Capítulo Seis

672 62 67
                                        

Notas da autora: Capítulo possui mídia — no topo

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Notas da autora:
Capítulo possui mídia — no topo. Ouçam a música nessa primeira parte, se quiserem.
———————————————
NOAH URREA

O palco estava envolto em uma penumbra sedutora, e eu estava no modo hipnotizado. Sua definição nunca fez tanto sentido: "Adormecer pelos processos mecânicos, físicos ou psíquicos do hipnotismo. No sentido figurado, cativar a atenção de uma pessoa ou de um auditório." É exatamente o que aquela mulher fez comigo — e não só comigo, mas com cada alma nesta boate.

Desde que sua silhueta apareceu sob os holofotes, meu mundo se reduziu a ela. Cada movimento era um convite, uma promessa. Meu coração acelerou enquanto ela dançava, e perdido, me perguntava em como fui parar tão perto do palco.

Seu ritmo era lento, envolvente, compenetrante, cada balanço dela carregado de uma sensualidade que parecia coreografada pela própria música.

Reconheci a canção — uma versão de Beyoncé que Any adorava, mas essa era nova, mais rouca, mais sexy, lenta que fazia o ar parecer mais denso. Não conseguia desviar os olhos. Seus movimentos eram tão precisos, tão magnéticos, que perdi a noção do tempo. Meu corpo parecia agir por conta própria, guiado por ela, uma verdadeira encantadora de homens.

Tropecei numa cadeira próxima ao palco, mas nem isso me fez desgrudar os olhos dela. Ela tinha presença. Não havia uma única pessoa na boate que não estivesse rendida. Com uma suavidade provocante, ela se sentou numa cadeira ao lado do pole dance e abriu as pernas. Engoli em seco, sentindo o coração martelando no peito.

Sua roupa era um tanto sensual nada super exposto, mas muitas curvas e músculos à mostra — mal podia chamar aquilo de "roupa". Eram duas, talvez três peças? Um tecido brilhoso e fino abraçava sua pele como uma segunda camada. A luz dançava sobre ela, ora vermelha, ora azul, destacando a maciez que imaginava sob o toque. Embaixo era lingerie? Não sei. Só sabia que cada detalhe me prendia mais.

Agora, mais perto do palco, ela parecia fluuar, como um anjo — mas um anjo sexy, irresistível. Minha mente ficou bagunçada, fervendo, inquieta. O que eu estava pensando? Não importava. Estava vidrado nela, meus sentidos ficando em alerta, numa batalha interna entre desejo e fascínio.

De repente, ela desceu do palco e veio na minha direção. Meu coração disparou como se fosse sair peito a fora. Será que era agora que eu colapsaria de puro tesão? Meu membro apertou na calça. Com um gesto suave dos dedos, ela me chamou. Olhei ao redor, bem descrente, para ser sincero — será que era comigo? — murmurei internamente, sentindo os batimentos me apertado e pulsando em pontadas, meu membro idem.

Confirmei com um olhar rápido pros lados.

Era comigo.

De perto, ela era ainda mais linda e hipnótica. Seus dedos eram delicados, o rosto, mesmo sob as nuances de luz, eram de uma beleza quase irreal. Olhos escuros, vibrantes, pele morena sedosa brilhando sob a iluminação. Os cabelos longos, ondulados, batendo no meio de suas costas indo mais abaixo até seu quadril — uma lace, talvez, mas perfeita. Estava enfeitiçado, caminhava em sua direção como se fosse um servo. Queria ver seu rosto por inteiro, mas uma máscara cobria boa parte dele — óbvio, pois não era para amostrar e muito menos daria para tirá-la, — pensei, quase rindo da minha própria ingenuidade. De certo, ela protegia sua identidade.

ConcentrateOnde histórias criam vida. Descubra agora