Capítulo Vinte e Cinco

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ANY GABRIELLY

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ANY GABRIELLY

Aquela semana foi uma correria, com tantas reviravoltas. Descobri que Noah vinha de uma família rica. Não qualquer família, mas os Urrea, uma das mais abastadas da Califórnia. A Wines & Beers, empresa deles, era um ícone nacional, só atrás da Coca-Cola. Nunca havia associado o sobrenome dele a essa família e como fui tola! Quantos Urrea podem haver nos Estados Unidos da América?

E o talento de Noah? Não foi herdado de Wendy ou Marco Urrea, mas do avô, Tomas Urrea. Dois dias após a visita inesperada do pai dele, continuávamos organizando o quarto que ele usava, transformando-o em espaço para hóspedes. Noah encontrou uma caixa e me mostrou uma foto dele com o avô, Tomas Jacob Urrea. O "Jacob" no nome dele era uma homenagem. Achei fofo.

Noah contou que era muito apegado ao avô paterno, falecido quando ele tinha 12 anos. Seus avós maternos também eram carinhosos, segundo ele. Perder alguém tão importante deve ter sido duro, ainda mais com a relação complicada que ele aparententemente, sempre teve com os pais. Eu entendia um pouco — meu vínculo com meu pai era quase inexistente. Mas finalmente ele se abriu, compartilhando pedaços da sua vida. Contou que passava férias na fazenda do avô, onde aprendeu tudo sobre culinária e vinhos. Falou da ex, das escolhas que o levaram a se tornar independente, longe da família, que desde a adolescência, Wendy e Marco exigiam que seguisse os planos deles, mas, na juventude, Noah se libertou. Disse que os pais mudaram o tratamento com ele, após Marco assumir a empresa, quando o avô faleceu, passando tudo a ele.

Descobri que Noah tinha raízes mexicanas pelo lado paterno, além das americanas. Alex, por sua vez, misturava heranças espanholas, americanas e mexicanas, daí o sobrenome Mandon, do lado materno.

Estava feliz por fazer parte da vida dele, por ele se abrir assim.

E entre troca de informações sobre um ou o outro que nenhum de nós, nunca havia revelado, Noah me mimava todos os dias. Preparou um café da manhã incrível e me convidou para sair. Curiosa como sempre, passei o caminho tentando adivinhar o destino, perguntanso mil vezes, mas ele só pediu que vestisse algo leve.

Estava ansiosa, sem saber para onde íamos. Com a companhia dele, sabia que seria especial, e apesar de não gostar de surpresas, começava a me acostumar com o clima leve, apaixonado, de casal entre nós. Após alguns relacionamentos frustrados, acreditava que merecia alguém como ele. Sim, merecia. Queria ser tudo para ele também.

Tentei mais uma vez.

— Me dá só uma dica, por favor? — insisti pela... ah! Sei lá qual vez!

Era chata e persistente quando queria. A ansiedade me consumia, e eu estava até quase colapsando, sem saber por quê.

— Gabrielly, tenha paciência! — respondeu, meio saturado, mas sem ser rude.

— Ok, vou ficar quieta.

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