória ou se sabiam da minha ligação com a Wines & Beers, mas, porra, cozinhar com o vinho que vovô cultivou pra vovó, aquela safra especial, trouxe memórias deles dançando no sítio, felizes, me chamando pra me enfiar entre eles, o cheiro da plantação.
Consegui. Entreguei meu melhor, por mim, pelos meus avós, por Any. Pelos meus sonhos, que começavam a se realizar ali. Esse resultado era o primeiro passo. Respirei fundo, olhando Any, que admirava a paisagem de Santa Mônica. Sorri com seus cachos voando. Estávamos indo para casa. Quando percebeu meu olhar, ficou corada. Era possível sim, ter tanta beleza em um única mulher. E essa beldade, era apenas minha, sou sortudo pra caralho.
— Que foi? — ela riu.
— Sabia que você é a mulher mais linda e maravilhosa do mundo?
Segurei sua mão.
— Seu bobo! Do nada isso?
— Eu te amo. — beijei sua mão, de jeito casto — Não tem outro termo pra definir, se eu pudesse dizer além do "te amo", ae houvesse outro termo mais significativamente, eu diria, amor.
Seus olhos castanhos escuros brilharam.
— Te amo, Noah Urrea. — fiquei bobo com sua declaração, como em todas as vezes que escutava aquilo — Nem acredito...
— O quê? — sorri a olhando rapidamente.
— Que vamos pra Veneza! — gargalhou.
Balancei a cabeça, sorrindo.
— É, vamos. Uma prévia da nossa lua de mel, um dia. — pisquei.
— Arh... — arfou sexy.
...
Chegamos ao condomínio, estacionei ligeiro, pegando as mãos de Any rápido, cumprimentando o senhor Elijah. No elevador, a chata da dona Carmen estava lá. Se não fosse ela, atacaria Any ali.
— Boa tarde, dona Carmen.
— Boa tarde. — respondeu, grossa, seca.
Mal-amada, só podia.
Dei beijinhos na orelha de Any, que soltou risadinhas. Dona Carmen nos olhou de soslaio. Saiu no seu andar, e ataquei a boca de Any com voracidade.
— No-Noah... — ofegou.
— Quero comemorar te fodendo em cada canto da nossa casa.
Continuei as investidas e quando ia descer sua calcinha, o elevador abriu.