Capítulo Cinquenta e Seis

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ANY GABRIELLY

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ANY GABRIELLY

— Elly, você precisa comer, amor. Passou por tanta coisa... — Noah insistiu, seu tom era carregado de uma preocupação que aquecia meu peito.

Sentia um vazio imenso, mas agora, preenchido por ele estar ali, cuidando de mim. Ainda parecia um sonho eu estar de volta, ele ao meu lado, real, palpável, depois de meses de pesadelos que me arrancavam o sono. Longe dele, cada noite foi uma batalha contra o medo de nunca mais sentiria seu toque.

Estávamos no hospital de Santa Mônica, onde fiquei sob observação desde que cheguei, há horas. Os resultados dos exames sairiam em breve, segundo o médico. Meu corpo parecia exausto, mas meu coração, mesmo machucado, batia mais leve com Noah por perto.

— Noah... não quero. Estou enjoada. — murmurei, a voz fraca. — revirou os olhos, franzindo a testa, mas não saiu do meu lado nem por um segundo.

Minha mãe, meu pai, Mel, Nour, Jonah, Heyoon e Lamar já tinham vindo me ver. Cada abraço, cada lágrima deles trouxe alívio, mas também um peso: meses separados, foi como um abismo que doía ao relembrar. Todos choraram, felizes por me ver viva, e eu me sentia grata, porém frágil.

Minha sogra, estava estranha, calada demais. Algo aconteceu, provavelmente ligado a Marco, mas ninguém tocava no assunto. Bom, minha prioridade era minha saúde e a do bebê. O resto podia esperar. Noah ainda não sabia da gravidez, e esse segredo estava guardado, ficado como uma âncora.

— Senhorita Soares, como está se sentindo? — Doutor Martinez entrou, checando meus batimentos com uma enfermeira.

Fiz um batalhão de exames, e Noah ficou tenso, especialmente com o exame de corpo de delito. Quando soube que nada de grave me aconteceu, relaxou um pouco, mas eu entendia a preocupação. Três meses em cativeiro deixaram algumas marcas, mesmo que não visíveis.

— Ela não quer comer! — Noah denunciou, como se eu fosse uma criança teimosa.

— Noah... — repreendi, fazendo bico, envergonhada.

— A senhorita precisa se alimentar. — Martinez disse, gentil. — Está comendo por dois, não é? Tem que se manter saudável!

Arregalei os olhos, fitando Noah, que franziu o cenho, confuso, mas pareceu não perceber.

— Estou enjoada, doutor... — desconversei, sentindo o coração disparado.

— Ela está assim há tempos. — Noah começou, me analisando por completo. — Comia que nem um dragãozinho. Inclusive, está mais cheinha, amor. — sorriu, mas logo ficou sério — Estou preocupado, doutor, esse enjoo não melhora... — parou, me encarando, a mão apertando a minha. — "Comendo por dois..." — sussurrou, como se a ficha começasse a cair.

— Vamos passar uma dieta equilibrada que irá amenizar os enjoos, senhorita Soares. — Martinez disse, com um sorriso cúmplice, fazendo sinal pra enfermeira. — Voltamos já.

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