Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
NOAH URREA
Após três anos, outra mudança. Dessa vez, bem menor, ainda bem. Mudanças são exaustivas, e eu não aguentaria uma daquelas maratonas novamente. Os caras vieram ajudar, e, após o almoço de ontem com eles e as meninas, onde nos bombardearam com perguntas, não tocaram mais no assunto. Entenderam por que aceitei a proposta de Any. Claro, rolaram zoações — falaram que é minha chance, as coisas de sempre.
A verdade é que não saberia viver sem ela. A cacheada tem meu coração, mas ainda não sei o que fazer com ele. Não sei se estou pronto para entregá-lo a ela. Não é que Any não cuidaria de mim ou que não construiríamos algo incrível juntos. É mais complicado. Somos melhores amigos, funcionamos bem assim. E se tentarmos algo mais? Será que estragaria nossa amizade? Ou seríamos ainda melhores? Tenho medos, receios, e o maior deles é perder Elly.
Pensamentos em pausa. Foquei em organizar meu novo canto. Any me ajudou com o closet, e joguei fora um monte de tralhas desnecessárias.
Perto da hora de ir para o trabalho, parei, tomei banho e me arrumei: calça preta, blusa branca. Senti meu corpo queimar sob o olhar dela. Dessa vez, ela não disfarçou tanto. Eu também não. Já estava preocupado com meus desejos por ela antes de morarmos juntos, agora estava latente e gritante. Não é como se eu não soubesse do estilo confortável e despojado que adotava ao ficar em casa, mas pro meu coraçãozinho fraco, aquilo era torturante. Tops, shortinhos curtos, sabe-se lá o que mais eu terei que aguentar! Até então, nada de roupinhas transparentes — e graças aos céus! Mas no fundo, não podia reclamar, era uma espécie de benção ter a visão dela todos os dias, a todo momento.
Toda essa dinâmica era nova para nós. Até porquê fazia menos de um dia. Estamos começando a nos adaptar, descobrindo aonde essa novidade nos levará. Antes, eu vinha ao apartamento dela e depois voltava ao meu espaço. Agora, compartilhamos tudo, morando sob o mesmo teto. É o primeiro dia "oficial", até então nos dando bem. Queria que continuasse assim, embora não saiba o que o futuro reservava.
Fofa como sempre, ela se ofereceu para ficar acordada me esperando. Achei lindo e gentil, porém não queria que se forçasse a virar a madrugada por mim.
Deixei um beijo em sua bochecha quentinha e fui trabalhar.
...
— E aí? Conseguiu organizar tudo? — Jonah quis saber, enquanto limpávamos o balcão.
— Boa parte. Você, Lamar e Alex me salvaram, cara. Obrigado mesmo.
— Que isso, Noah. Sempre que precisar, estamos aí!
— Valeu. — respondi cordial.
Apareceram clientes, encerrando nosso breve papo. Os antendíamos com rapidez.
Trabalhar com Jonah estava cada vez melhor. Nossa sintonia era tão boa que fazíamos tudo com eficiência, e, em dias mais tranquilos no bar, sobrava tempo para conversar. Ter a amizade dele era um bônus. E antes de irmos embora, o movimento findado, a era certo uma pequena resenha.