Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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Notas da autora:
Capítulo contém mídia, ouçam quando quiserem ou na parte em que a música é citada. ————————— ANY GABRIELLY
— O que você está fazendo aqui? — Noah perguntou com raiva.
Meu coração acelerou.
Ele me afastou pra trás dele me protegento. Espantados, ambos ficamos receosos com a pessoa à nossa frente.
— Noah... filho...
— Não sou mais seu filho! Você não é meu pai. Vamos Any!
Noah me puxou pro carro rápido tentando fugir daquele momento e situação constrangedora.
— Filho, eu quero só... só uma chance de falar com você...
— NÃO TENHO NADA COM VOCÊ E NEM PRA FALAR COM VOCÊ!
— Marco, não insista! — disse percebendo Noah transtornado, mas no fundo estava com certo receio e medo.
— Só quero conversar com meu filho! E com você também! Pedir desculpas por tudo!
— Quase dois meses no xilindró não foram suficientes pra você mudar! Aliás! Por quê a porra da justiça te soltou?? Que INFERNO!
— Noah, saí hoje, e... me concederam o direito de ficar em prisão domiciliar... — reparei o estado de Marco.
Estava acabado. Em quase dois meses o tempo o corroeu. Consequência da pessoa imunda que ele se tornou. Quando olhei para baixo, ele estava usando tornozeleira. Noah também reparou.
— Prisão domiciliar? E onde você acha que vai ficar? Na casa com a mamãe é que não vai! Seus bens detidos! Vendemos boa parte dos imóveis! E escuta aqui! Não irei permitir que chegue perto da mamãe! Está me ouvido?! — Noah exclamava nervoso e eu ao seu lado tentava acalmá-lo.
— Noah...
— Ela está feliz porra! Todos estamos! Estamos finalmente seguindo nossas vidas depois das merdas que você fez! E você tem a audácia de chegar perto de mim e da minha mulher? DO MEU FILHO??
— Eu não...
— A mamãe tem até alguém! Não quero você de volta na vida dela pra estragar tudo de novo! Fique bem longe de todos nós!
— Filho por favor... — pediu chorando, quase implorando.
Mas entramos no carro e Noah ficou olhando um ponto fixo por longos segundos e finalmente colocou a chave na ignição.
— Ei... respira fundo. — pedi, porém ele nem se movia — Noah. Amor...
— Porque? Estava tudo perfeito hoje... — sua voz emgargou — até ele aparecer.