Capítulo Quarenta e um

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Notas da autora:

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Notas da autora:

Esse capítulo contém mídia. Fiquem à vontade pra ouvir quando quiserem ou na parte da letra da música.
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NOAH URREA

— O que aconteceu? Por que demoraram? — perguntei, enquanto Any me dava um selinho.

— Coisas de mulheres.

— Hm. Certo..

Cumprimentei Nour. Ela o Jonah. Marais e Ardakani, logo começaram uma discussão ferrenha. Ele estava puto porque ela não atendeu o celular e ainda desligou a ligação. Jonah andava desconfiado desde a festa na casa deles, numa pilha de nervos que eu nunca tinha visto. E não era pra menos. Nour estava com hábitos estranhos, como parar de beber do nada. Any até comentou o por que, mas não via firmeza em seu argumento.

— Vou me aprontar, ok?

— Ok, arrasa, amor.

Dei um beijo discreto em Any e segui com Jonah para uma das mesas. Dois caras assumiram nosso turno no bar. Fiquei de olho em Any enquanto ela caminhava pro camarim. Porra, aquele vestido — arh, que pecado! Gostosa pra caralho. Meu membro latejava só de imaginar como eu ia fodê-la aquela noite.

— Tudo bem, cara? — perguntei ao Jonah, que já estava no fim do segundo chopp.

— Estou de boa.

— Não parece. Quer conversar?

Ele bufou, visivelmente chateado.

— A Nour... Você sabe, desde a festa lá em casa, ela está estranha. Nada me tira da cabeça que anda escondendo algo.

— Mano, relaxa. Mulheres têm dessas. Cuidado pra não surtar e foder tudo com sua mina.

— Porra, Noah, é o que mais tenho feito, mas ela não tem limites. Faz as coisas, fala as coisas, à moda caralho dela, se fosse eu...

— Entendo. — tomei um gole do meu chopp.

— Estamos há dois dias sem transando. Estou colapsando, surtando, real.

— Caralho, aí é foda. Quando elas vetam o sexo, acaba com nosso psicológico e fisiológico.

— Exato! Minhas bolas tão doloridas, porra.

— Sinto muito, cara. Mas, vendo tudo que vocês passaram e o namoro de vocês agora, acho que vão se resolver. É só uma fase, isso passa. Tenta conversar com ela.

— Espero que esteja certo, de verdade. Estou torcendo pra ser apenas uma fase chata.

O tempo passou, e, mais relaxado, Jonah curtiu a noite. Nour subiu ao palco, e ele ficou vidrado, como se ela fosse a única mulher no mundo.

Conhecia bem essa sensação. Daqui a pouco, seria minha mulher ali naquele palco.

Tomei um gole do chopp, reparando numa movimentação estranha perto da porta dos camarins. Josh, com o rosto já menos inchado da surra que o dei, falava com os seguranças. Sentou com um amigo — Bailey, se não me falha o nome — e uma mulher bonita, com traços indianos, que se juntou a eles, todos atentos ao palco.

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