Capítulo Trinta

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NOAH URREA

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NOAH URREA

O dia de sol começou perfeito, como todos ultimamente. Acordar ao lado do rosto lindo da minha namorada tornava tudo melhor. Resolvemos sair com Mel e Alex para curtir um dia de passeio e praia. Infelizmente Marais e Ardakani não puderam ir conosco.

Any estava linda, gostosa, com uma roupa fresca e biquíni por baixo, pronta para curtir o clima de de fim de semana, numa segunda-feira.

Escolhemos o Cali Fish, um restaurante à beira-mar. Sentamos na área externa, e o garçom trouxe drinks como cortesia. As risadas já rolavam soltas, graças às bobagens de Alex, que não tinha filtro. Ficamos um bom tempo jogando conversa fora, até que as meninas foram ao banheiro, nos deixando sozinhos.

— Tia Sandra vai pro clube com elas, mesmo, né? — perguntei.

— Acho que sim. Por quê?

— Sei que mamãe gostou da Any, mas não estou 100% seguro. Não acho que serão melhores amigas, pelo menos não de cara, entende?

— Relaxa, primo. Tia Wendy tem aquele jeito, mas não manda mais em você. Ela sabe disso. E acredito que não trataria a Elly mal.

— Eu sei. Só que não será só Any e minha mãr. As amigas da mamãe sempre vão, você sabe. — disse apreensiva.

— Entendo. Mas Mel e Nour estarão lá. — quis me tranquilizar — Relaxa, vai dar tudo certo. Eu nem queria ir...

— Agora que prometemos, e já contamos pra elas, temos que ir.

— Você está preocupado mesmo, né? — assenti, e ele sorriu — Elas nem sabiam que íamos. Perdeu por falar.

— Alex, como disse pra Any, não ia a deixar lá sozinha!

— Ok, Noah, mas respira fundo. Você exagera, às vezes, nas suas neuras.

— Não são neuras.

— São, sim! Fica de boa, vai dar tudo certo! — repetiu.

— Assim espero. — fiz uma pausa — Com você, posso me abrir. — soltei o ar — Percebi minha mãe meio diferente.

— Como assim? Diferente como? — franziu o cenho.

— Não sei, ainda não sei bem. Ontem, ela me chamou pra conversar no jardim.

— Como faziam quando você era pequeno. Isso é bom.

Alex era assim, debochado, mas sempre me incentivou a manter um bom laço com meus pais, apesar das dificuldades. Dava bons conselhos. Admirava isso nele, e agora tinha Any, com sua perspectiva sincera e imparcial. Ela não tomava partido, tentava ver tudo com equilíbrio. Isso era bom também. Não queria que tomassem minhas dores, mas que me ouvissem, apenas isso. Refletir sozinho ou com alguém — de confiança — era um costume meu. Fazia muito isso com o vovô, assim como faço às vezes, com Lamar e meu primo, e tipo agora.

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