Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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ANY GABRIELLY
— Mel, não! Essa cor não combina com ela!
— Combina, sim! Verde cai super bem! Eu amo verde. O que acha, Elly?
— Hum... — fiquei meio pensativa, não aprovando muito — os dos olhos do Noah, são lindos, mas em mim... — dei minha humilde opinião.
Mel ficava linda de verde, mas eu não era muito fã. Usava, claro, mas, para o evento, precisava do vestido perfeito.
— Okz — disse Mel, revirando os olhos.
— Que tal esse? — Nour me mostrou um vestido vermelho.
O separei junto a outros dois para experimentar.
Noah confirmou com a mãe que iria ao evento, eu disse que o acompanhaeia, mas no fundo? Estava nervosíssima, apreensiva, quase em pânico. Conheceria Wendy Urrea, uma das socialites mais renomadas da Califórnia. Fiz uma pesquisa sobre ela. Apesar da riqueza, os pais de Noah eram discretos, aparecendo esporadicamente em programas de entretenimento e na mídia. Filantropos e tudo. Ainda assim, conhecer minha sogra ou "futura", não seria fácil.
Não tinha uma opinião formada sobre eles totalmente, sabia do pouco da mídia, pouco do que Noah disse. Marco, que vi no dia em que apareceu em casa, mal trocou palavras comigo. Pareceu frio, distante com Noah, e embora ele tivesse compartilhado um pouco da sua história, eu não tomaria partido logo de cara, mesmo sendo meu namorado. Ele tinha motivos para sentir o que sentia, mas eu queria conhecer meus sogros e tirar minhas próprias conclusões, por mais desafiador que fosse.
No fundo, sabia que Noah entendia meu jeito de ver as coisas. Ele respeitava minha forma de pensar, e isso era o que importava. Era mútuo.
O evento, segundo Noah, seria íntimo, no fim de semana. Mel também iria, convidada por Alex. Pelo menos, não me sentiria tão deslocada. Ambientes novos sempre me traziam incerteza — não poder prever como seria recebida era o que me dava mais receio — mas era incontrolável, fazer o quê. Tal friozinho na barriga por conhecer a família dele, era interessante, pois eu nunca havia feito tal coisa, e logo, essa pressão de que estava mesmo dentro de uma relação séria, talvez caminhando pra algo maior, me surpreendia tanto quanto assustava. Esperava o melhor, mas como Noah comentou que haveria gente rica, esnobe, era outro receio meu, cometer gafes, temia passar vergonha, sabia que aquele não era meu mundo, — um mundo completamente diferente do meu, digamos.
Essas neuras vinham naturalmente.
Entrei na cabine para provar os vestidos. Os rapazes — Noah e Alex — estavam em outra loja, comprando roupas. Noah chegou depois. Se eu soubesse que os meninos viriam, teria o chamado, mas parece que foi tudo repentino.
Meu lindo namorado insistia em usar algo que já tinha, mas sugeri que ao menos comprasse um blazer e calça. Com ajuda de Lamar, eles se viravam. Morris tinha bom gosto por ser empresário. Dessa vez, não nos acompanhavam. Sabia que, para eles, esperar enquanto fazíamos compras era uma tortura — uma torturinha divertida de ver.