Capítulo Quatorze

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NOAH URREA

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NOAH URREA

No ritmo frenético do meu novo trabalho, servia o drinks e limpava o balcão, com a agilidade necessária para atender a demanda eletrizante de pessoas, mas na real, minha cabeça estava em outro lugar.

Não conseguia parar de pensar na discussão com Any "Teimosa" Gabrielly. Tudo bem, talvez estivesse um pouco alta, e talvez o silêncio dela, seguido daquele nosso embate, tenha sido culpa da bebida. É, culparia o álcool. Parecia uma explicação conveniente.

Enquanto atendo três pessoass ao mesmo tempo, travava um diálogo interno. Megan me beijou, e que culpa eu tenho? Não gostei, e não havia pedido por aquilo. Mas era o jogo! Precisava ter ficado daquele jeito? Parecia até uma acesso de ciúmes. E se eram címes, era inútil, pois ela era a única que mexia comigo como nenhuma outra.

Bom, talvez a dançarina misteriosa, tenha causado algum efeito em mim também, era invevitável pensar nela estando ali. Mas no fundo, ela nem conta, certo? Não sei quem ela é, apesar de ter me deixado completamente atordoado. Enfim, isso era irrelevante agora. O que me incomodava é que havia odiado ver Any lambendo Jonah e, pior, Daniel a lambendo.

Somos dois adultos jogando um jogo ridículo de orgulho. Nenhum de nós cedia, e isso estava me tirando do sério.

Bufei mais um de incontáveis vezes, servia uma garota loira de olhos azuis e voz irritantemente aguda.

— Vodka pura. — pediu, forçando sensualidade.

Assenti, pegando a garrafa preparando seu drink.

— Você é novo aqui, né? — perguntou meio gritando, se inclinando sobre o balcão.

— Sim. — respondi curto, seco, focado na garrafa.

— Não se lembra de mim?

Deveria? Olhei para ela, tentando puxar pela memória.

— Hm, não. Perdão. — disse, sem muito interesse.

— Eu era a atendente no LFT (Los Food Truck), atendi você e seus amigos no outro dia... — disse com uma pitada de empolgação.

Reparei melhor e lembrei vagamente, entregando a vodka, preparando outros pedidos.

— Ah...

Não estava no clima para conversa.

— Prazer, de novo... — mas ela insistia — Sina Deinert... — se apresentou, com um olhar que tentava ser sedutor.

Se ela conseguia algo com essa abordagem em outros caras, devia ter sorte, puramente pela beleza. Minha cabeça estava em Any, e não tinha paciência para papinho.

— Entendi. Agora, se me der licença, vou atender outras pessoas. — cortei, mantendo a educação, mas firme.

— Toda, Noah... — respondeu, com um sorriso tentando ser provocante.

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